Dispensacionalismo (XIV)

Paul SadlerLIBERTAÇÃO

     “Aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão?

     “Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça.” (II Ped. 3:12,13).

     O Dia de Deus introduzirá a Dispensação da Plenitude dos Tempos, introduzindo-nos no estado eterno. O dia do castigo divino terminará com os céus e a terra consumidos pelo fogo, preparando-os assim para a realização dos planos e propósitos de Deus. Com a eternidade em vista, todos os filhos de Deus terão sido removidos da presença do pecado e levados para um estado glorificado. A morte, que é o nosso último inimigo, será abolida e lançada no Lago de Fogo, juntamente com aqueles que se contaminaram na incredulidade (Ap. 20:14).

     Neste ponto, Deus irá renovar a velha ordem, restaurando-a ao seu estado original, como já observámos. Queremos fazer uma pausa aqui um momento para esclarecer que no princípio Deus "Lançou os fundamentos da terra, para que não vacile em tempo algum" (Sl. 104:5). Quando Pedro fala sobre "novo" Céu e uma "nova" Terra, ele usa a palavra grega kainos, que não é uma referência a novos no tempo, mas novos quanto à forma ou qualidade. Uma vez que esta renovação do Céu e da Terra se realize, Deus congregará todas as coisas em Cristo, tanto as que estão no Céu como na Terra. O dia de Deus assinala, então, o início do estado eterno. Achamos interessante que de acordo tanto com Pedro como com Paulo, a distinção entre Céu e Terra permaneçam através dos séculos.

     Para os membros do Corpo de Cristo, isto significa tomar posse plena do novo Céu que é a nossa herança. Como o Apóstolo Paulo, estaremos sentados com Cristo em toda a Sua glória de tal modo que por toda a eternidade os exércitos celestiais possam observar os troféus da graça de Deus. Mas há mais, muito mais; o Senhor também irá mostrar-nos a Sua bondade para connosco nos séculos vindouros (Ef 1:3,11; 2:6,7; 3:10,11). Pensar que somos uma parte gloriosa de tudo isso em Cristo, deve levar-nos a curvar os joelhos em humilde adoração Àquele que tornou tudo isto possível através da Sua obra consumada.

     Os santos proféticos, é claro, herdarão a Terra que também será libertada da escravidão da corrupção. Aparentemente, a Nova Jerusalém tornar-se-á na capital da nova Terra. Os que entrarem através das doze portas da cidade irão contemplar os nomes das doze tribos de Israel escritos acima. A cidade de cristal também terá doze fundamentos com os nomes dos doze apóstolos inscritos sobre eles. Esta superestrutura será um cubo impressionante de cerca de dois mil e quinhentos metros que não requererá a luz do sol, porque o Senhor Deus será a sua luz de sustentação (Ap 21:9-21; 22:1-5). A cidade por que Abraão esperava, "da qual o artífice e construtor é Deus" terá finalmente a sua realização na Nova Jerusalém.

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