Discernindo a Vontade de Deus (V)
Mais uma coisa sobre a sabedoria de Salomão:
"E ouvindo a rainha de Sabá a fama de Salomão... veio prová-lo por enigmas... E Salomão lhe declarou todas as suas palavras... Vendo pois a rainha de Sabá toda a sabedoria de Salomão... E disse ao rei: Foi verdade a palavra que ouvi... da tua sabedoria... eis que me não disseram metade... sobrepujaste em sabedoria... a fama que ouvi" (I Reis 10:1-7).
"E ouvindo a rainha de Sabá a fama de Salomão... veio prová-lo por enigmas... E Salomão lhe declarou todas as suas palavras... Vendo pois a rainha de Sabá toda a sabedoria de Salomão... E disse ao rei: Foi verdade a palavra que ouvi... da tua sabedoria... eis que me não disseram metade... sobrepujaste em sabedoria... a fama que ouvi" (I Reis 10:1-7).
Todas as semanas há pessoas que nos escrevem para a Berean Bible Society com "perguntas difíceis" semelhantes, perguntas que já fizeram a outros ministérios em vão. Frequentemente, somos capazes de lhes responder, não porque sejamos mais espertos, mas porque temos "o conhecimento da Sua vontade em toda a sabedoria". Note bem que a sabedoria de Deus na Bíblia divide-se em sabedoria do Seu programa Profético e do Seu programa do Mistério. Quando as pessoas escrevem a outro ministério em busca de sabedoria, somente ouvem a sabedoria profética de Deus. Como aconteceu com princesa de Sabá, é-lhes dito apenas metade da sabedoria de Deus.
Quando introduzimos o assunto do discernir a vontade de Deus, no início, prometemos também ajudá-lo a compreender a vontade de Deus em outras áreas, como: "Porque estou com cancro?", "Porque é que uma tempestade arrancou o telhado da minha casa e não o do meu vizinho?" e até "Porque é que o meu filho teve que morrer?". Há crentes que fazem estas perguntas a outros ministérios, ministérios que têm somente a metade profética da sabedoria de Deus e são, por isso, obrigados a sugerir que talvez em tais casos Deus esteja a castigar estes crentes pelos seus pecados.
Não há dúvida que o castigar é bíblico. Deus prometeu abençoar a nação de Israel quando ela fosse boa, mas amaldiçoá-la se fosse má, com secas, fomes e até permitindo que fosse conquistada pelos seus inimigos (Lev. 26). Os indivíduos em Israel também eram castigados. Saul perdeu o seu reino (I Sm.13:8-14). Davi perdeu o seu filho (II Sm.11:1-12:14)
Portanto, castigar é bíblico mas será bíblico dispensacionalmente? Ao perder o seu filho, estará a ser castigado por Deus? Perguntas como estas podem literalmente assombrar um crente e têm de ser respondidas de acordo com o conhecimento da vontade de Deus em toda a sabedoria.
Este escritor crê que o castigo físico é inconsistente com a dispensação da graça. Hoje Deus não nos abençoa quando somos bons, porque já estamos abençoados com "todas" as bençãos espirituais em Cristo (Efé. 1:3). Mas para ser consistente, temos também de concluir que Deus não nos amaldiçoa quando somos maus. Se cair em pecado hoje, não precisa de temer que Deus lhe dará uma doença amanhã.
Alguns objectam com base em I Coríntios 11:30 que o castigar é Paulino, mas esta referência é de uma das primeiras epístolas de Paulo, escrita antes da remoção de muitas coisas transicionais, como falar em línguas e outros dons descritos nos capítulos seguintes (I Coríntios 12-14). É significativo que não haja menção de nenhum destes dons nas últimas epístolas de Paulo e cremos que isso é significante, portanto tem de também ser significativo o facto de não haver menção de castigo físico nas últimas epístolas de Paulo.
Qualquer castigo físico que Deus pudesse exercer hoje seria completamente ineficaz, pelo seguinte motivo: Quando Saul pecou, Samuel estava lá para fazer a ligação entre o seu pecado e a perda do seu reino. Quando Davi pecou, Nathan estava lá para ligar o seu pecado à perda do seu filho. Sem um homem cheio do Espírito para fazer esta relação, David podia bem ter pensado que o seu filho tinha morrido de causas naturais. Mesmo os Coríntios tiveram o apóstolo Paulo a dizer-lhes que havia uma razão pela qual eles estavam fracos e doentes. Contudo, hoje não há profetas inspirados, que possam ligar as dificuldades da sua vida a pecados específicos na mesma, e você daria em doido ao especular sobre estas coisas.
