Teste das casas - a moças e a quem deseja o episcopado

O saudoso irmão Viriato Dias Sobral, homem de Deus de referência que muito marcou a sua geração, ajudou muito, de múltiplas formas, inúmeros jovens que no seu tempo o procuravam e que com ele desejavam estar para conhecer, obter e absorver os nutrientes da piedade que o caraterizavam.
Aos que aspiravam contrair matrimónio, ele aconselhava que fossem a casa das namoradas para se inteirarem do seu caráter na privacidade do lar - qual o seu porte, conduta, maneiras, atitude, em suma, comportamento em casa. Entre outras coisas, era importante saber se seria “mulher rixosa” (Prov. 21:9), se a casa, apesar de grande, era “casa grande de quebraduras”, ou se, apesar de pequena, era “casa pequena de fendas” (Amós 6:11), se ajuntava “em sua casa bens mal adquiridos” (Hab. 2:9), se usava “roupas empenhadas” (Amós 2:8), se tinha inclinação “para a morte” (Prov. 2:18), enveredando por “caminhos de sepultura” que “descem às câmaras da morte” (Prov. 7:27), ou, se pelo contrário, como é apanágio na “casa do justo”, ela revelava ter e ser “grande tesouro” (Prov. 15:6). E mais, se ela própria tinha interesse em introduzi-lo em casa da sua mãe, na câmara daquela que a gerou (Cantares de Salomão 3:4).
Nenhum homem deve ir para o casamento de olhos vendados. Este conselho é muito pertinente e sábio.
O Apóstolo Paulo, Apóstolo dos Gentios, a quem foi dada a revelação a respeito da Igreja, o Corpo de Cristo, que ensina nas suas epístolas como cada igreja local deve ser formada e funcionar, diz, por outras palavras, aos membros que a constituem, relativamente a quem “deseja o episcopado” (1 Tim. 3:1), que devem igualmente ter o mesmo cuidado de ir a casa deste a fim de conhecerem o seu caráter na privacidade do lar - qual o seu porte, conduta, maneiras, atitude, em suma, comportamento em casa. Diz ele:
“Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar,
“Não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado; não contencioso, não avarento;
“Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia;
“(Porque se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?)” (1 Timóteo 3:2-5).
Se a moça que faz profissão de servir a Deus deve ter as portas da sua casa abertas para o seu namorado, nada escondendo dele, muito mais deve o aspirante ao episcopado ter as portas da sua casa abertas a toda a igreja, nada escondendo da mesma.
Se há moças que infelizmente ficam reprovadas no teste do lar, no mesmo teste do lar há candidatos ao episcopado que infelizmente ficam da mesma maneira reprovados para o santo ofício na assembleia local.
Oremos para que tenhamos sempre moças verdadeiramente piedosas, que “não deem ocasião ao adversário de maldizer” (1 Timóteo 5:14) e candidatos ao presbitério irrepreensíveis (Tito 1:5), “servindo de exemplo ao rebanho” (1 Ped. 5:3).
- C.M.O.



