O Apóstolo Paulo e os Filhos de Adão (III)
Incredulidade e Obstinação
Tal como a fé é mãe da obediência, então a incredulidade é a mãe da desobediência e obstinação.
Caim poderia ter-se aproximado de Deus, pelo caminho que Deus tinha-lhes instruído, tal como fez o seu irmão Abel. Se ele o tivesse feito, tal como Abel, a sua oferta também teria sido aceite por Deus e ele teria alcançado o “testemunho de que era justo.”
Foi despropositado, mas de alguma forma já o esperado, que quando a sua oferta não foi aceite, “irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante” (Génesis 4:5). Com grande é a graça de Deus, para Deus argumentar com ele, como Ele fez.
“E o SENHOR disse a Caim: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante? Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar.” (Génesis 4:6-7)
A inconsistência da descrença
Mas Caim foi inflexível. Tinha sido ferido no seu orgulho. E foi assim que um dia “estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel, e o matou” (Génesis 4:8).
Pensemos agora na inconsistência deste acto brutal. O homem que tinha sido sensível e refinado a tal ponto de não trazer a Deus um animal morto por sacrifício pelos seus pecados, agora não era assim tão sensível e refinado, pois tinha acabado de matar o seu próprio irmão.
Como resultado desta sua obstinação brutal Caim foi expulso da presença de Deus, tornando-se um fugitivo e um vagabundo nesta terra. Chorando como um condenado ele afirma: “É maior a minha maldade que a que possa ser perdoada” (Génesis 4:13).
- Cornelius R. Stam
(Continua)



