A Senda da Graça (IX)
“Tudo o que fazemos, aparte do poder realizador de Deus, é um acto da carne.”
“Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum: e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem” (Romanos 7:18).
Este versículo é o testemunho pessoal de um dos maiores Cristãos que jamais viveu, o apóstolo Paulo. Paulo diz por inspiração do Espírito Santo, que a nossa carne não pode realizar bem espiritual. Tudo o que fazemos, aparte do poder realizador de Deus, é um acto da carne. Como veremos mais aprofundadamente em lições futuras, uma das principais coisas que temos de reconhecer é que a nossa carne não pode fazer nada para agradar ou servir a Deus. Enquanto vivermos segundo a carne, não poderemos desfrutar das bênçãos de Deus.
Contrariamente à crença popular, a força de vontade não resolve todos os problemas da vida. De facto, a força de vontade pessoal pode impedir o nosso crescimento espiritual. Onde há “vontade pessoal”, não há “meio” de o Espírito Santo operar em nós.
“Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efectuar, segundo a Sua boa vontade” (Filipenses 2:13).
A palavra “querer” é a palavra que significa desejo ou anelo. O desejo de obedecer a Deus vem de Deus. Quando chegarmos à secção dois, “Os Sete Elementos do Crescimento Espiritual”, veremos como podemos, quer impedir Deus quer rendermo-nos à Sua colocação do desejo de obedecer dentro de nós. O ponto que queremos ver aqui é que o desejo e o poder de obedecer a Deus vem de Deus, e é parte da Sua obra dentro de nós.
“Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens. Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente” (Tito 2:11,12).
“Uma vez que sejam acrescentadas obras à graça, esta deixa de ser graça.”
A mesma graça que nos salvou ensina-nos a viver de uma forma que é agradável a Deus. Nenhuma lista de regras ou de leis pode produzir a capacidade de se viver para Deus. De facto, as regras muitas vezes causam o efeito oposto. Quando vejo um sinal que diz, “Não tocar,” sinto-me impelido a tocar. Se eu nunca tivesse visto o sinal, provavelmente nunca me teria passado pela mente tocar no objecto proibido. As leis ou regras não são a senda para o crescimento Cristão. A graça sim!
A graça é uma das palavras Cristãs que usamos muito, mas muitos não compreendem o seu significado. A graça é um dom imérito, imerecido, que não decorre de qualquer dívida ou obrigação. A Bíblia contrasta a graça com as obras. As obras referem-se às acções que nós fazemos para sermos recompensados ou de que nos tornamos merecedores de algo. A graça é algo que nos é dado pelo amor incondicional de Deus por nós.
A graça e as obras, como o azeite e a água, não se misturam. O apóstolo Paulo escreveu aos crentes Romanos,
“Mas se é por graça, já não é pelas obras: de outra maneira, a graça já não é graça” (Romanos 11:6).
As obras não desempenharam nenhuma parte activa na nossa salvação. Nós fomos salvos “pela graça, por meio da fé” (Efésios 2:8). A salvação não é uma combinação das nossas boas obras com a graça de Deus. Uma vez que sejam acrescentadas obras à graça, esta deixa de ser graça.
É importante também notar que um dom da graça não decorre de qualquer dívida ou obrigação.
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