Discernindo a Vontade de Deus (IX)
Existem ferramentas além da experiência que podemos usar para nos ajudar a tomar decisões sobre a vontade de Deus? Vamos considerar alguns outros exemplos tirados da vida de Paulo, nosso exemplo:
"E chegou a Derbe e Listra. E eis que estava ali um certo discípulo por nome Timóteo... Do qual davam bom testemunho os irmãos que estavam em Listra e em Icónico. Paulo quis que este fosse com ele..." (Act. 16:1-3).
"E chegou a Derbe e Listra. E eis que estava ali um certo discípulo por nome Timóteo... Do qual davam bom testemunho os irmãos que estavam em Listra e em Icónico. Paulo quis que este fosse com ele..." (Act. 16:1-3).
À priori, escolher Timóteo para substituir João seria obviamente da vontade de Deus, porque ele se tornara num servo do Senhor que pensava mais nos outros do que nele mesmo (Fil. 2:19-22). Mas como é que Paulo sabia a vontade de Deus neste assunto? Não podia sabê-la com certeza, mas baseou a sua decisão na recomendação de outros crentes, porque Timóteo estava em bom conceito junto aos outros irmãos em duas cidades diferentes. Este é um bom conselho para nós quando procuramos a vontade de Deus, em todas as áreas da nossa vida. Este escritor raramente escolhe um médico ou mecânico sem primeiro ter uma boa recomendação, e também não compramos um Chevrolet ou Fiat sem primeiro pesar os conselhos de outras pessoas que entendem mais do assunto.
Existe algum exemplo na vida de Paulo que nos ajude na área do emprego - como encontrá-lo? Achamos que um exemplo adequado se encontra em Actos 18:1-3:
"E depois disto partiu Paulo... e chegou a Corinto. E, achando um certo judeu por nome Áquila... e Priscila, sua mulher... E, como era do mesmo ofício, ficou com eles, e trabalhava; pois tinham por ofício fazer tendas".
Ao chegar a Corinto, o Apóstolo encontrou um emprego através de um método que hoje é conhecido como rede de comunicação, isto é, encontrar serviço por tornar a sua necessidade conhecida entre o seu círculo de amigos e parentes. Muitas profissões e indústrias parecem estar dominadas por certos grupos étnicos simplesmente porque estes grupos decidiram ajudar os seus amigos na hora de contratar pessoas novas. O exemplo de Paulo aqui demonstra que não há razão para o povo de Deus não fazer o mesmo. Quando este escritor era jovem, um carpinteiro na minha igreja contratou-me como ajudante, e mais tarde quando montei uma empresa para pintar casas e construções em geral, eu contratava quase que exclusivamente pessoas da minha igreja. Se mais patrões crentes seguissem este exemplo, quando possível, talvez houvesse menos crentes a procurar trabalho.
Na vez seguinte que encontramos Paulo a discernir sobre qual seria a vontade de Deus, vemos que isso talvez tenha salvo a sua vida. Os ourives de prata no incidente em Éfeso iniciaram um alvoroço para se oporem aos ensinamentos de Paulo e a cidade toda correu para o teatro num estado de furor enlouquecido (Act. 19:2329).
"E, querendo Paulo apresentar-se ao povo, não lho permitiram os discípulos" (Actos 19:30).
Aqui vemos que Deus pode ajudar-nos a tomar as decisões certas na vida através do auxílio do conselho piedoso recebido de amigos confiáveis (Pro. 11:14). Mas é imperativo que, como Paulo, tomemos cuidado em receber apenas a ajuda de "os discípulos", e não a ajuda de Oprah Winfrey ou qualquer pessoa que possa oferecê-la. No futebol, os jogadores podem frequentemente procurar a ajuda do técnico, mas nunca atravessam o campo para pedir um conselho ao técnico da equipa adversária! Os incrédulos nem sempre estão errados nos seus conselhos, mas é bom lembrar que mesmo um relógio avariado diz a hora certa duas vezes por dia!
No versículo seguinte, vemos Paulo a receber um conselho de ainda outra fonte:
"E também alguns dos principais da Ásia, que eram seus amigos, lhe rogaram que não se apresentasse no teatro" (At.19:31).
A palavra Grega para "principais da Ásia" (ou asiarca) aqui é Asiarches, uma classe de homens ricos e proeminentes reconhecidos pelo império romano e promovidos a posições de autoridade. Se pensarmos no caso, existe uma razão pela qual os homens se tornam ricos, proeminentes e promovidos. É porque tomaram decisões sábias na vida. E deste modo vemos que um conselho de crentes, tal como aquele do versículo acima, é uma fonte de conselhos especialmente bom.
