O Castigo Eterno (XIII)
Considerámos alguns dos principais sofismas que a incredulidade tem trazido contra a verdade do castigo eterno, e examinámos igualmente o ensino das Escrituras a respeito do destino dos ímpios. Chegámos agora ao aspecto mais solene do nosso tema, a saber:
III. A natureza do castigo que aguarda os perdidos
1. A porção dos ímpios imediatamente após a morte.
Volvamo-nos de novo para o ensino do Senhor em Lucas 16. Aprendemos ali os seguintes factos:
Primeiro, que no Hades os perdidos estão na plena posse das suas faculdades e sensibilidades. Eles vêem, pois o rico viu Abraão ao longe, e Lázaro no seu seio (v.23). Eles sentem, pois ele estava em tormentos (v.24). Eles clamam por misericórdia, pois ele pediu – mas em vão -, por uma gota de água para refrescar a sua língua (v.24). Eles possuem memória, pois o rico foi conduzido a lembrar-se do que tinha recebido durante a sua vida na terra (v.25). É impossível que eles se juntem aos remidos, pois existe um enorme abismo entre eles (v.26).
Tudo isto é indescritivelmente solene. Os perdidos não serão apenas atormentados nas chamas, mas a sua angústia será incomensuravelmente aumentada por verem os remidos ser “consolados”. Depois vêem a feliz porção dos salvos que eles desprezaram, tendo preferido o prazer do pecado por um pouco de tempo. E como a retenção da memória ainda aumentará mais os seus sofrimentos! Com que insondáveis dores recordarão as oportunidades perdidas, as advertências, desprezadas, dos familiares e, ou, amigos, os avisos, ignorados, dos servos de Deus, a rejeição do Evangelho. E depois saberem que não há nenhum meio de escape, nenhum meio de alívio, nenhuma hipótese! A sua porção será insustentável, terrível, extremamente angustiante. O Filho de Deus avisou solene e claramente, «E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali, haverá pranto e ranger de dentes» (Mat. 13.42). É muito significativo o facto de Cristo se ter referido a isto sete vezes – denotando o aviso perfeito e a integridade da sua miséria e angústia (ler Mateus 8.12; 13.42-50; 22.13; 24.51; 25.30; Luc. 13.28).
1. A porção dos ímpios imediatamente após a morte.
Volvamo-nos de novo para o ensino do Senhor em Lucas 16. Aprendemos ali os seguintes factos:
Primeiro, que no Hades os perdidos estão na plena posse das suas faculdades e sensibilidades. Eles vêem, pois o rico viu Abraão ao longe, e Lázaro no seu seio (v.23). Eles sentem, pois ele estava em tormentos (v.24). Eles clamam por misericórdia, pois ele pediu – mas em vão -, por uma gota de água para refrescar a sua língua (v.24). Eles possuem memória, pois o rico foi conduzido a lembrar-se do que tinha recebido durante a sua vida na terra (v.25). É impossível que eles se juntem aos remidos, pois existe um enorme abismo entre eles (v.26).
Tudo isto é indescritivelmente solene. Os perdidos não serão apenas atormentados nas chamas, mas a sua angústia será incomensuravelmente aumentada por verem os remidos ser “consolados”. Depois vêem a feliz porção dos salvos que eles desprezaram, tendo preferido o prazer do pecado por um pouco de tempo. E como a retenção da memória ainda aumentará mais os seus sofrimentos! Com que insondáveis dores recordarão as oportunidades perdidas, as advertências, desprezadas, dos familiares e, ou, amigos, os avisos, ignorados, dos servos de Deus, a rejeição do Evangelho. E depois saberem que não há nenhum meio de escape, nenhum meio de alívio, nenhuma hipótese! A sua porção será insustentável, terrível, extremamente angustiante. O Filho de Deus avisou solene e claramente, «E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali, haverá pranto e ranger de dentes» (Mat. 13.42). É muito significativo o facto de Cristo se ter referido a isto sete vezes – denotando o aviso perfeito e a integridade da sua miséria e angústia (ler Mateus 8.12; 13.42-50; 22.13; 24.51; 25.30; Luc. 13.28).
(Continua)



