A Autoridade do Exemplo

Quem fala das Escrituras tem que ter autoridade, a autoridade que lhe advém do exemplo. O ditado popular "Bem prega Frei Tomás, faz o que ele diz, não faças o que ele faz", é bem ilustrativo disto pela negativa.
O não praticar o que se ensina e prega, não é um problema apenas do tempo dos nossos avós. É um problema de sempre. O Senhor Jesus Cristo disse dos Escribas e Fariseus: “Observai, pois, e praticai tudo o que vos disserem; mas não procedais com as suas obras, porque dizem e não praticam ... ai de vós, Escribas e Fariseus, hipócritas!” (Mateus 23:3,13).
O Senhor Jesus Cristo deve ser nosso modelo no ensino, pois Ele “ensinava como tendo autoridade, e não como os Escribas” (Marcos 1:22).
Mais tarde o Apóstolo Paulo fala da autoridade do exemplo, como sendo algo que devemos imitar (2 Tessalonicenses 3:9).
O Apóstolo Paulo foi muito claro sobre este ponto de honra na atual dispensação da graça, quando disse ao ensinador Timóteo: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina” (1 Timóteo 4:16). Ou seja, antes de Timóteo se preocupar em ensinar doutrina, este deveria preocupar-se consigo mesmo, em ser um exemplo no seu viver. Deus está mais preocupado com o que somos do que com o que dizemos. A Tito, Paulo disse, “em tudo sejam ornamento da doutrina de Deus” (Tito 2:10). Note-se que neste caso, vemos que esta responsabilidade é de todos os crentes. Quanto mais, então, o exemplo é exigido aos que se afoitam no ensino das Escrituras!
Todo o pregador, ou ensinador da Palavra, deve dar “bom testemunho” em todas as esferas - na esfera doméstica (em casa, na família), empresarial (no trabalho), social (na sociedade) e eclesiástica (na igreja). Não lhe basta pregar e ensinar bem; tem de ser exemplo. O exemplo fala mais alto do que as palavras.
O ditado Divino é: “Purificai-vos, os que levais os vasos do Senhor” (Isa. 52:11). Mais do que todos, o pregador deve ser irrepreensível no seu viver.
O que és, fala tão alto aos aprendizes,
Que os alunos não ouvem o que dizes.
Eles veem o teu andar,
Não escutando o teu falar.
Houve alguém que certa ocasião disse em defesa de determinado pregador acusado de não ser exemplo em casa: “Mas ele é tão são na expiação!”. A réplica que teve foi a seguinte: “De que serve ele ser são na expiação, se a expiação o não torna são?”.
Por outro lado, quando outrem disse dum pregador cujo ministério não era aparatoso, mas a quem Deus usou grandemente: “Não compreendo o poder daquele pregador; não vejo nele nada de especial”, obteve a resposta: “A razão é simples: por detrás de cada sermão existem 30 anos de uma vida santa!”. Só fala com autoridade quem é exemplo.
- C.M.O.



