A Transfiguração (I)
Leitura: Mateus 17.1-9
«E transfigurou-Se diante deles; e o Seu rosto resplandeceu como o sol, e os Seus vestidos se tornaram brancos como a luz». (Mat. 17.2).
«E transfigurou-Se diante deles; e o Seu rosto resplandeceu como o sol, e os Seus vestidos se tornaram brancos como a luz». (Mat. 17.2).
INTRODUÇÃO e GENERALIDADES
Este evento é registado igualmente em Marcos 9 e Lucas 9. Porque há quatro Evangelhos? Porque há complementação. Mateus apresenta o Senhor Jesus como Rei. Marcos apresenta-O como Servo. Lucas como Homem. João como Deus. Os Querubins (Apoc. 4) estão tão perto d'Ele, em volta do trono, que O reflectem. Um tem a semelhança de um leão (Rei), outro a de um bezerro (Servo), outro a de um homem (Homem perfeito), e o último de uma águia (Filho de Deus). As profecias do Velho Testamento consubstanciam isto: Jer. 23.5 fala do Renovo Rei; Zac. 3.8 do Renovo Servo; Zac. 6.12 do Renovo Homem; e Isa. 4.2 do Renovo Senhor, ou Jeová.
A transfiguração não é descrita por João porque, como é óbvio, o Senhor, como Deus, não necessita de se transfigurar.
É o Rei que está em causa em Mateus 17. A chave da compreensão de Mateus está na fechadura: Mat. 1.1 - «Livro da geração de Jesus Cristo, filho de David, filho de Abraão». Porque é que «filho de David» precede «filho de Abraão» se no tempo este precedeu aquele? Para respeitar a revelação de Mateus. Os filhos de David e de Abraão tipificam o Senhor Jesus Cristo no Seu cumprimento dos concertos Davídico (2 Sam. 7.12,13,16; Sal. 89.3,4,27 e Abraâmico (Gén. 12, 15, 28). Antes de morrer como o Isaac sacrificial, Ele é apresentado à nação como o Salomão real. As duas grandes divisões de Mateus são: Mat. 1.1 - 16.20 (Jesus como filho de David - Salomão - o Rei) e Mat. 16.21 - 28.20 (Jesus como filho de Abraão - Isaac - o Sacrifício). Em resumo, Mat. 16.21 assinala a linha divisória. A primeira metade do Livro apresenta o Senhor como «filho de David» e a segunda como «filho de Abraão».
Como o Senhor disse aos discípulos que ia morrer, a questão inevitável que surgiu na mente deles era: «Se o Filho do Homem vai morrer que será do reino e da glória preditos?» O Senhor parece que antecipou a formulação de tal questão, e disse-lhes o que temos em Mat. 16.28, «Em verdade vos digo que alguns há, dos que aqui estão, que não provarão a morte até que vejam vir o Filho do Homem no Seu reino».
Como é que Ele cumpriu isto? Temos a resposta em Mat. 17.1: «Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, e os conduziu em particular a um alto monte, E transfigurou-Se diante deles ...»
Este evento é registado igualmente em Marcos 9 e Lucas 9. Porque há quatro Evangelhos? Porque há complementação. Mateus apresenta o Senhor Jesus como Rei. Marcos apresenta-O como Servo. Lucas como Homem. João como Deus. Os Querubins (Apoc. 4) estão tão perto d'Ele, em volta do trono, que O reflectem. Um tem a semelhança de um leão (Rei), outro a de um bezerro (Servo), outro a de um homem (Homem perfeito), e o último de uma águia (Filho de Deus). As profecias do Velho Testamento consubstanciam isto: Jer. 23.5 fala do Renovo Rei; Zac. 3.8 do Renovo Servo; Zac. 6.12 do Renovo Homem; e Isa. 4.2 do Renovo Senhor, ou Jeová.
A transfiguração não é descrita por João porque, como é óbvio, o Senhor, como Deus, não necessita de se transfigurar.
É o Rei que está em causa em Mateus 17. A chave da compreensão de Mateus está na fechadura: Mat. 1.1 - «Livro da geração de Jesus Cristo, filho de David, filho de Abraão». Porque é que «filho de David» precede «filho de Abraão» se no tempo este precedeu aquele? Para respeitar a revelação de Mateus. Os filhos de David e de Abraão tipificam o Senhor Jesus Cristo no Seu cumprimento dos concertos Davídico (2 Sam. 7.12,13,16; Sal. 89.3,4,27 e Abraâmico (Gén. 12, 15, 28). Antes de morrer como o Isaac sacrificial, Ele é apresentado à nação como o Salomão real. As duas grandes divisões de Mateus são: Mat. 1.1 - 16.20 (Jesus como filho de David - Salomão - o Rei) e Mat. 16.21 - 28.20 (Jesus como filho de Abraão - Isaac - o Sacrifício). Em resumo, Mat. 16.21 assinala a linha divisória. A primeira metade do Livro apresenta o Senhor como «filho de David» e a segunda como «filho de Abraão».
Como o Senhor disse aos discípulos que ia morrer, a questão inevitável que surgiu na mente deles era: «Se o Filho do Homem vai morrer que será do reino e da glória preditos?» O Senhor parece que antecipou a formulação de tal questão, e disse-lhes o que temos em Mat. 16.28, «Em verdade vos digo que alguns há, dos que aqui estão, que não provarão a morte até que vejam vir o Filho do Homem no Seu reino».
Como é que Ele cumpriu isto? Temos a resposta em Mat. 17.1: «Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, e os conduziu em particular a um alto monte, E transfigurou-Se diante deles ...»
(Continua)



