O Castigo Eterno (V)
4. A teoria de que a punição dos ímpios é disciplinar e correctiva.
Há aqueles que “permitem” que os ímpios sejam lançados no inferno, mas que insistem que a punição é correctiva e não retributiva. Inventam uma espécie de Purgatório Protestante, as chamas do qual visam purificar e não punir. Uma tal concepção é altamente desonrosa para Deus. Alguns que defendem este ponto de vista revelam uma grande pretensão de honrarem a Cristo, mas na realidade desonram-No grandemente. Se os homens que morreram rejeitando o Salvador ainda podem ser salvos, se as chamas do inferno podem fazer por eles o que o sangue de Cristo não pôde, então qual a razão do sacrifício Divino? Todos poderiam ser salvos pelos sofrimentos disciplinares do inferno, e desse modo Deus teria poupado o Seu Filho.
Há aqueles que “permitem” que os ímpios sejam lançados no inferno, mas que insistem que a punição é correctiva e não retributiva. Inventam uma espécie de Purgatório Protestante, as chamas do qual visam purificar e não punir. Uma tal concepção é altamente desonrosa para Deus. Alguns que defendem este ponto de vista revelam uma grande pretensão de honrarem a Cristo, mas na realidade desonram-No grandemente. Se os homens que morreram rejeitando o Salvador ainda podem ser salvos, se as chamas do inferno podem fazer por eles o que o sangue de Cristo não pôde, então qual a razão do sacrifício Divino? Todos poderiam ser salvos pelos sofrimentos disciplinares do inferno, e desse modo Deus teria poupado o Seu Filho.
Mais, se Deus se compadece dos Seus inimigos e nada cultiva senão propósitos graciosos de infinita piedade para com os que têm desprezado e rejeitado o Seu Filho, bem podemos perguntar: Então porque é que Ele toma medidas tão terríveis com eles? Se disciplina amorosa é tudo quanto eles carecem, a sabedoria divina não pode conceber uma medida mais benévola do que consigná-los no “tormento” do lago de Fogo por séculos e séculos? Esta é uma dificuldade insuperável para esta teoria.
Não, nós vemos claramente na Bíblia que o lago de Fogo é um lugar de punição e não de disciplina, e que é a ira Divina e não o Seu amor que lança o ímpio nele.
Esta teoria desvaloriza a eficácia do sangue de Cristo. Se os pecadores pudessem ser salvos satisfazendo eles mesmos a justiça Divina, ao suportarem a punição do pecado, Cristo não tinha necessidade de ter morrido. O pecador só tem duas alternativas: ou aceita a punição a que Cristo foi sujeito por ele a fim de que ele mesmo não mais seja punido, ou terá ele mesmo que suportar a punição eterna no inferno.
Mais ainda, se é verdade que os condenados ao Lago de Fogo ainda são objecto da benevolência Divina; que como criaturas da Sua mão, o Senhor ainda olha para eles com a maior benevolência, e o fogo que nunca se apaga não é mais do que uma vara na mão dum Pai sábio e amoroso, pergunto: Como é que isso se pode harmonizar com o que a Bíblia diz uniformemente dos descrentes? Deus não nos deixa em ignorância sobre como Ele considera os que aberta e persistentemente O têm desafiado. A Bíblia dá-nos a conhecer repetidas vezes o facto solene de que Deus olha para os ímpios como seres repugnantes. São representados como “lixo” e não ouro (Sal. 119.119) - «Tu tiraste da terra, como escórias, a todos os ímpios»; como “palha” inútil (Mat. 3.12) - «Em Sua mão tem a pá, e limpará a Sua eira, e recolherá no celeiro o Seu trigo, e queimará a palha com fogo que nunca se apagará»; como “víboras” (Mat. 12.34) - «Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus?»; como “vasos de desonra” e “vasos de ira” (Rom. 9.21,22) - «Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra? E que direis se Deus, querendo mostrar a Sua ira e dar a conhecer o Seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para perdição»; como os que se tornarão estrado dos Seus pés (Sal. 110.1) - «Disse o SENHOR ao meu Senhor: Assenta-Te à Minha mão direita, até que ponha os Teus inimigos por escabelo dos Teus pés»; como «árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas» (Judas 12), e que nada mais servem senão para o fogo. “Duas vezes mortas”! Cuidado com a segunda morte!
Vê bem como Deus olha para os Seus inimigos. As passagens podiam ser multiplicadas! Investiga outras.