Talvez o leitor esteja a pensar que não é preciso ser um cientista nuclear para saber que Paulo não deveria tentar dirigir-se a uma multidão enraivecida, a qual ele mesmo mais tarde admitiu ser composta de "bestas", ou feras (I Cor. 15:32). Entretanto, saber o que era o melhor e convencer Paulo do mesmo eram duas coisas muito diferentes! Paulo não tinha a sua vida por preciosa (Act. 20:24) e tudo o que ele viu naquele dia foi uma oportunidade para pregar a uma multidão de almas reunidas. Estes homens realmente foram sábios e conseguiram convencer Paulo a não pregar o Evangelho que o seu coração ardia por pregar. Estes homens principais conseguiram ajudar Paulo a ver a realidade mais ampla e fizeram-no perceber que certamente não era da vontade de Deus que ele pregasse o Evangelho naquele dia. Devido ao aconselhamento sábio deles, Paulo viveu para pregar outras vezes, e escrever as epístolas prisionais que completaram a Palavra de Deus, enriquecendo as vidas de todos nós.
Outra ameaça à vida de Paulo foi evitada no capítulo seguinte:
"...e sendo-lhe pelos judeus postas ciladas, como tivesse de navegar para a Síria, determinou voltar pela Macedónia" (Act .20:3).
A frase na Bíblia "postas ciladas" aqui refere-se a uma emboscada que foi montada na esperança de matar Paulo. Como é que ele reagiu a esta situação? A passagem diz: "como tivesse de navegar", isto é, ele mudou os seus planos à última hora! Depois lemos:
"E acompanhou-o, até à Ásia, Sopater... Aristarco... Segundo... Gaio... Timóteo... Tíquico e Trófimo" (Act .20:4).
Quando Paulo soube da emboscada, ele rodeou-se de sete guarda-costas! Não foi preciso ter um sonho ou uma visão do Senhor para sugerir que tomasse esta medida sábia, mas apenas bom senso! E há mais um aspecto relativamente à iniciativa sábia de Paulo:
"Estes, indo adiante, nos esperaram em Troas" (Act. 20:5).
Depois dos guarda-costas terem impedido um ataque inicial, Paulo enviou-os à frente para agirem como iscas enquanto ele esperou na retaguarda, uma táctica da qual qualquer serviço secreto teria orgulho na protecção de um presidente.
Existe algum exemplo na vida de Paulo que nos ajude na área do emprego - como encontrá-lo? Achamos que um exemplo adequado se encontra em Actos 18:1-3:
"E depois disto partiu Paulo... e chegou a Corinto. E, achando um certo judeu por nome Áquila... e Priscila, sua mulher... E, como era do mesmo ofício, ficou com eles, e trabalhava; pois tinham por ofício fazer tendas".
Ao chegar a Corinto, o Apóstolo encontrou um emprego através de um método que hoje é conhecido como rede de comunicação, isto é, encontrar serviço por tornar a sua necessidade conhecida entre o seu círculo de amigos e parentes. Muitas profissões e indústrias parecem estar dominadas por certos grupos étnicos simplesmente porque estes grupos decidiram ajudar os seus amigos na hora de contratar pessoas novas. O exemplo de Paulo aqui demonstra que não há razão para o povo de Deus não fazer o mesmo. Quando este escritor era jovem, um carpinteiro na minha igreja contratou-me como ajudante, e mais tarde quando montei uma empresa para pintar casas e construções em geral, eu contratava quase que exclusivamente pessoas da minha igreja. Se mais patrões crentes seguissem este exemplo, quando possível, talvez houvesse menos crentes a procurar trabalho.
Na vez seguinte que encontramos Paulo a discernir sobre qual seria a vontade de Deus, vemos que isso talvez tenha salvo a sua vida. Os ourives de prata no incidente em Éfeso iniciaram um alvoroço para se oporem aos ensinamentos de Paulo e a cidade toda correu para o teatro num estado de furor enlouquecido (Act. 19:2329).
"E, querendo Paulo apresentar-se ao povo, não lho permitiram os discípulos" (Actos 19:30).
