A Senda da Graça (XXXVIII)

5. Submissão ao sofrimento imerecido.
Na vida há dois tipos de sofrimento. Há o sofrimento merecido e o sofrimento imerecido.
O sofrimento merecido é o sofrimento que trazemos sobre nós mesmos por causa de alguma coisa que nós temos feito. Um ladrão pode ser preso por causa do seu crime. Um assassino pode ser morto. Um mentiroso pode ser exposto e evitado. Isto é sofrimento merecido.
Mas, há um outro tipo de sofrimento. O sofrimento que nós podemos ter de suportar, mas não por algo que tenhamos feito. Este tipo de sofrimento qualificá-lo-íamos como “dor com propósito.”
Quando o nosso sofrimento é por amor a Cristo, até nos podemos gloriar nele.
“Que nenhum de vós padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como o que se entremete em negócios alheios; mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte” (1 Pedro 4:15,16).
Na sua segunda epístola aos Coríntios, o apóstolo Paulo deu a conhecer dois benefícios do sofrimento. Primeiro ele disse,
“… [Deus] nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados de Deus” (2 Coríntios 1:4).
“O sofrimento imerecido ajuda-nos a confiar menos no ego e mais em Deus.”
Deus consola-nos quando passamos pelas provações e tribulações da vida. Depois, quando testemunhamos a luta de outros nas suas tribulações, podemos aproximar-nos deles e compartilharmos o consolo que tivemos.
Quando Paulo, falou de uma provação muito severa, disse,
“…já em nós mesmos tínhamos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos” (2 Coríntios 1:9).
O sofrimento imerecido ajuda-nos a confiar menos no ego e mais em Deus. O crente humilde responde, “Estou pronto a sofrer se Deus pode usar o sofrimento para me tornar mais piedoso ou mais útil para Ele.” O orgulho recusa submeter-se à graça do sofrimento.
Quantas vezes temos ouvido Cristãos dizerem, “Nunca oro por paciência!” Porquê? É porque sabem que o único meio de crescerem em paciência é passarem por tribulação,
“…a tribulação produz a paciência” (Romanos 5:3).
O que é que nós realmente dizemos quando exclamamos, “Nunca peço por paciência!”?
Estamos a dizer, “O valor (do ganho ) não merece a dor!” O nosso orgulho impede que nos submetamos à mão de Deus permitindo o sofrimento nas nossas vidas.
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