O Castigo Eterno (VI)
Tendo visto as principais objecções contra a verdade do castigo Eterno, consideraremos agora:
II. O DESTINO DOS ÍMPIOS
Abeiremo-nos das Escrituras como uma folha branca que é levada para a impressora – sem ideias preconcebidas. O que diz o Senhor?
1. A certeza do seu juízo.
Está escrito, «E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo» ( Heb. 9.27). Este é um dos muitos versículos que refutam os erros dos Aniquilacionistas, que fazem o juízo do pecador ser a própria morte. Aqui vemos que o juízo segue-se á morte; não é a morte.
O facto de haver um juízo futuro para os pecadores é estabelecido por numerosas passagens. Em Eclesiastes 11.9 lemos:
«Alegra-te, jovem, na tua mocidade, e alegre-se o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração e pela vista dos teus olhos; sabe, porém, que por todas essas coisas te trará Deus a juízo».
E em Eclesiastes 12.14 lemos: «Porque Deus há-de trazer a juízo toda obra e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau».
O Novo testamento testemunha a mesma verdade: «porquanto tem determinado um dia em que com justiça há-de julgar o mundo, por meio do Varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-O dos mortos» (Act. 17.31).
O próprio juízo é descrito em Apo. 20.11-15:
"E vi um grande trono branco, e O que estava assentado sobre ele, de Cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida: e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo: esta é a segunda morte. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo."
Da certeza da vinda deste juízo não somos deixados em dúvida - «Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos e reservar os injustos para o Dia de Juízo, para serem castigados» (2 Ped. 2.9). Será impossível o pecador evadir-se. Não haverá nenhum escape - «Como escapareis da condenação do inferno?» (Mat. 23.33). A resistência, individual ou colectivamente, será fútil - «Ainda que o mau junte mão à mão, não ficará sem castigo, mas a semente dos justos escapará» (Pro. 11.21). Nenhuma confederação de inimigos impedirá Deus de tomar vingança sobre eles.