Aqui vemos que Deus pode ajudar-nos a tomar as decisões certas na vida através do auxílio do conselho piedoso recebido de amigos confiáveis (Pro. 11:14). Mas é imperativo que, como Paulo, tomemos cuidado em receber apenas a ajuda de "os discípulos", e não a ajuda de Oprah Winfrey ou qualquer pessoa que possa oferecê-la. No futebol, os jogadores podem frequentemente procurar a ajuda do técnico, mas nunca atravessam o campo para pedir um conselho ao técnico da equipa adversária! Os incrédulos nem sempre estão errados nos seus conselhos, mas é bom lembrar que mesmo um relógio avariado diz a hora certa duas vezes por dia!
No versículo seguinte, vemos Paulo a receber um conselho de ainda outra fonte:
"E também alguns dos principais da Ásia, que eram seus amigos, lhe rogaram que não se apresentasse no teatro" (At.19:31).
A palavra Grega para "principais da Ásia" (ou asiarca) aqui é Asiarches, uma classe de homens ricos e proeminentes reconhecidos pelo império romano e promovidos a posições de autoridade. Se pensarmos no caso, existe uma razão pela qual os homens se tornam ricos, proeminentes e promovidos. É porque tomaram decisões sábias na vida. E deste modo vemos que um conselho de crentes, tal como aquele do versículo acima, é uma fonte de conselhos especialmente bom.
Talvez o leitor esteja a pensar que não é preciso ser um cientista nuclear para saber que Paulo não deveria tentar dirigir-se a uma multidão enraivecida, a qual ele mesmo mais tarde admitiu ser composta de "bestas", ou feras (I Cor. 15:32). Entretanto, saber o que era o melhor e convencer Paulo do mesmo eram duas coisas muito diferentes! Paulo não tinha a sua vida por preciosa (Act. 20:24) e tudo o que ele viu naquele dia foi uma oportunidade para pregar a uma multidão de almas reunidas. Estes homens realmente foram sábios e conseguiram convencer Paulo a não pregar o Evangelho que o seu coração ardia por pregar. Estes homens principais conseguiram ajudar Paulo a ver a realidade mais ampla e fizeram-no perceber que certamente não era da vontade de Deus que ele pregasse o Evangelho naquele dia. Devido ao aconselhamento sábio deles, Paulo viveu para pregar outras vezes, e escrever as epístolas prisionais que completaram a Palavra de Deus, enriquecendo as vidas de todos nós.
Outra ameaça à vida de Paulo foi evitada no capítulo seguinte:
"...e sendo-lhe pelos judeus postas ciladas, como tivesse de navegar para a Síria, determinou voltar pela Macedónia" (Act .20:3).
A frase na Bíblia "postas ciladas" aqui refere-se a uma emboscada que foi montada na esperança de matar Paulo. Como é que ele reagiu a esta situação? A passagem diz: "como tivesse de navegar", isto é, ele mudou os seus planos à última hora! Depois lemos:
"E acompanhou-o, até à Ásia, Sopater... Aristarco... Segundo... Gaio... Timóteo... Tíquico e Trófimo" (Act .20:4).
Quando Paulo soube da emboscada, ele rodeou-se de sete guarda-costas! Não foi preciso ter um sonho ou uma visão do Senhor para sugerir que tomasse esta medida sábia, mas apenas bom senso! E há mais um aspecto relativamente à iniciativa sábia de Paulo:
"Estes, indo adiante, nos esperaram em Troas" (Act. 20:5).
Depois dos guarda-costas terem impedido um ataque inicial, Paulo enviou-os à frente para agirem como iscas enquanto ele esperou na retaguarda, uma táctica da qual qualquer serviço secreto teria orgulho na protecção de um presidente.
- Ricky Kurth
(Continua)
(Continua)
Discernindo a Vontade de Deus (I)
Discernindo a Vontade de Deus (II)
Discernindo a Vontade de Deus (III)
Discernindo a Vontade de Deus (IV)
Discernindo a Vontade de Deus (V)
Discernindo a Vontade de Deus (VI)
Discernindo a Vontade de Deus (VII)
Discernindo a Vontade de Deus (VIII)
Discernindo a Vontade de Deus (IX)
Discernindo a Vontade de Deus (X)
Discernindo a Vontade de Deus (XI)
Discernindo a Vontade de Deus (II)
Discernindo a Vontade de Deus (III)
Discernindo a Vontade de Deus (IV)
Discernindo a Vontade de Deus (V)
Discernindo a Vontade de Deus (VI)
Discernindo a Vontade de Deus (VII)
Discernindo a Vontade de Deus (VIII)
Discernindo a Vontade de Deus (IX)
Discernindo a Vontade de Deus (X)
Discernindo a Vontade de Deus (XI)



