A Senda da Graça (LIII)

A  Senda da Graça

“Nós não cresceremos na nossa relação com Ele a menos que permitamos que o Espírito Santo continue a Sua obra em nós, revelando e aplicando a Palavra às nossas vidas.”

     O conteúdo do conhecimento da Bíblia, por si só, não nos conduz à fé. A operação do Espírito Santo através da Palavra de Deus, mostrando o valor e relevância da verdade bíblica nas nossas vidas, revela a vontade de Deus para nós e cria e sustém a nossa fé.

     Nós podemos conhecer a Palavra (logos) de Deus, mas enquanto não tivermos o rhema (compreensão do valor, importância e relevância da Sua Palavra) não compreenderemos o que Deus está a fazer ou o que Ele quer que façamos. Nós não cresceremos na nossa relação com Ele a menos que permitamos que o Espírito Santo continue a Sua obra em nós, revelando e aplicando a Palavra às nossas vidas.


Ilustração do entendimento

     Digamos que estamos a ler a Bíblia e chegamos a Colossenses 3:9,

     “Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos” (Colossenses 3:9).

     O Primeiro elemento, conhecimento da Palavra, verifica-se quando intelectualmente tomamos consciência de que Deus não quer que mintamos uns aos outros. O entendimento dado pelo Espírito vai mais fundo do que simplesmente conhecermos a verdade. Quando meditamos nesta verdade, o Espírito pode impressionar as nossas mentes com o facto de que mentir é moralmente errado e um pecado contra Deus. A mentira é um acto de rebelião contra Deus, pois vai contra a vontade revelada de Deus. Nós chegamos à compreensão de que Deus não quer que mintamos uns aos outros. A nossa consciência, tendo sido vivificada pelo Espírito Santo, revela-nos onde e quando mentimos.


“Na altura fiquei chocado quando a ouvi dizer, “eu não pensava que fosse importante.” Hoje não fico mais surpreendido com palavras ou a atitude de indiferença por detrás delas.”


     No início do meu ministério uma mulher veio-se queixar a mim do seu marido perdido.. Perguntei-lhe se ela sabia que ele estava perdido antes de ela se casar com ele. Ela disse, “Sim.” Depois perguntei-lhe se ela sabia que a Bíblia dizia que não nos devemos prender a um jugo desigual com descrentes (2 Coríntios 6:14) antes de ela se ter casado com ele. Uma vez mais ela respondeu, “Sim."

     Incapaz de resistir perguntei-lhe, “Então porque é que se casou com ele?” Eu não estava preparado para a resposta dela. Olhando-me fixamente nos olhos, com a sinceridade estampada em toda a sua face, ela respondeu, “eu não pensava que fosse importante.” Ela sabia o que a Bíblia dizia, mas não compreendia a sua importância, relevância ou valor – por isso desobedeceu a Deus.

     Na altura fiquei chocado quando a ouvi dizer, “eu não pensava que fosse importante.” Hoje não fico mais surpreendido com palavras ou a atitude de indiferença por detrás delas.

     De facto, estou convencido que muitos Cristãos planeiam repetir estas palavras quando um dia comparecerem diante de Deus.

     “Eu não pensava que fosse importante. Por isso em vez de amar a minha mulher como Cristo amou a igreja, tornei-me num pequeno ditador em minha casa.” Ou, “eu não pensava que fosse importante. Por isso cometi adultério em vez de ser fiel à minha esposa.” Ou, “eu não pensava que fosse importante. Por isso não dei nada, ou quase nada, para suportar a obra de Deus.” Ou, “eu não pensava que fosse importante. Por isso coloquei todos os meus tesouros na terra em vez de os colocar no céu.”

 

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