O Castigo Eterno (VII)
2. A morte sela o destino do pecador.
As Escrituras ensinam claramente que a oportunidade do homem para a salvação está limitada ao período da sua vida terrena. Se ele morrer perdido a sua sorte fica inexoravelmente selada. Há duas passagens no Novo Testamento em que os que afirmam que há esperança para os perdidos após a morte, se baseiam. Encontram-se ambas na 1ª Epístola de Pedro. Vejamo-las.
«Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o Justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito, no Qual também foi e pregou aos espíritos em prisão, os quais em outro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas (isto é, oito) almas se salvaram pela água» (3.18-20).
Porém estes versículos não fazem nenhuma referência a qualquer pregação ouvida pelos que já tinham partido desta vida. Dizem-nos simplesmente que o Espírito de Deus pregou através de Noé, enquanto a arca estava a ser construída, aos que foram desobedientes, e porque se recusaram responder à pregação são agora «espíritos em prisão». Não foi o Senhor Jesus Cristo que lhes «pregou», mas o Espírito Santo, como é claro nos versículos 18,19 - «pelo Espírito, no Qual também foi e pregou». Que o Espírito se dirigiu aos anti-diluvianos nós sabemos de Génesis 6.3: «Então, disse o SENHOR: Não contenderá o Meu Espírito para sempre com o homem». O Espírito agiu através da pregação de Noé. Que Noé era o pregador sabemos por 2 Ped. 2.5: «e não perdoou ao mundo antigo, mas guardou a Noé, pregoeiro da justiça».
1 Pedro 1.10,11 confirma também que sempre que os profetas pregavam o Espírito falava neles - «Da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada, indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir e a glória que se lhes havia de seguir».
A segunda passagem encontra-se em 1 Pedro 4.6: «porque, por isto, foi pregado o Evangelho também aos mortos». Mas isto não nos deve atrapalhar. O Evangelho foi pregado; não lemos que está a ser pregado, ou que lhes será pregado!
Que a morte sela a condenação dos perdidos, podemos provar pelo facto – conclusivo em si – de que não temos nenhum exemplo descrito, quer no Novo quer no Velho Testamento, de um único pecador ter sido salvo após a morte. Nem há nenhuma passagem que encerre qualquer promessa nesse sentido em relação ao futuro. Porém há passagens que ensinam exactamente o contrário. Eis algumas:
Provérbios 29.1: «O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz será quebrantado de repente sem que haja cura». Isto é tão explícito que nem carece de comentários. Nada pode ser mais claro. Uma vez que o pecador rebelde é quebrantado (ou, destruído, ou cortado, ou morto, segundo outras versões) fica sem remédio. A sua condenação é selada na morte.
Mais, em Mateus 9.6 lemos: «Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra autoridade para perdoar pecados--disse então ao paralítico: Levanta-te, toma a tua cama e vai para tua casa» .
Porque é que o Senhor não disse simplesmente que tinha poder para perdoar pecados? Isso seria suficiente para responder aos Seus críticos. Porque é que Ele acrescentou, na terra? Creio que a razão é para que os pecadores saibam que mal o pecador deixe a terra o Filho do Homem já não pode perdoar pecados.
Um exemplo semelhante a este encontra-se em João 12.25: «Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem, neste mundo, aborrece a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna».
Notemos a expressão neste mundo. Só aqui podemos aborrecer a nossa vida para a guardarmos para a vida eterna.
Em 2 Coríntios 5.10, que fala de crentes, temos outro exemplo deste cuidadoso emprego de linguagem qualificativa: «Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal». O que eles têm feito depois de terem deixado o corpo não é tomado em conta.
Em João 8.21 está registado o que o Senhor disse aos Seus inimigos: «Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Eu retiro-Me, e buscar-Me-eis e morrereis no vosso pecado. Para onde Eu vou não podeis vós ir». Observemos com cuidado a ordem das duas últimas cláusulas. Uma vez mortos nos seus pecados, era impossível eles irem para o céu. A força deste versículo ainda se faz sentir com mais intensidade se o contrastamos com João 13.36: «Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, para onde vais? Jesus lhe respondeu: Para onde Eu vou não podes, agora, seguir-Me, mas, depois, Me seguirás». A Pedro, como santo representativo, foi-lhe dito depois, Me seguirás, mas aos ímpios foi-lhes dito não podeis vós ir.
