A ausência de sinais hoje não é por falta de fé

Num debate recentemente efetuado no Facebook sobre o batismo na água, perguntámos aos que defendem a sua prática hoje, baseando-se em Marcos 16:15-18, porque razão os que procuram obedecer aos ditames deste texto não têm a acompanhá-los os sinais que ele refere?
“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda a criatura.
“Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.
“E estes sinais seguirão aos que crerem: Em Meu nome expulsarão os demónios; falarão novas línguas;
“Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão”.
Um conceituado pastor do meio evangélico respondeu-nos textualmente assim:
“Creio … que se hoje não vemos tantos sinais terem lugar não é por falha do Evangelho, mas pela nossa falta de fé”.
A verdadeira razão, porém, não é esta, que ele invocou. A ausência de sinais hoje não se deve à falta de fé, ou seja, por não se ter muita ou “toda a fé” (1 Cor. 13:2).
Porquê?
Porque o texto é claro dizendo que estes sinais seguir-se-iam aos que cressem para a salvação, aos que tivessem a fé básica ou inicial, a fé elementar, a mais pequena fé, a fé que salva.
“Quem crer … será salvo … e estes sinais seguirão aos que crerem” – não aos que tivessem muita ou “toda a fé”, porém aos que fossem simplesmente crentes.
Procurando ser ainda mais claro, qualquer crente teria a acompanhá-lo aqueles sinais, e aqueles sinais, por sua vez, atestavam a genuinidade da sua salvação.
A ausência de sinais hoje deve-se antes ao facto desta comissão do Senhor (Marcos 16:15-18) ter sido substituída por outra em que o batismo na água NÃO está em vigor.
O artigo - As ÚLTIMAS palavras de Cristo – mostra como depois de Marcos 16 o Senhor voltou a falar da glória e mandou “DEIXAR", isto é, pôr de parte, renunciar, abandonar, não prosseguir, não continuar com, não fazer caso de, “os rudimentos da doutrina de Cristo … não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e de fé em Deus. E da doutrina dos BATISMOS, e da imposição das mãos, e da ressurreição dos mortos, e do juízo eterno”.
O apóstolo Paulo, a quem Deus deu a presente dispensação da graça de Deus (Efésios 3:2), disse com clareza qual a razão:
“Porque Cristo enviou-me, NÃO PARA BATIZAR, mas para evangelizar …” (1 Coríntios 1:17).
Tendo Deus suspendido o batismo na água, suspendeu logicamente também os sinais a ele associados, sendo essa a verdadeira razão da sua ausência hoje.
- C.M.O.


