A velha natureza no crente
O crente que é verdadeiramente espiritual deve reconhecer a presença da velha natureza dentro de si. Seria perigoso não reconhecer um inimigo tão próximo.A velha natureza no crente é aquilo que é “gerado segundo a carne”. É chamada, “a carne”, “o velho homem,” “o homem natural,” “a inclinação da carne.”
Do mesmo modo que “os que estão na carne não podem agradar a Deus” (Rom. 8:8), também aquilo que é da carne, no crente, não pode agradar a Deus. “A carne”, como já vimos, é totalmente depravada. Deus chama-a “carne do pecado” (Rom. 8:3), avisa que ela procura “ocasião” para fazer o que está errado (Gál. 5:13), e declara que “as obras da carne” são todas más (Gál. 5:19-21).
A velha natureza no crente não melhora por estar em contacto com a nova. É com respeito à “carne” no crente, que o Apóstolo declara que, mesmo nele, nela “não habita bem algum” (Rom. 7:18), que é “carnal, vendid[a] sob o pecado”, que é corrompida “pelas concupiscências do engano” (Efé. 4:22), que está em “inimizade contra Deus,” e não está “sujeita à lei de Deus, NEM, EM VERDADE, O PODE” ESTAR" (Rom. 8:7).
“A carne,” mesmo ao permanecer no crente após a salvação, é aquilo que foi gerado por um progenitor decaído. É a velha natureza Adâmica. É pecaminosa em si. Não pode ser melhorada. Não pode ser mudada. “O que é nascido da carne é carne,” disse o nosso Senhor em João 3:6, e é tão impossível melhorar o “velho homem” no crente como foi torná-lo aceitável a Deus anteriormente.
O “velho homem” foi condenado e tratado judicialmente na Cruz. Nunca uma vez o crente é instruído a tentar fazer algo com ele ou a fazer algo dele, mas a “reconhecê-lo” sempre realmente “morto” (Rom. 6:11), e a “despojar-se” dele (Col. 3:8-10).
Cornelius R. Stam



