O Castigo Eterno (II)
I. CONSIDERAÇÃO DAS OBJECÇÕES
Analisemos então as objecções levantadas contra a verdade da condenação eterna – os principais argumentos que as mentes férteis da incredulidade (sob o controlo de Satanás, convenhamos) têm inventado. Consideraremos as de maior peso – as que têm recebido mais ampla aceitação entre os descrentes. Classificá-las-emos assim:
Primeiro, deduções extraídas das perfeições divinas.
Segundo, passagens apresentadas pelos Universalistas.
Terceiro, passagens apresentadas pelos Aniquilacionistas.
Quarto, asserções de que a condenação não é penal e retributiva, mas disciplinar e correctiva.
1. Deduções extraídas das perfeições divinas.
(1) Deus é amor. Desta premissa bíblica deduz-se que Deus nunca lançará nenhuma das Suas criaturas num castigo interminável. Porém também nos devemos lembrar que Deus é luz, e que entre a luz e as trevas não pode haver qualquer comunhão. O amor divino não é paixão sentimental que cancela distinções morais. O amor de Deus é um amor santo, e porque é assim, Ele odeia todo o mal. Sim, está escrito: «aborreces a todos os que praticam a maldade» (Sal. 5:5). Por mais que possa parecer assustador, a Bíblia fala mais da ira e castigo de Deus do que do Seu amor e compaixão. Basta consultar uma concordância para confirmar este facto. Portanto, argumentar que porque Deus é amor, Ele não infligirá tormento eterno aos ímpios, é ignorar o facto de que Deus é luz, e tem de aspergir a Sua santidade.
Deus tem vários atributos: é amor, é justo, é santo ....
E ... se mais não soubéssemos. Deus di-lo!!!!! O que nos basta! Está escrito: «Tu não o sabes agora mas depois o saberás».
(2) Deus é misericordioso. O homem pode ser pecador, e a santidade pode requerer que ele seja punido, mas argumenta-se que a misericórdia divina intervirá, e que se a punição não for totalmente revogada, imagina-se que a sentença será modificada e os termos da punição serão diminuídos. Diz-se que o tormento eterno dos perdidos não se pode harmonizar com um Deus de misericórdia. Mas se pela misericórdia de Deus se quer dizer que Ele é demasiado complacente para partilhar as misérias das Suas criaturas, então poderíamos arrazoar com lógica, dizendo que uma vez que a misericórdia de Deus é infinita, como todos os Seus atributos, nenhuma das Suas criaturas poderá de modo algum sofrer. No entanto isso é manifestamente erróneo. Os factos negam-no. As Suas criaturas sofrem, muitas vezes de forma muito dolorosa, mesmo nesta vida. Observa o mundo e repara na miséria indescritível que abunda por todo o lado, e lembra-te então que, apesar de tudo nos parecer muito misterioso, tudo é, no entanto, permitido por um Deus misericordioso. Depois lê também os relatos do Velho Testamento sobre o dilúvio, a destruição de Sodoma, e Gomorra com fogo e enxofre vindos do céu, as pragas sobre o Egipto, os juízos que se abateram sobre Israel, e depois repara bem que eles não foram impedidos pela misericórdia de Deus! Por conseguinte, arrazoar que porque Deus é misericordioso Ele não lançará no Lago de Fogo todo aquele cujo nome não for achado escrito no Livro da Vida, é não querer encarar os juízos de Deus no passado!
(3) Deus é justo. Diz-se muitas vezes que seria injusto Deus sentenciar qualquer das Suas criaturas errantes à perdição eterna. Mas quem somos nós para julgarmos a justiça das decisões do Todo-Sábio? Quem somos nós para dizer o que é consistente ou inconsistente com a justiça de Deus? Quem somos nós para determinar o que melhor justifica a benevolência ou equidade divinas? O pecado tem enfraquecido tanto a nossa capacidade de juízo justo, obscurecido tanto o nosso entendimento, entorpecido tanto a nossa consciência, pervertido tanto a nossa vontade, corrompido tanto o nosso coração, que somos absolutamente incompetentes para decidir. Nós estamos tão infectados e afectados pelo pecado que somos completamente incapazes de estimar o seu devido valor. Imagina um grupo de criminosos julgarem a equidade e benignidade da lei que os tinha condenado! A verdade de facto é simplesmente esta – e quantas vezes se tem perdido de vista! – que Deus não se mede por padrões humanos.
Segundo, passagens apresentadas pelos Universalistas.
Terceiro, passagens apresentadas pelos Aniquilacionistas.
Quarto, asserções de que a condenação não é penal e retributiva, mas disciplinar e correctiva.
1. Deduções extraídas das perfeições divinas.
(1) Deus é amor. Desta premissa bíblica deduz-se que Deus nunca lançará nenhuma das Suas criaturas num castigo interminável. Porém também nos devemos lembrar que Deus é luz, e que entre a luz e as trevas não pode haver qualquer comunhão. O amor divino não é paixão sentimental que cancela distinções morais. O amor de Deus é um amor santo, e porque é assim, Ele odeia todo o mal. Sim, está escrito: «aborreces a todos os que praticam a maldade» (Sal. 5:5). Por mais que possa parecer assustador, a Bíblia fala mais da ira e castigo de Deus do que do Seu amor e compaixão. Basta consultar uma concordância para confirmar este facto. Portanto, argumentar que porque Deus é amor, Ele não infligirá tormento eterno aos ímpios, é ignorar o facto de que Deus é luz, e tem de aspergir a Sua santidade.
