A Senda da Graça (XXXI)

Deus deu a aflição a Paulo para tratar do seu orgulho, ou orgulho potencial.
Como é que Paulo se sentiu com este sofrimento físico? Paulo resume o seu sentimento deste modo,
“… de boa vontade pois me gloriarei [ou, sinto-me muito feliz ao gloriar] nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo” (2 Coríntios 12:9).
A fraqueza física pode destruir o orgulho pessoal. Tive ataques de pedra no rim ao comer num restaurante. Tive ataques de pedra no rim ao estar a pregar.
Não há viagem que faça, quer de férias, quer quando trato dos assuntos do Senhor, em que eu não esteja ciente de que num determinado momento o meu corpo se pode encher de dor.
Sempre que embarco num avião, interrogo-me se não teremos de fazer uma aterragem de emergência algures, a fim de me levarem a um hospital.
Na ilustração anterior do “meu grande sermão”, tudo o que Deus tinha a fazer era lembrar-me do quão fraco eu sou.
Um dos meios que Deus usa é o sofrimento físico. É doloroso, mas é doloroso com um propósito.
“O orgulho leva-nos a dizer a Deus o que Ele pode, ou não, fazer.”
3. Um fracasso.
Um fracasso é uma experiência que todos temos em comum. Se pensarmos no fracasso como algo que não é perfeito, então falhamos muito mais do que somos bem sucedidos. Mas há uma diferença entre o fracasso comum e o fracasso “agonizante”. Este último é a espécie que Deus usa para derrotar o orgulho nas nossas vidas.
O apóstolo Pedro teve um problema de orgulho. Pedro pensava que era um pouco melhor do que todos os outros discípulos. Pedro foi o primeiro discípulo a reconhecer que Cristo era o Filho de Deus (Mateus 16:16). Após este reconhecimento, Cristo prometeu a Pedro as chaves do reino. Pouco tempo depois Pedro revelou evidências de orgulho.
Jesus começou a ensinar aos Seus discípulos que Ele tinha de morrer e ressuscitar dos mortos (Mateus 16:21). Mas Pedro não queria nada disso;
“E Pedro, tomando-o de parte, começou a repreendê-lo, dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso” (Mateus 16:22).
O que Pedro pensava ser uma expressão de amor, era realmente uma expressão de orgulho. O orgulho leva-nos a dizer a Deus o que Ele pode, ou não, fazer.
Jesus denunciou claramente o orgulho de Pedro.
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