Entretanto anota mais estas passagens:
«Porque levantarei a Minha mão aos céus e direi: Eu vivo para sempre. Se Eu afiar a Minha espada reluzente e travar do juízo a Minha mão, farei tornar a vingança sobre os Meus adversários e recompensarei os Meus aborrecedores. Embriagarei as Minhas setas de sangue, e a Minha espada comerá carne; do sangue dos mortos e dos prisioneiros, desde a cabeça, haverá vinganças do inimigo» (Deut. 32.40-42).
Poderão palavras destas compaginar-se com tal teoria?
«Mas, porque clamei, e vós recusastes; porque estendi a Minha mão, e não houve quem desse atenção; antes, rejeitastes todo o Meu conselho e não quisestes a Minha repreensão; também Eu me rirei na vossa perdição e zombarei, vindo o vosso temor, vindo como assolação o vosso temor, e vindo a vossa perdição como tormenta, sobrevindo-vos aperto e angústia. Então, a Mim clamarão, mas Eu não responderei; de madrugada Me buscarão, mas não Me acharão» (Prov. 1.24-28). Será isto linguagem de quem tem misericórdia para com os Seus inimigos?
Não, nós vemos claramente na Bíblia que o lago de Fogo é um lugar de punição e não de disciplina, e que é a ira Divina e não o Seu amor que lança o ímpio nele.
Esta teoria desvaloriza a eficácia do sangue de Cristo. Se os pecadores pudessem ser salvos satisfazendo eles mesmos a justiça Divina, ao suportarem a punição do pecado, Cristo não tinha necessidade de ter morrido. O pecador só tem duas alternativas: ou aceita a punição a que Cristo foi sujeito por ele a fim de que ele mesmo não mais seja punido, ou terá ele mesmo que suportar a punição eterna no inferno.
Mais ainda, se é verdade que os condenados ao Lago de Fogo ainda são objecto da benevolência Divina; que como criaturas da Sua mão, o Senhor ainda olha para eles com a maior benevolência, e o fogo que nunca se apaga não é mais do que uma vara na mão dum Pai sábio e amoroso, pergunto: Como é que isso se pode harmonizar com o que a Bíblia diz uniformemente dos descrentes? Deus não nos deixa em ignorância sobre como Ele considera os que aberta e persistentemente O têm desafiado. A Bíblia dá-nos a conhecer repetidas vezes o facto solene de que Deus olha para os ímpios como seres repugnantes. São representados como “lixo” e não ouro (Sal. 119.119) - «Tu tiraste da terra, como escórias, a todos os ímpios»; como “palha” inútil (Mat. 3.12) - «Em Sua mão tem a pá, e limpará a Sua eira, e recolherá no celeiro o Seu trigo, e queimará a palha com fogo que nunca se apagará»; como “víboras” (Mat. 12.34) - «Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus?»; como “vasos de desonra” e “vasos de ira” (Rom. 9.21,22) - «Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra? E que direis se Deus, querendo mostrar a Sua ira e dar a conhecer o Seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para perdição»; como os que se tornarão estrado dos Seus pés (Sal. 110.1) - «Disse o SENHOR ao meu Senhor: Assenta-Te à Minha mão direita, até que ponha os Teus inimigos por escabelo dos Teus pés»; como «árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas» (Judas 12), e que nada mais servem senão para o fogo. “Duas vezes mortas”! Cuidado com a segunda morte!
Vê bem como Deus olha para os Seus inimigos. As passagens podiam ser multiplicadas! Investiga outras.
Entretanto anota mais estas passagens:
«Porque levantarei a Minha mão aos céus e direi: Eu vivo para sempre. Se Eu afiar a Minha espada reluzente e travar do juízo a Minha mão, farei tornar a vingança sobre os Meus adversários e recompensarei os Meus aborrecedores. Embriagarei as Minhas setas de sangue, e a Minha espada comerá carne; do sangue dos mortos e dos prisioneiros, desde a cabeça, haverá vinganças do inimigo» (Deut. 32.40-42).
Poderão palavras destas compaginar-se com tal teoria?
«Mas, porque clamei, e vós recusastes; porque estendi a Minha mão, e não houve quem desse atenção; antes, rejeitastes todo o Meu conselho e não quisestes a Minha repreensão; também Eu me rirei na vossa perdição e zombarei, vindo o vosso temor, vindo como assolação o vosso temor, e vindo a vossa perdição como tormenta, sobrevindo-vos aperto e angústia. Então, a Mim clamarão, mas Eu não responderei; de madrugada Me buscarão, mas não Me acharão» (Prov. 1.24-28). Será isto linguagem de quem tem misericórdia para com os Seus inimigos?
(Continua)



