A Transfiguração (VIII)

ELIAS VIU A GLÓRIA DA SEPARAÇÃO

     A separação está associada ao monte da transfiguração. O Senhor separou-se para um lugar à parte, e foi aí, separado, que se transfigurou. ELIAS VIU A GLÓRIA DA SEPARAÇÃO. Nos dias de Elias as pessoas viviam sob compromisso; comprometiam a verdade. Notemos bem: é muito fácil comprometer a verdade. As pessoas facilitam e depois acabam por comprometer. Se Moisés viu a glória do serviço, Elias viu a confirmação de que vale a pena viver uma vida separada.

     A glória da santificação é tremenda e maravilhosa. Conquistemo-la. Não é difícil, apesar dos Católicos Romanos dizerem que é. Segundo eles, para se ser santo é preciso realizar, no mínimo, dois milagres. Abraão, o Pai da Fé, não só não realizou nenhum, como não viu um, sequer.

     “Vai-te daqui, e vira-te para o oriente, e esconde-te junto ao ribeiro de Carite, que está diante do Jordão.” (I Reis 17.3). O Senhor chamou Elias à separação - «Vai-te daqui». Ele, por sua vez, chamou os outros à separação: “Então Elias se chegou a todo o povo, e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; e se Baal, segui-o. Porém o povo lhe não respondeu nada” (I Reis 18.21) - «Até quando coxeareis entre dois pensamentos?». Elias era o homem de Gilgal - lugar onde os Judeus tinham sido circuncidados, e que é símbolo do corte da carne, símbolo da separação. Elias conheceu o apogeu da separação quando o Senhor o separou para Si, levando-o deste mundo num redemoinho (II Reis 2.11). Elias era por excelência o santo, o separado.

     Meditemos um pouco no ministério de Elias. Ele pregou, «Até quando coxeareis entre dois pensamentos?»

     Marco António aparelhou dois leões ao seu carro, mas há dois leões que nunca podem ser aparelhados conjuntamente - o Leão da tribo de Judá (o Senhor Jesus) e  o leão tragador do abismo (Satanás). 

     1. Elias insistiu na distinção que havia em adorar a Baal e a Jeová.

     2. Elias sublinha a quantidade de tempo que o povo dispensou em fazer a escolha - «Até quando ...?». Quantos mais sermões precisas, para te decidires? Quantos mais eventos? Quantas doenças mais? Quantas mortes mais?

     3. Elias mostrou quão absurda era a posição deles - «coxos». Enquanto um pé vai num sentido o outro vai noutro. Já notámos quão absurda é a nossa vida, vivendo entre dois pensamentos?

     4. Elias, na sua opinião, sabia que eles não estavam decididos, pela simples razão de que, na sua prática, não estavam decididos. «Se é Deus segui-O, se não ...»

     5. Elias declarou o fundamento do apelo. «Se Deus é Deus ...». Ele não diz, «Se vires que há vantagem, ou lucro nisso ...». É verdade que há, mas a questão é mais profunda. Ele é Deus? Se é, estamos à espera de quê?

     6. Elias pediu fogo quando todos pediriam água. Porém a água é circunstancial e o fogo não.

     Cuidado com os compromissos. Baal era a forma mais baixa de idolatria. Apelava aos apetites baixos. Paulo falou daqueles cujo deus era o ventre (Fil. 3.19). Deus deu-nos apetites, mas a satisfação deles só nos faz bem se forem usados correctamente. Por exemplo: Não é errado comer, mas viver para a comida é gula; não é errado dormir, porém dormir em demasia é preguiça; a actividade sexual não é errada, contudo, fora do casamento é promiscuidade, prostituição.

     Separação é contacto sem contaminação. O Senhor Jesus era «separado dos pecadores» (Heb. 7.26), mas amigo deles (Luc. 15.1,2). Os médicos e os enfermeiros, no contacto com os doentes, são disto um bom exemplo.

     Elias reparou o altar do Senhor (I reis 18.30). Se o nosso altar (comunhão com Deus) está caído, estamos com sérios e graves problemas. Como é que podemos reparar o nosso altar? Leiamos a Palavra de Deus diariamente e oremos. Edifiquemos o altar e conheçamos a glória da separação.

Sejamos transformados (Rom. 12.1,2), como José, e não conformados. Ele podia viver com e como os Egípcios sem o pai e os irmãos saberem, mas não. Ele podia ter cedido à mulher tentadora, sem que alguém soubesse, mas não. A Daniel mudaram-lhe o nome, a dieta, a nacionalidade, é até a religião. Mas não podiam mudar-lhe o coração. A Bíblia diz que ele propôs no seu coração não se macular. Era um transformado.

(Continua)

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