A Senda da Graça (V)
“O legalismo procura corrigir imediatamente todos os erros em vez de dar tempo a Deus para operar nos corações das pessoas.”
Os líderes legalistas não estão, eles próprios, isentos da tirania do “Quantos?”
• Quantos cultos no Domingo de manhã?
• Quantos vieram à igreja Domingo à noite?
• Quantos vieram à frente ou foram baptizados?
• Quantos graus o gráfico subiu?
12. Serviço de lábios ao Espírito Santo.
Visto que existem tantas passagens das Escrituras que declaram que o Espírito Santo é o poder de Deus que nos conduz e capacita a viver vidas piedosas, o legalista tem de concordar com a palavra de Deus. Por causa desta concordância com as Escrituras, os legalistas não pensam que são legalistas. Contudo, eles apenas estão a prestar um serviço de lábios ao Espírito Santo. Não ouvirá o legalista dizer: “Vá para casa e ore sobre esta decisão e faça o que sentir que o Espírito Santo lhe disser para fazer.” Em vez de dirigirem as pessoas para o Espírito Santo, os legalistas substituem-se ao Espírito Santo, dizendo aos outros Cristãos como eles devem viver as suas vidas.
13. Assentar no negativismo.
O legalismo centraliza-se em determinar quais as questões ou acções que são inaceitáveis e depois cria regras para evitar o inaceitável e corrigir o que está errado nas vidas dos outros Cristãos. O legalismo procura corrigir imediatamente todos os erros em vez de dar tempo a Deus para operar nos corações das pessoas. Esta filosofia conduz a uma atitude de cruzada contra o mal real ou aparente.
“Deus tenta levar-nos ao ponto de quebrantamento de modo a nos volvermos para Ele com o fim de vivermos a vida Cristã de modo correcto”.
Se uma organização legalista tem uma publicação, os artigos principais tratam de pessoas, organizações ou estilos sociais a que se opõe. Os sermões são negativos sob os auspícios da pregação contra o pecado. Os membros da congregação vivem com medo de serem o alvo seguinte da lista. Discordar da liderança é a forma mais rápida de ser incluído na lista e de ser tornado parte do “mal.”
O lado esquerdo da representação gráfica anteriormente mostrada apresenta a senda do legalismo. O legalismo está enraizado no orgulho porque se baseia no nosso desejo natural de sermos nós a fazer a obra de Deus.
Nós queremos ser espirituais, de modo que faremos as coisas que nos tornarão espirituais. Queremos viver a vida Cristã em vez de permitirmos que Deus viva a vida Cristã em nós.
Quando estamos dependentes de nós mesmos, agimos na nossa própria força. Esta “energia da carne” pode perdurar por um tempo, mas não substitui o poder de Deus. Os que têm maior poder de vontade podem perdurar mais tempo, mas no fim os nossos esforços não nos conseguirão dar o que desejamos – as bênçãos de Deus.
Eu tenho ouvido (e pregado – é triste dizer) mensagens sobre crescimento em amor, o que é bom, mas depois assistido ao poder da mensagem diminuir com as palavras, “Agora vamos agir e tentar e esforçarmo-nos mais por sermos mais amorosos.” Então quando falhamos, e falhamos inevitavelmente, sentimo-nos mais culpados por não fazermos o que sabemos que deveríamos fazer.
A Senda da Graça I
A Senda da Graça II
A Senda da Graça III
A Senda da Graça IV
A Senda da Graça V
A Senda da Graça VI
A Senda da Graça VII
A Senda da Graça VIII
A Senda da Graça IX
A Senda da Graça X
A Senda da Graça XI
A Senda da Graça XII
A Senda da Graça XIII
A Senda da Graça XIV
A Senda da Graça XV
A Senda da Graça XVI
A Senda do Cristão XVII
A Senda do Cristão XVIII
A Senda da Graça XIX



