O Castigo Eterno (XI)
Neste ponto a linguagem das Escrituras é muito explícita. Em Mateus 25.41 lemos de «fogo eterno». Em Mateus 25.46 de «tormento eterno». Em Marcos 3.29 de «juízo eterno». E em 2 Tessalonicenses 1.9, «perdição eterna». Estamos conscientes de que os inimigos das verdades de Deus procuram diluir o significado da palavra eterno(a). Mas os seus esforços têm sido fúteis.
Notemos apenas uns exemplos que nos poderão ajudar a ver a força e significado do termo. A palavra Grega é aionios e o seu significado e alcance tem-nos sido definido pelo próprio Espírito Santo em pelo menos duas passagens.
«Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas» (2 Cor. 4.18). Vemos aqui delineado um contraste entre as coisas “visíveis” e “invisíveis”, entre as “temporais” e “eternas”. Ora é óbvio que se as coisas “temporais” durassem para sempre, não haveria nenhuma contraposição entre estas e as coisas “eternas”. É igualmente óbvio que se as coisas “eternas” são meramente de duração secular (como eles procuram querer dizer), então não podem ser contrastadas, como são, com as coisas que são temporais. A diferença entre as coisas temporais e eternas neste versículo é tão grande como a diferença entre as coisas “visíveis” e “invisíveis”.
O segundo exemplo, que é do mesmo carácter que o de 2 Cor. 4.18, é igualmente conclusivo. Em Filemon 15 lemos, «Porque bem pode ser que ele se tenha separado de ti por algum tempo, para que o retivesses para sempre». Aqui, a palavra Grega para «para sempre» é aionios. O apóstolo pede a Filemon para receber Onésimo, que tinha deixado o seu senhor, mas que Paulo enviara de volta. Quando o apóstolo lhe diz para o receber para sempre, o significado óbvio é: nunca o expulses, nunca o vendas, nunca o mandes embora outra vez. “Aionios” é aqui contrastado com «por algum tempo», mostrando que significa exactamente o oposto do que esta expressão significa.
Eterno(a) é o significado invariável de aionios no Novo Testamento. A mesma palavra que é traduzida por “juízo eterno”, “perdição eterna”, “fogo eterno”. É traduzida por «vida eterna» em João 3.16; «Deus eterno» em Romanos 16.26; «salvação eterna» em Hebreus 5.9; «a Sua glória eterna» em 1 Pedro 5.10. Nenhum argumento é necessário para provar que nestas passagens é impossível substituir correctamente qualquer outra alternativa para eterno(a). O “fogo eterno” sincronizará com a existência do “Deus eterno”. A “perdição eterna” dos perdidos estender-se-á tanto quanto a “vida eterna” dos crentes. O “juízo eterno” dos ímpios não terá mais fim do que a “salvação eterna” dos remidos. A “condenação eterna” dos descrentes será tão interminável quanto a “glória eterna” de Deus. A negação daquelas significa a negação destas. Afirmar a eternidade de Deus é provar a interminável miséria dos Seus inimigos.



