A Teologia da Substituição I

James A. Showers     A Teologia da Substituição é a crença de que a igreja substituiu Israel (o povo judaico) no plano de Deus. Os que defendem esta visão creem que a igreja se tornou em “Israel espiritual” e que é herdeira de todas as promessas que Deus fez a Israel em concerto. Porém, dizem que o povo Judeu retém todas as maldições.

Efeitos sobre a igreja

    
Com efeito, no Antigo Testamento, Deus disse muitas vezes, por outras palavras: "Guardai o meu Concerto, e eu vou abençoarei; Eu farei vir sobre vós todas estas coisas boas. Mas se não guardardes o Meu concerto, Eu amaldiçoar-vos-ei, e estes juízos virão sobre vós". Os teólogos da substituição tomam as bênçãos para si e deixam as maldições com Israel. Por conseguinte, sempre que leem Israel nas Escrituras, substituem a nação pela igreja. A liderança da maioria das igrejas protestantes e da Igreja Católica Romana defendem a Teologia da Substituição.

     Eis algumas implicações desta crença:

     • O povo judeu, como nação, não tem nenhum lugar no plano futuro de Deus, e Israel não tem qualquer futuro como nação.

     • Não há nenhuma Tribulação ou Reino Milenar. Na verdade, essas profecias tornam-se problemáticas, e é por essa razão que os teólogos da substituição querem que vejamos Israel não como nação física, mas como a igreja.

     • A igreja começa com Abraão em Génesis 12, e não com Cristo ou depois d’Ele. A nação de Israel do Antigo Testamento (não a Israel física, mas somente aqueles que depositam sua fé em Deus) é definida como a igreja.

     • A Lei do Antigo Testamento ainda se aplica à igreja porque, se a igreja começou com Abraão e continua até hoje, então tudo no Antigo Testamento ainda se relaciona com a igreja.

     Algumas igrejas, por exemplo, têm altares à frente, no centro. Porquê? Porque a Lei requer sacrifício, e os sacrifícios fazem-se num altar. Consequentemente, eles veem a comunhão da Ceia do Senhor como a repetição do sacrifício de Cristo, acreditando que os elementos da ceia se transformam no corpo físico e no sangue de Cristo através do que chamam de transubstanciação.

     Sob a Lei, um homem precisava de um intercessor entre ele e Deus. Ele não podia ir a Deus diretamente. Assim, algumas igrejas têm sacerdotes em vez de pastores.

     O batismo infantil substitui a circuncisão que, nos termos da Lei, colocava a criança sob o concerto de Deus.

     Já alguma vez ouviu Cristãos referirem-se ao domingo como o sábado? Nas Escrituras, o sábado vai do pôr-do-sol de sexta ao pôr-do-sol de sábado. Deus definiu-o dessa forma, dizendo a Israel: "Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus: não farás nenhuma obra" (Êxodo 20:9-10). Assim, tais líderes da igreja pensaram que, porque nós adoramos no primeiro dia da semana, redefiniriam sábado passando-o para o domingo. É comumente referido como o "dia de descanso." No entanto, o domingo é o primeiro dia da semana, e não o sétimo. Referir o domingo como o "dia de sábado" é contrário às Escrituras. Havia uma razão para a igreja ter começado a reunir-se no primeiro dia: tinha sido o dia em que o nosso Senhor ressuscitou dos mortos.

     Todas estas práticas da igreja surgiram por causa da crença de que Deus substituiu Israel com a igreja e que a Lei do Antigo Testamento ainda se aplica à igreja.

     Os teólogos da substituição cometem um grave erro ao interpretarem o Antigo Testamento lendo nele o Novo Testamento. Fazê-lo, é a única maneira de eles poderem justificar o seu argumento. Contudo, se tomarmos a Palavra de Deus de forma progressiva, no seu contexto literal e histórico, como Deus a revelou a nós, não creremos na Teologia da Substituição.

     É claro que os teólogos da substituição acreditam que o Estado de Israel não tem razão teológica de existir. Eles chamam-no de "erro da história" e veem a sua criação como o "pecado original". Os dispensationalistas têm melhor conhecimento. O dispensacionalismo faz mais sentido.

James A. Showers
Diretor-executivo de The Friends of Israel
(Continua)

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