É por isso que qualquer castigo físico que Deus pudesse exercer hoje seria completamente ineficaz. Imagine surrar o seu filho muitas vezes, sem nunca lhe dizer porquê! Ele nunca iria aprender o certo do errado, pois ele não poderia saber que acção específica da sua parte lhe trouxe o castigo!
Alguns podem perguntar, com razão, "porque, que filho há a quem o pai não corrija?"(Heb. 12:7), mas há uma resposta para esta pergunta. Os pais do não castigam fisicamente os filhos adultos. Se o leitor ainda surra o seu filho adulto, há algo muito errado no seu relacionamento com ele! Os filhos adultos são castigados com palavras de correcção, e é assim que Deus castiga os Seus filhos hoje. Nós recebemos "a adopção de filhos"(Gálatas 4:5), e somos considerados filhos adultos aos olhos de Deus. E assim, apesar de "os filhos de Israel" terem sido muitas vezes castigados fisicamente, hoje "Toda a Escritura … é proveitosa … para corrigir ..." (II Tm. 3:16). Quando caímos em pecado, abrimos a Palavra e ela corrige-nos, ou um amigo cristão maduro comunica-nos o que Deus tem a dizer sobre o que temos feito.
E assim, quando o ciclone atinge a sua casa, ou adoece com cancro, ou o seu filho é levado pela morte, não tem que se interrogar se está a ser castigado por Deus. Estas coisas são apenas o resultado de vivermos num mundo amaldiçoado pelo pecado.
Como é emocionante um pastor da graça poder visitar um irmão no hospital, e não ter de sugerir que talvez ele esteja a ser castigado pelos seus pecados. Um jovem casal na nossa igreja recentemente perdeu a sua preciosa filha de um ano, e não conseguimos imaginar o desgosto que tiveram. A última coisa que eles precisavam era que alguém com apenas meia compreensão da vontade de Deus, lhes sugerisse que talvez eles próprios tivessem sido os culpados pela sua perda!
Que grande mensagem nós temos! Quão libertadora! Que emoção foi ver aqueles pais descobrirem, como milhões antes deles descobriram, que a graça de Deus é suficiente, mesmo em momentos como este.
Na nossa próxima edição, teremos mais a dizer sobre a compreensão da vontade de Deus em tais áreas. Por agora, não é maravilhoso podermos simplesmente descansar no amor e graça do Salvador?
Quando introduzimos o assunto do discernir a vontade de Deus, no início, prometemos também ajudá-lo a compreender a vontade de Deus em outras áreas, como: "Porque estou com cancro?", "Porque é que uma tempestade arrancou o telhado da minha casa e não o do meu vizinho?" e até "Porque é que o meu filho teve que morrer?". Há crentes que fazem estas perguntas a outros ministérios, ministérios que têm somente a metade profética da sabedoria de Deus e são, por isso, obrigados a sugerir que talvez em tais casos Deus esteja a castigar estes crentes pelos seus pecados.
Não há dúvida que o castigar é bíblico. Deus prometeu abençoar a nação de Israel quando ela fosse boa, mas amaldiçoá-la se fosse má, com secas, fomes e até permitindo que fosse conquistada pelos seus inimigos (Lev. 26). Os indivíduos em Israel também eram castigados. Saul perdeu o seu reino (I Sm.13:8-14). Davi perdeu o seu filho (II Sm.11:1-12:14)
Portanto, castigar é bíblico mas será bíblico dispensacionalmente? Ao perder o seu filho, estará a ser castigado por Deus? Perguntas como estas podem literalmente assombrar um crente e têm de ser respondidas de acordo com o conhecimento da vontade de Deus em toda a sabedoria.
Este escritor crê que o castigo físico é inconsistente com a dispensação da graça. Hoje Deus não nos abençoa quando somos bons, porque já estamos abençoados com "todas" as bençãos espirituais em Cristo (Efé. 1:3). Mas para ser consistente, temos também de concluir que Deus não nos amaldiçoa quando somos maus. Se cair em pecado hoje, não precisa de temer que Deus lhe dará uma doença amanhã.
