O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XXXVI) - Uma oração modelo 8

crstam.jpgA ORAÇÃO DO SENHOR E OS DISCÍPULOS DO SENHOR

    
Uma comparação da chamada “Oração do Senhor” com as epístolas de Paulo revelará quanto mais nós temos, em Cristo, do que tinham os Seus discípulos na Terra sob “o Evangelho do reino”.

             A própria frase “Pai nosso, que estás nos céus”, sugere distância. Eles deveriam orar na Terra ao seu Pai no Céu.

     Nós não negamos que isto é também assim connosco fisicamente, mas insistimos que é-nos dada uma posição que eles ignoravam em absoluto, pois nós estamos sentados nos lugares celestiais à mão direita do próprio Deus, e temos “entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes” (Rm 5:2). Nenhuma posição assim é reconhecida na “Oração do Senhor”.

     Ademais, apesar de eles clamarem a Deus como filhos do Seu concerto, nós podemo-nos regozijar por sermos filhos de Deus em Cristo – um relacionamento muito mais íntimo. O apóstolo Paulo diz, “Porque somos membros do Seu corpo” (Ef 5:30).

     Nós repetimos que Deus disse de Israel: “Israel é Meu filho, Meu primogénito” (Êx 4:22). Mas quando o filho de Deus, Israel, falhou e O desonrou, Deus apresentou o Senhor Jesus Cristo e disse “Este é o Meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3:17).

     Agora a salvação é oferecida gratuitamente, pela Sua graça, a todos, e o crente mais simples é tornado agradável, ou aceite “no Amado” (Ef 1:6).

     Uma vez mais, aguardamos o tempo em que a vontade de Deus será feita na terra como no Céu. Aguardamos pela vinda em glória do nosso Salvador, mas também O louvamos pela Sua graça em protelar o Seu retorno para julgar e reinar. Temos consciência que cada momento que Ele permanece exilado é um momento de graça para este mundo condenado, e nós queremos obedecer à Palavra de Deus e aproveitar cada oportunidade que Ele nos dá aqui como Seus embaixadores, “remindo [pagando um preço por] o tempo; porquanto os dias são maus” (Ef 5:16).

     Enquanto eles esperavam, operavam e oravam pelo tempo em que a vontade de Deus será feita na Terra como no Céu, a oração de Paulo e o propósito de Deus para nós é que ocupemos a nossa posição nos lugares celestiais com Cristo, e apropriemos as nossas bênçãos espirituais ali (Ef 1:15-2:6).

     “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus.

     “Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra;

     “Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus” (Col. 3:1-3).

     Há aqui ainda um outro facto importante a considerar.

     Eles esperavam o século vindouro, no qual a vontade de Deus será feita “na Terra”. Porém Deus agora revela-nos que é Seu propósito de amor “mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da Sua graça, pela Sua benignidade para connosco em Cristo Jesus” (Ef 2:7). Que perspetiva!

— Cornelius R. Stam

(Continua)

O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (I) - Prefácio 
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (II) - Introdução 1 
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (III) - Introdução 2
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (IV) - REVELAÇÃO PROGRESSIVA 1
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (V) - REVELAÇÃO PROGRESSIVA 2
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (VI) - REVELAÇÃO PROGRESSIVA 3
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (VII) - A LEI DE MOISÉS 1
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (VIII) - A LEI DE MOISÉS 2
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (IX) - A LEI DE MOISÉS 3
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (X) - A LEI DE MOISÉS 4
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XI) - A LEI E OS PROFETAS 1
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XII) - A LEI E OS PROFETAS 2
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XIII) - AS BEATITUDES 1
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XIV) - AS BEATITUDES 2
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XV) - AS BEATITUDES 3 
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XVI) - AS BEATITUDES 4
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XVII) - AS BEATITUDES 5
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XVIII) - AS BEATITUDES 6
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XIX) - AS BEATITUDES 7
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XX) - AS BEATITUDES 8
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XXI) - AS BEATITUDES 9
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XXII) - AS BEATITUDES 10
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XXIII) - AS BEATITUDES 11
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XXIV) - AS BEATITUDES 12
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XXV) - AS BEATITUDES 13
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XXVI) - AS SUAS FINANÇAS 1 
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XXVII) - AS SUAS FINANÇAS 2 
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O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XXIX) - UMA ORAÇÃO MODELO 1
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XXX) - UMA ORAÇÃO MODELO 2
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XXXI) - UMA ORAÇÃO MODELO 3
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O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XXXVII) - UMA ORAÇÃO MODELO 9
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XXXVIII) - Condiderações finais 1
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XXXIX) - Considerações finais 2
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XL) - Considerações finais 3
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XLI) - Considerações finais 4
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XLII) - Considerações finais 5
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XLIII) - Considerações finais 6 
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XLIV) - Considerações finais 7
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XLV) - Considerações finais 8 
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