Deus tem vários atributos: é amor, é justo, é santo ....
E ... se mais não soubéssemos. Deus di-lo!!!!! O que nos basta! Está escrito: «Tu não o sabes agora mas depois o saberás».
(2) Deus é misericordioso. O homem pode ser pecador, e a santidade pode requerer que ele seja punido, mas argumenta-se que a misericórdia divina intervirá, e que se a punição não for totalmente revogada, imagina-se que a sentença será modificada e os termos da punição serão diminuídos. Diz-se que o tormento eterno dos perdidos não se pode harmonizar com um Deus de misericórdia. Mas se pela misericórdia de Deus se quer dizer que Ele é demasiado complacente para partilhar as misérias das Suas criaturas, então poderíamos arrazoar com lógica, dizendo que uma vez que a misericórdia de Deus é infinita, como todos os Seus atributos, nenhuma das Suas criaturas poderá de modo algum sofrer. No entanto isso é manifestamente erróneo. Os factos negam-no. As Suas criaturas sofrem, muitas vezes de forma muito dolorosa, mesmo nesta vida. Observa o mundo e repara na miséria indescritível que abunda por todo o lado, e lembra-te então que, apesar de tudo nos parecer muito misterioso, tudo é, no entanto, permitido por um Deus misericordioso. Depois lê também os relatos do Velho Testamento sobre o dilúvio, a destruição de Sodoma, e Gomorra com fogo e enxofre vindos do céu, as pragas sobre o Egipto, os juízos que se abateram sobre Israel, e depois repara bem que eles não foram impedidos pela misericórdia de Deus! Por conseguinte, arrazoar que porque Deus é misericordioso Ele não lançará no Lago de Fogo todo aquele cujo nome não for achado escrito no Livro da Vida, é não querer encarar os juízos de Deus no passado!
(3) Deus é justo. Diz-se muitas vezes que seria injusto Deus sentenciar qualquer das Suas criaturas errantes à perdição eterna. Mas quem somos nós para julgarmos a justiça das decisões do Todo-Sábio? Quem somos nós para dizer o que é consistente ou inconsistente com a justiça de Deus? Quem somos nós para determinar o que melhor justifica a benevolência ou equidade divinas? O pecado tem enfraquecido tanto a nossa capacidade de juízo justo, obscurecido tanto o nosso entendimento, entorpecido tanto a nossa consciência, pervertido tanto a nossa vontade, corrompido tanto o nosso coração, que somos absolutamente incompetentes para decidir. Nós estamos tão infectados e afectados pelo pecado que somos completamente incapazes de estimar o seu devido valor. Imagina um grupo de criminosos julgarem a equidade e benignidade da lei que os tinha condenado! A verdade de facto é simplesmente esta – e quantas vezes se tem perdido de vista! – que Deus não se mede por padrões humanos.
E já nos apercebemos que a negação da justiça da punição eterna significa também o repúdio da graça de Deus? Se a miséria interminável é injusta, então a isenção dela tem de ser direito do pecador, e se assim for, a sua salvação nunca poderia ser atribuída à graça, que é o favor imerecido! Além disso, a negação da justiça da punição eterna é não querer encarar a consciência Cristã, que testemunha universalmente o facto de que a punição, e apenas a punição, é tudo o que cada um de nós merece. Mais ainda, se o pecador tem desprezado e rejeitado a felicidade eterna, haverá qualquer razão para que se queixe contra a justiça da miséria eterna? Finalmente, se há um mal infinito no pecado – e há – então a sua punição infinita é a sua recompensa lógica.
(4) Deus é santo. Porque Deus é infinitamente santo, Ele olha para o pecado com infinita repulsa. Desta premissa bíblica tem-se concluído erroneamente que, portanto, Deus acabará por triunfar sobre o mal ao banir todo o vestígio dele do universo; doutro modo, diz-se, o Seu carácter moral desvanecer-se-á. Mas contra este sofisma nós replicamos; a santidade de Deus não impediu que o pecado entrasse no Seu universo, e Ele tem permitido que ele permaneça nele todos estes milhares de anos, por conseguinte um Deus santo pode coexistir e coexiste com um mundo de pecado! A isto pode ser respondido: Há boas e suficientes razões porque o pecado é permitido agora. E quais são essas razões? Podemos conjecturar, supor, mas quem sabe? Deus não no-lo tem dito na Sua palavra. Quem é que então está em posição de dizer que não pode haver razões eternas – necessidades – para a existência continuada do pecado? Que Deus triunfará sobre o mal é mais que certo. O Seu triunfo será revelado no encarceramento de todos os Seus inimigos num lugar onde eles não poderão causar mais dano, e onde nos seus tormentos o Seu ódio santo pelo pecado brilhará para sempre. O Lago de Fogo, longe de testemunhar a vitória de Satanás, será a prova coroadora da sua total derrota.
(Continua)



