O Castigo Eterno (XII)
7. O fim do seu estado.
A condenação dos que serão lançados no Lago de Fogo é irrevogável e final. Muitas considerações independentes provam isso. O perdão dos pecados está limitado à vida nesta terra. Uma vez que o pecador deixe este mundo “não permanece mais sacrifício pelos pecados”. O facto de que na morte a alma dos ímpios vai logo para “a fornalha de fogo” (Mat. 13.42) testemunha da fixidez e imobilidade do seu estado. O facto de, mais tarde, a sua ressurreição ser de “condenação” (João 5.29), exclui toda a possibilidade de qualquer alteração de última hora. O facto de no lago de Fogo ser lançado alma e corpo reafirma a prova de porção final. O facto do lago de Fogo ser denominado de Segunda Morte denota o desespero (ausência de esperança) da sua situação. Do mesmo modo que a primeira morte separa deste mundo para sempre, a segunda morte separa para sempre de Deus.
Em Filipenses 3.18,19 Paulo fala dos inimigos da cruz de Cristo, e, movido pelo Espírito Santo, diz-nos que «o fim deles é a perdição». Não poderia ser usada linguagem mais forte e inequívoca. Não existe mais nada para além do “fim”. E o fim dos inimigos da cruz de Cristo é a “perdição” e não a salvação. A palavra Grega traduzida aqui por fim é a palavra telos. Encontra-se nas seguintes passagens: «e o seu Reino não terá fim» (Luc. 1.33); «Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê» (Rom. 10.4); «Sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas, sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre» (Heb. 7.3); «Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, o Primeiro e o Derradeiro» (Apo. 22.13).
Como já vimos, o capítulo 20 de Apocalipse descreve o juízo dos ímpios diante do Grande Trono Branco, a que se segue o seu lançamento no lago de Fogo. Os capítulos que se seguem – os últimos dois da Bíblia – podem ser lidos com cuidado e investigados com minúcia, que não se encontrará neles qualquer evidência, por menor que seja, que os que são lançados no Lago de Fogo sairão alguma vez dele. Pelo contrário vemos no último capítulo da Palavra de Deus a declaração solene, «Quem é injusto faça injustiça ainda; e quem está sujo suje-se ainda» (Apo. 22.11). Vemos assim de modo claro o fim da sua condição expressamente afirmada no encerramento das Sagradas Escrituras.



