Dispensacionalismo (XIII)
DESTINO COM HORA MARCADA
"N’Ele, digo, em Quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito d’Aquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da Sua vontade" (Ef. 1:11).
É nossa convicção que a frase Dispensação da Plenitude dos Tempos é uma referência direta ao estado eterno. De acordo com a passagem acima, Deus predestinou o Corpo de Cristo para participar no Seu propósito eterno para os céus. Infelizmente, muitos consideram o ensino da predestinação como uma doutrina severa, algo que deve ser evitado a todo custo por causa da controvérsia que gera. Uma observação muito significativa que precisamos fazer sobre este termo, é que cada vez que é usado nas Escrituras, está sempre associado com o crente e nunca com o incrédulo.
Se decompusermos a palavra predestinação, entenderemos que o prefixo "pre" significa, simplesmente, antecipadamente. Estou certo de que a maioria das pessoas está familiarizada com o que é conhecido como a “antevisão ao jogo" antes de um grande jogo.
Antes do jogo começar, os locutores costumam avaliar as equipas e entrevistar os principais intervenientes. É por isso que se chama “antevisão ao jogo” – acontece antes do evento desportivo.
"Destino" significa basicamente, onde vai terminar. Por exemplo, quando eu era finalista estudantil, eu trabalhava no Museu Carnegie de Pittsburgh, Pensilvânia, EUA. Todos os dias depois da escola eu apanhava um elétrico. Uma vez que havia muitos elétricos a transitar na cidade, eu tinha que ser muito cuidadoso em apanhar o correto. Eu procurava o que tinha a indicação "Oakland-Carnegie Museum", que era o meu destino.
Antes da fundação do mundo, Deus tinha predeterminado que os membros do Corpo de Cristo teriam uma esperança e vocação celestiais, e herdariam os céus para a eternidade. Apesar de o Arrebatamento da Igreja ser uma parte essencial na condução dos planos e propósitos de Deus à sua conclusão, ele não pode (por si só) ser considerado o culminar deles.
Certamente que o programa celestial de Deus não poderia ser congregado em Cristo no Arrebatamento, tendo em conta o Tribunal de Cristo, que ainda se seguirá àquele. Este evento, sem dúvida, irá abranger um período de tempo que é conhecido apenas pelo Senhor (II Cor. 5:10).
Além disso, não nos devemos esquecer que muito tempo depois da nossa partida para a nossa casa celestial, os céus, como os conhecemos, ainda estarão ocupados pelos poderes das trevas. Subsequentemente, no meio do período da Grande Tribulação, o mal e a rebelião consumirão totalmente homens e anjos. No tempo determinado, Miguel e os seus anjos marcharão dos céus para fazer uma declaração de guerra contra estas forças do mal. A batalha que se seguirá resultará na expulsão de Satanás dos domínios celestiais, que nos pertencem legitimamente.
"E houve batalha no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhava o dragão e os seus anjos;
“Mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus.
“E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele" (Ap 12:7-9).
Além disso, quando a Grande Tribulação chegar ao fim, os céus serão o cenário de uma manifestação da ira de Deus, como este mundo nunca conheceu. Estes eventos foram preditos pelos profetas do Antigo Testamento e reiterado por Pedro no dia de Pentecostes.
"E farei aparecer prodígios em cima, no céu: e sinais em baixo na terra, sangue, fogo e vapor de fumo.
“O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue antes de chegar o grande e o glorioso dia do Senhor" (Atos 2:19,20).
Como vimos, mesmo que a maldição seja em grande parte levantada durante o Século do Reino, após a Grande Tribulação, os efeitos do pecado ainda serão evidentes no universo de Deus.
Paul Sadler
(Continua)
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