Israel e Palestinianos

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     A nação de Israel é o povo terreno de Deus (Êxodo 3:10; Joel 2:27; 3:2; Amós 9:14; Mateus 2:6). As promessas que Deus fez ao seu povo terreno são incondicionais e, por isso, cumprir-se-ão integralmente no futuro, “Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento” (Romanos 11:29).

     No entanto, é importante que se tenha consciência que Israel, devido à sua incredulidade, rejeitou o Messias e nada se alterou desde então, pois o Messias continua a ser rejeitado por esta nação. Deus tentou levar a nação, como lemos nos primeiros 7 capítulos do livro dos Atos dos Apóstolos, ao arrependimento e às lágrimas, por terem crucificado o seu Messias, mas sem sucesso (Atos 7:51). Lemos nas Escrituras que só num dia, ainda futuro, quando o Seu Messias voltar, a nação, que teima presentemente em O rejeitar, finalmente se arrependerá e chorará, ao reconhecer Aquele a Quem crucificaram (Zacarias 12:9-14).

     Foi propósito de Deus, desde o início, abençoar as demais nações por intermédio da nação de Israel (Génesis 18:18; 22:18; 26:4). Vemos que isso se concretizará no futuro (Zacarias 8:20-23). No entanto, a atual incredulidade de Israel comprometeu a bênção dos Gentios, pois só quando Israel recebesse a bênção, esta fluiria para os mesmos.

     Para que estes não ficassem privados da mesma, devido à recusa da nação até ao momento, Deus resolveu revelar o Seu plano secreto - “Se é que tendes ouvido a dispensação da graça de Deus, que para convosco me foi dada; como me foi este mistério [ou, plano secreto] manifestado pela revelação como acima em pouco vos escrevi” (Efésios 3:2,3). Entre outras coisas este plano incluía os Gentios serem abençoados, a despeito da incredulidade e rejeição de Israel, ou seja, os Gentios seriam abençoados pela “queda” de Israel, e não pela sua exaltação ou, “plenitude” (Romanos 11:11,12), como fora inicialmente predito pelas profecias.

     Devido a isto, Israel, no presente, passou a ser uma nação como outra qualquer. Hoje Deus salva indivíduos, independentemente da sua nacionalidade – todos aqueles que creem em Jesus como seu Salvador. O Apóstolo Paulo é o apóstolo dos Gentios, e isto inclui Israel, hoje uma nação como as demais. No presente momento Israel não tem qualquer ascendência sobre nenhuma nação, bem pelo contrário - em vez de ser a “cabeça” das nações é mesmo a sua “cauda” (Deuteronómio 28:13).

     Agora o povo de Deus é a Igreja, Seu povo celestial, o Corpo de Cristo, e o Evangelho que está a ser pregado não é o Evangelho da circuncisão (Judeus), mas o Evangelho da Graça de Deus, ou da INcircuncisão (Gentios), visando todo o mundo indistintamente (Gálatas 2:7,9).

     O que atualmente se passa em Israel, na sua luta fratricida com os denominados Palestinianos e Árabes em geral, nada tem de biblicamente significativo, pois Israel continua em incredulidade - tão em incredulidade quanto estava, por exemplo, no tempo da 2ª Guerra Mundial.

     No presente momento Deus quer salvar, pela Sua admirável graça, tanto Judeus quanto Palestinianos, desde que ambos depositem individualmente a sua fé o Senhor Jesus Cristo como seu Salvador. Oremos nesse sentido, e não nos ponhamos cegamente a apoiar uns ou outros, ignorando a presente manifestação da graça de Deus para todos, indistintamente.

- C.M.O.

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