A Lei das Ofertas (Parte III)

A OFERTA DE MANJARES

É simbólica da Pessoa e carácter da humanidade perfeitos do Senhor Jesus. Foi uma oferta tão agradável ao Pai que os céus se abriram diante d'Ele tendo sido declarado Aquele em Quem o Pai se comprazia.

Esta oferta não era para expiação, pois a santa humanidade de Cristo e a Sua vida devota não podiam expiar pecados.

O pecado não é visto ser levado nesta oferta. Mas requeria-se que Aquele que ia ser feito sacrifício pelos nossos pecados fosse perfeito, santo, impecável, como revela a Oferta de Manjares. É chamada «coisa santíssima» (Lev. 2.3) pois fala da santidade do nosso Senhor.

Era composta de flor de farinha (Lev. 2.1).

A flor de farinha é produto da terra, falando-nos da Sua humanidade. Lembremo-nos do Grão de trigo que cai à terra.

Fala da humanidade do Senhor em sofrimento «O trigo é esmiuçado» (Isa. 28.28).

Esta farinha era completamente moída. Não tinha pedaços (farelo) ou caroços, isto é, não havia irregularidades. Fala da humanidade perfeita, equilibrada do Senhor Jesus.

No homem natural não há equilíbrio. Ele é irregular em todos os seus caminhos. Pode ter qualidades excepcionais numa área e nenhumas noutras. É à intensificação duma qualidade sobre outra que se chama génio. Génio, de facto, significa desequilibrado, incompleto, imperfeito.

O estudo dos génios revela contrastes abissais – a medida de grandeza é igualada pela falta dela na mesma pessoa; pode-se tratar dum maravilhoso músico, e ser um incapaz como matemático; brilhante como orador e superficial como pensador; fluente como escritor e hesitante como relator; gigante num aspecto e pigmeu noutro. Ser génio é ser desigualmente desenvolvido. Não há melhor palavra que desequilibrado, irregular, imperfeito.

Ninguém pensaria aplicar esta análise ao Filho de Deus. Chamar-Lhe génio; torná-lo mais assinalável numa característica que noutra, seria diminuí-Lo,  roubar-Lhe à Sua perfeição.

As pessoas do Seu tempo descreveram-nO correctamente. Disseram: «tudo faz bem» (Mar. 7.37). Era verdade. Ele fazia tão bem uma coisa como outra. Ele vivia sob a Lei e tratava com graça. Ele repreendia o pecado e perdoava o pecador.

As pessoas admiravam-se das palavras que procediam da Sua boca.

Os Escribas e Fariseus eram severamente censurados por Ele, enquanto que a Samaritana e a mulher "pecadora" eram inexplicável e irresistivelmente atraídas a Si. Nenhuma qualidade deslocava outra. Tudo era equilibrado em perfeita proporção. Isto verificava-se em todas as cenas da Sua vida. A respeito de 5000 pessoas famintas podia dizer, «Dai-lhes vós de comer»; e, depois de estarem satisfeitas podia acrescentar, «Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca». A benevolência e a economia são ambas perfeitas. Uma não choca com a outra. Cada uma brilha na sua própria esfera com perfeição. Ele não podia despedir a multidão faminta, mas também não podia permitir que um simples fragmento do que Deus criara fosse desperdiçado. Nada havia de mesquinho nem tão pouco de extravagante no carácter do Homem Perfeito, o Homem do Céu. Que lição para nós! Quantas vezes a nossa benevolência não degeneram em injustificável desperdício! E, por outro lado, quantas vezes a nossa economia não encobrem um espírito avaro! Quão confortante e edificante é para o homem interior estar ocupado com Aquele que foi perfeito em todos os Seus caminhos!

João 1.17 declara. «a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo» e que Ele estava «cheio de graça e de verdade». Como nós somos desequilibrados nestas qualidades. Alguns enfatizam a graça, outros a verdade, mas quem como o Antítipo da Oferta de Manjares tem este equilíbrio perfeito?

Quando consideramos os grandes homens de Deus vemos irregularidades. Moisés falou imprudentemente (Núm.20.10), e foi impedido de entrar na Terra Prometida. Em Pedro vemos, em certa altura, zelo, energia e bravura, e depois cobardia e negação do seu Senhor. Paulo teve que se retratar do que disse do sumo sacerdote (Act. 23.5). Mas no nosso bendito Senhor não existiam estas irregularidades. Ele nunca teve que corrigir uma palavra ou um passo. A Sua perfeição é vista mesmo quando, sendo menino de 12 anos, pergunta à mãe, «Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?» e depois vemos que «desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito» (Luc. 2.49-51). Vemos n'Ele um equilíbrio perfeito com doze anos de idade entre o tratar dos negócios do Seu Pai celestial e obedecer aos Seus pais humanos.

As Suas palavras «Ai de vós escribas e fariseus hipócritas», «sepulcros caiados», «serpentes», «raça de víboras», como escapareis à condenação do inferno» soaram como trovões do juízo final.

Ele veio ao mundo trazer graça e falar verdade.

Ele era equilibrado na perfeição.

Em I Cor. 13.4-7, se substituirmos a palavra amor pela palavra Cristo temos uma bela descrição da Sua perfeição.

É significativo o facto da Oferta de Manjares estar ligada ao Holocausto (Núm. 28.12,13). Cristo foi perfeito em tudo - tanto na vida, como na morte.

E é isto que a Oferta de manjares simboliza e proclama antecipadamente.

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