A Senda da Graça (LXVI)

A  Senda da Graça

“Alegria é diferente de felicidade.”

     Não estejais inquietos por coisa alguma: antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplicas, com acção de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus” (Filipenses 4:6,7).

     A admoestação para não nos inquietarmos implica que há algo que nos inquieta. Há uma provação ou tribulação na nossa vida. Contudo, também há a promessa de paz para quando passamos pelo problema.

     Alegria - Alegria é diferente de felicidade. A felicidade depende das nossas circunstâncias específicas, momento a momento. Quando as coisas vão bem, ficamos felizes. Quando as coisas não vão bem, perdemos a nossa felicidade. A alegria é diferente. A alegria é a mais profunda, mais intensa consciência de Deus e é outro dos dons da Sua graça que pode vir até nós em tempos de tribulação. O apóstolo Paulo orou pelo crescimento dos Colossenses para que fossem

     “Corroborados [ou, fortalecidos] em toda a fortaleza, segundo a força da Sua glória, em toda a paciência [ou, resistência], e longanimidade [elevada paciência] com gozo; dando graças ao Pai …” (Colossemses 1:11-12).

     Uma vez mais, palavras como “fortalecidos, resistência e elevada paciência” implicam que há algum problema por que o crente está a passar. Mas no meio do problema, o crente está com gozo, dando graças a Deus. O resultado é alegria.


“Paulo desejava as provas e tribulações, sabendo que elas produziriam o poder de Deus na sua vida.”


     O processo necessário para a obtenção de alegria está dependente, e é resultado, de provas e aflições.

     Amor, alegria e paz são “fruto do Espírito” (Gálatas 5:22) e como tal são dons de Deus dados pelo Espírito Santo. Eles são dons, apesar de termos visto que estas três virtudes estão relacionadas com problemas na nossa vida. A questão para nós agora é, “Quanto desejamos estas virtudes na nossa vida?” Desejamo-las o suficiente a ponto de desejarmos o processo necessário à sua produção? O apóstolo Paulo clamava,

     “…De boa vontade pois me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo …” (2 Coríntios 12:9-10).

     Paulo desejava as provas e tribulações, sabendo que elas produziriam o poder de Deus na sua vida. Sem o desejo de passar pelo processo, Paulo teria sido simplesmente outro Cristão lamuriento a queixar-se de todas as coisas injustas que lhe aconteceram.


DE ONDE É QUE VEM O DESEJO?

     Talvez se sente na sua poltrona a dizer, “Mas eu não desejo passar pelas fraquezas, injúrias, necessidades, perseguições e angústias da vida. Eu sei que devia, e vejo a sua importância na recepção de muitas das bênçãos de Deus, mas simplesmente não quero passar pelo processo da obtenção do resultado.” Bem, bem-vindo à raça humana!

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