Alguns objectam com base em I Coríntios 11:30 que o castigar é Paulino, mas esta referência é de uma das primeiras epístolas de Paulo, escrita antes da remoção de muitas coisas transicionais, como falar em línguas e outros dons descritos nos capítulos seguintes (I Coríntios 12-14). É significativo que não haja menção de nenhum destes dons nas últimas epístolas de Paulo e cremos que isso é significante, portanto tem de também ser significativo o facto de não haver menção de castigo físico nas últimas epístolas de Paulo.
Qualquer castigo físico que Deus pudesse exercer hoje seria completamente ineficaz, pelo seguinte motivo: Quando Saul pecou, Samuel estava lá para fazer a ligação entre o seu pecado e a perda do seu reino. Quando Davi pecou, Nathan estava lá para ligar o seu pecado à perda do seu filho. Sem um homem cheio do Espírito para fazer esta relação, David podia bem ter pensado que o seu filho tinha morrido de causas naturais. Mesmo os Coríntios tiveram o apóstolo Paulo a dizer-lhes que havia uma razão pela qual eles estavam fracos e doentes. Contudo, hoje não há profetas inspirados, que possam ligar as dificuldades da sua vida a pecados específicos na mesma, e você daria em doido ao especular sobre estas coisas.
É por isso que qualquer castigo físico que Deus pudesse exercer hoje seria completamente ineficaz. Imagine surrar o seu filho muitas vezes, sem nunca lhe dizer porquê! Ele nunca iria aprender o certo do errado, pois ele não poderia saber que acção específica da sua parte lhe trouxe o castigo!
Alguns podem perguntar, com razão, "porque, que filho há a quem o pai não corrija?"(Heb. 12:7), mas há uma resposta para esta pergunta. Os pais do não castigam fisicamente os filhos adultos. Se o leitor ainda surra o seu filho adulto, há algo muito errado no seu relacionamento com ele! Os filhos adultos são castigados com palavras de correcção, e é assim que Deus castiga os Seus filhos hoje. Nós recebemos "a adopção de filhos"(Gálatas 4:5), e somos considerados filhos adultos aos olhos de Deus. E assim, apesar de "os filhos de Israel" terem sido muitas vezes castigados fisicamente, hoje "Toda a Escritura … é proveitosa … para corrigir ..." (II Tm. 3:16). Quando caímos em pecado, abrimos a Palavra e ela corrige-nos, ou um amigo cristão maduro comunica-nos o que Deus tem a dizer sobre o que temos feito.
E assim, quando o ciclone atinge a sua casa, ou adoece com cancro, ou o seu filho é levado pela morte, não tem que se interrogar se está a ser castigado por Deus. Estas coisas são apenas o resultado de vivermos num mundo amaldiçoado pelo pecado.
Como é emocionante um pastor da graça poder visitar um irmão no hospital, e não ter de sugerir que talvez ele esteja a ser castigado pelos seus pecados. Um jovem casal na nossa igreja recentemente perdeu a sua preciosa filha de um ano, e não conseguimos imaginar o desgosto que tiveram. A última coisa que eles precisavam era que alguém com apenas meia compreensão da vontade de Deus, lhes sugerisse que talvez eles próprios tivessem sido os culpados pela sua perda!
Que grande mensagem nós temos! Quão libertadora! Que emoção foi ver aqueles pais descobrirem, como milhões antes deles descobriram, que a graça de Deus é suficiente, mesmo em momentos como este.
Na nossa próxima edição, teremos mais a dizer sobre a compreensão da vontade de Deus em tais áreas. Por agora, não é maravilhoso podermos simplesmente descansar no amor e graça do Salvador?
- Ricky Kurth
(Continua)
(Continua)
Discernindo a Vontade de Deus (I)
Discernindo a Vontade de Deus (II)
Discernindo a Vontade de Deus (III)
Discernindo a Vontade de Deus (IV)
Discernindo a Vontade de Deus (V)
Discernindo a Vontade de Deus (VI)
Discernindo a Vontade de Deus (VII)
Discernindo a Vontade de Deus (VIII)
Discernindo a Vontade de Deus (IX)
Discernindo a Vontade de Deus (X)
Discernindo a Vontade de Deus (XI)
Discernindo a Vontade de Deus (II)
Discernindo a Vontade de Deus (III)
Discernindo a Vontade de Deus (IV)
Discernindo a Vontade de Deus (V)
Discernindo a Vontade de Deus (VI)
Discernindo a Vontade de Deus (VII)
Discernindo a Vontade de Deus (VIII)
Discernindo a Vontade de Deus (IX)
Discernindo a Vontade de Deus (X)
Discernindo a Vontade de Deus (XI)