Porém estes versículos não fazem nenhuma referência a qualquer pregação ouvida pelos que já tinham partido desta vida. Dizem-nos simplesmente que o Espírito de Deus pregou através de Noé, enquanto a arca estava a ser construída, aos que foram desobedientes, e porque se recusaram responder à pregação são agora «espíritos em prisão». Não foi o Senhor Jesus Cristo que lhes «pregou», mas o Espírito Santo, como é claro nos versículos 18,19 - «pelo Espírito, no Qual também foi e pregou». Que o Espírito se dirigiu aos anti-diluvianos nós sabemos de Génesis 6.3: «Então, disse o SENHOR: Não contenderá o Meu Espírito para sempre com o homem». O Espírito agiu através da pregação de Noé. Que Noé era o pregador sabemos por 2 Ped. 2.5: «e não perdoou ao mundo antigo, mas guardou a Noé, pregoeiro da justiça».
1 Pedro 1.10,11 confirma também que sempre que os profetas pregavam o Espírito falava neles - «Da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada, indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir e a glória que se lhes havia de seguir».
A segunda passagem encontra-se em 1 Pedro 4.6: «porque, por isto, foi pregado o Evangelho também aos mortos». Mas isto não nos deve atrapalhar. O Evangelho foi pregado; não lemos que está a ser pregado, ou que lhes será pregado!
Que a morte sela a condenação dos perdidos, podemos provar pelo facto – conclusivo em si – de que não temos nenhum exemplo descrito, quer no Novo quer no Velho Testamento, de um único pecador ter sido salvo após a morte. Nem há nenhuma passagem que encerre qualquer promessa nesse sentido em relação ao futuro. Porém há passagens que ensinam exactamente o contrário. Eis algumas:
Provérbios 29.1: «O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz será quebrantado de repente sem que haja cura». Isto é tão explícito que nem carece de comentários. Nada pode ser mais claro. Uma vez que o pecador rebelde é quebrantado (ou, destruído, ou cortado, ou morto, segundo outras versões) fica sem remédio. A sua condenação é selada na morte.
Mais, em Mateus 9.6 lemos: «Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra autoridade para perdoar pecados--disse então ao paralítico: Levanta-te, toma a tua cama e vai para tua casa» .
Porque é que o Senhor não disse simplesmente que tinha poder para perdoar pecados? Isso seria suficiente para responder aos Seus críticos. Porque é que Ele acrescentou, na terra? Creio que a razão é para que os pecadores saibam que mal o pecador deixe a terra o Filho do Homem já não pode perdoar pecados.
Um exemplo semelhante a este encontra-se em João 12.25: «Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem, neste mundo, aborrece a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna».
Notemos a expressão neste mundo. Só aqui podemos aborrecer a nossa vida para a guardarmos para a vida eterna.
Em 2 Coríntios 5.10, que fala de crentes, temos outro exemplo deste cuidadoso emprego de linguagem qualificativa: «Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal». O que eles têm feito depois de terem deixado o corpo não é tomado em conta.
Em João 8.21 está registado o que o Senhor disse aos Seus inimigos: «Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Eu retiro-Me, e buscar-Me-eis e morrereis no vosso pecado. Para onde Eu vou não podeis vós ir». Observemos com cuidado a ordem das duas últimas cláusulas. Uma vez mortos nos seus pecados, era impossível eles irem para o céu. A força deste versículo ainda se faz sentir com mais intensidade se o contrastamos com João 13.36: «Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, para onde vais? Jesus lhe respondeu: Para onde Eu vou não podes, agora, seguir-Me, mas, depois, Me seguirás». A Pedro, como santo representativo, foi-lhe dito depois, Me seguirás, mas aos ímpios foi-lhes dito não podeis vós ir.
(Continua)



