O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XXX) - Uma oração modelo 2

crstam.jpg     Uma exposição exaustiva da oração, aqui, não é, certamente, possível, mas examinemo-la pelo menos abreviadamente.


A ORAÇÃO PERFEITA

    
Que intimidade impregnada de amor ela ensina!

     “Pai nosso”.

            E, no entanto, que santa reverência!

    Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o Teu nome”.

     Ademais, Deus é o primeiro e o último na oração.

     “Santificado seja o Teu nome; venha o Teu reino, seja feita a Tua vontade …”

     “Porque Teu é o reino, e o poder, e a glória …”

     Mas as necessidades do homem ocupam o lugar central!

     “O pão nosso de cada dia nos dá hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; e não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal”.

     Aqui súplica fervorosa e fé implícita estão mescladas.

     “Venha o Teu reino, seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu … porque Teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém”.

     Eis simplicidade na brevidade.

     Algumas vezes tem sido perguntado em reuniões públicas: “Quantos de vós passam diariamente uma hora ou mesmo meia hora em oração?” Porém a Bíblia nunca trata assim a oração.

     É-nos dito para orarmos “sem cessar” (nunca deixarmos de orar). É-nos dito para “perseverar” na oração, para orar “fervorosamente”, para orar “em tudo”, para orar “com ação de graças”, mas nunca nos é dito para orar muito tempo.

     Sempre que surja ocasião, dobremos, sem dúvida, os nossos joelhos. O nosso Senhor, pelo menos numa ocasião, “passou a noite em oração a Deus”. Porém nunca tentemos mantermo-nos a orar simplesmente para agradar a Deus. Ele não pede isso e não o deseja.

     As únicas referências que o nosso Senhor fez a respeito de orações compridas foi contra os líderes religiosos de então, “que devoram as casas das viúvas, e isso com pretexto de largas orações” (Mr 12:40). O Senhor repreendeu-os severamente pela sua hipocrisia e acautelou as multidões a seu respeito.

     Na verdade temos aqui a oração perfeita. Temos aqui a intimidade mesclada com a reverência. A glória de Deus é aqui reconhecida, mas a necessidade do homem não é esquecida. Temos aqui a súplica fervorosa com confiança implícita, e a simplicidade na brevidade.

     A vasta maioria de Cristãos professos, tanto Protestantes como Católicos, repetem esta oração vezes sem conta, muitas delas em uníssono.

     Contudo, nós somos exceções a esta regra e é nosso propósito agora salientar exatamente porquê.

— Cornelius R. Stam

(Continua)

O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (I) - Prefácio 
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (II) - Introdução 1 
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (III) - Introdução 2
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (IV) - REVELAÇÃO PROGRESSIVA 1
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (V) - REVELAÇÃO PROGRESSIVA 2
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (VI) - REVELAÇÃO PROGRESSIVA 3
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (VII) - A LEI DE MOISÉS 1
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (VIII) - A LEI DE MOISÉS 2
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (IX) - A LEI DE MOISÉS 3
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (X) - A LEI DE MOISÉS 4
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XI) - A LEI E OS PROFETAS 1
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XII) - A LEI E OS PROFETAS 2
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XIII) - AS BEATITUDES 1
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XIV) - AS BEATITUDES 2
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XV) - AS BEATITUDES 3 
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XVI) - AS BEATITUDES 4
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XVII) - AS BEATITUDES 5
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XVIII) - AS BEATITUDES 6
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XIX) - AS BEATITUDES 7
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XX) - AS BEATITUDES 8
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XXI) - AS BEATITUDES 9
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XXII) - AS BEATITUDES 10
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XXIII) - AS BEATITUDES 11
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XXIV) - AS BEATITUDES 12
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XXV) - AS BEATITUDES 13
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XXVI) - AS SUAS FINANÇAS 1 
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XXVII) - AS SUAS FINANÇAS 2 
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XXVIII) - AS SUAS FINANÇAS 3
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XXIX) - UMA ORAÇÃO MODELO 1
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XXX) - UMA ORAÇÃO MODELO 2
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O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XXXVIII) - Condiderações finais 1
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XXXIX) - Considerações finais 2
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XL) - Considerações finais 3
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XLI) - Considerações finais 4
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XLII) - Considerações finais 5
O Sermão da Montanha e o Evangelho da Graça de Deus (XLIII) - Considerações finais 6 
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