O inferno e as audiências de confirmação

→ "Enquanto a justiça divina leva quem merece para o inferno; por outro  lado, a sua graça leva quem não merece para o céu!"

 

Sentença de Justiça

     Durante as audiências de Ketanji Brown Jackson, surgiu uma interessante discussão paralela sobre a sentença judicial.

      Ao defender as desatualizadas diretrizes de sentença para a distribuição de pornografia infantil, Brown disse: “Pode-se fazer isso por 15 minutos e, de repente, está-se diante de 30, 40, 50 anos de prisão."

     Embora isso não tenha ajudado à sua defesa, ele trouxe um tópico importante (mesmo que por um momento) sobre a duração da sentença por crimes momentâneos.

     A resposta certa é clara e não contestada (nem mesmo por Brown, apesar da sua pobre declaração em contrário). A duração da sentença não é determinada pelo tempo necessário para se cometer o crime. A duração da sentença é determinada por coisas como a gravidade do crime e contra quem este é cometido.

     Um criminoso terrível poderia passar 150 horas a planear um assalto para roubar um chiclete e passar menos tempo na prisão.

     Por outro lado, um criminoso poderia se enfurecer e matar a sua família em questão de minutos e ir para a cadeia por toda a vida. A gravidade do crime é importante.

     Da mesma forma, um vândalo poderia quebrar a janela da minha casa e ser intimado por um crime menor (infração), mas se o mesmo vândalo quebrasse uma janela na Casa Branca, haveria consequências mais sérias. Importa contra quem o crime é cometido.

     Embora a pornografia seja legal no nosso país, a Bíblia fala da mesma como um pecado grave. Essa verdade espreita a consciência de muitos no nosso país religioso, pois a pornografia é um assunto de vergonha e é praticada em lugares secretos e sombrios pela maioria das pessoas (exceto pelos produtores de Hollywood).

     No entanto, se produz pornografia de menores, de repente não está olhando para um pequeno segredo sujo, mas para uma ofensa grave, mesmo aos olhos do nosso mundo decaído. Importa contra quem o crime é cometido.

 

E o Inferno?

     O que isto tem a ver com o Inferno?

     Os estudantes da Bíblia discutem justiça e punição há séculos, no que diz respeito ao Céu e ao Inferno.

     Como é que as ações erradas feitas numa vida curta podem trazer por consequência uma eternidade no Inferno? Os crimes cometidos num momento devem ser condenados com condenação eterna?

     “Qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo.” - Marcos 3:29 (que os negadores do Inferno dizem que isto está mal traduzido)

     Hoje em dia, onde a justiça institucional não é confiável, e os sentimentos pós-modernos apagam o fogo do inferno como demasiado julgador e ofensivo para as nossas experiências subjetivas, está em voga mais uma vez a negação do castigo eterno do inferno (ou o lago de fogo).

     “E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.” - Mateus 25:46 (os negadores do Inferno dizem que isto está mal traduzido)

     É negado com base na ideia de que é injusto condenar as pessoas ao castigo eterno por pecados cometidos apenas numa curta vida temporal. Esta pobre lógica é a mesma levantada na declaração de Brown.

     A duração da sentença não depende da duração do crime, mas da sua gravidade e da vítima.

     No caso dos nossos pecados, o salário (castigo) é a morte, porque os piores pecados da criação de Deus são os que menos são punidos. Pecados como mentira, orgulho, inveja, malícia e semear discórdia são difíceis de provar no tribunal humano, mas Deus vê-os claramente nos nossos corações e odeia-os (Prov. 6:6-19).

     Os nossos crimes são graves e são perpetrados contra o Deus santo de toda criação e dador da vida. Esta ideia é o que torna pior ofender o seu pai e mãe do que um estranho. O seu pai e a sua mãe são uma família e deram-lhe vida.

     Deus determinou que a sentença dos nossos crimes seja a morte por perdição eterna.

     “Os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do Seu poder” - 2 Ts 2: 9 (os negadores do inferno dizem que isto está mal traduzido)

     Isso baseia-se na gravidade dos nossos crimes (extremos), contra Quem eles são perpetrados (um Deus santo), e no facto de que a própria vida vem d’Aquele a Quem ofendemos.

     Optar por servir a alguém que não seja o Dador da Vida significa que não possuirá o consolo, a paz e a alegria da vida. Por outras palavras, será atormentado para sempre.

     “E o fumo do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso, nem de dia nem de noite, os que adoram a besta e a sua imagem, e aquele que receber o sinal do seu nome.” - Apocalipse 14:11 (os negadores do Inferno dizem que isto está mal traduzido)

 

Boa notícia sobre a justiça

     A boa notícia sobre a justiça de Deus é que, na sua abundante sabedoria e graça,  Ele foi capaz de encontrar a justiça enquanto salvava os pecadores dessa terrível sentença, na Pessoa e obra de Jesus Cristo.

     “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor.” - Romanos 6:23. O ato momentâneo de Cristo na cruz pode expiar os pecados do mundo para sempre, porque o trabalho expiatório foi extremo. Ele identificou-Se com a humanidade, morreu inocentemente como criminoso e depois derrotou o poder da morte pela Sua ressurreição. Isso abre a porta da salvação a todo o homem.

     Quem Ele era também importa. Ele não era apenas outro homem, mas Deus manifestado em carne. Ele era eterno. O facto do eterno Filho de Deus ter realizado este ato significa que a Sua expiação tem consequências eternas.

     A gravidade dos nossos crimes é expiada pelo sacrifício extremo de Cristo. A ofensa contra um Deus santo é aplacada e apaziguada no Filho de Deus como nosso Salvador e grande reconciliador.

     Os homens podem ser salvos pelo Deus de justiça que cumpre a sentença imparcial e justa, porque Ele abunda em misericórdia e graça e satisfaz toda a justiça.

     O Inferno não é injusto, mas é terrível. Louva a justiça de Deus. O amor de Deus é confiado pela morte de Cristo quando ainda éramos pecadores. Essa também é a justiça de Deus pela graça. O Inferno é justo, mas também a salvação, e isso para todos que creem no evangelho da graça de Deus.

- Justin Johnson
Tradução: Dário Botas

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