Línguas, Sinais e Visões não são ordens de Deus para hoje (VI)

Ilusões, Espectáculo e Fanatismo
As curas divinamente feitas em ligação à sombra de Pedro e aos lenços que "se levavam do corpo [de Paulo] aos enfermos", eram sinais nos primeiras dias da actual dispensação, realizadas para os propósitos já citados. Sendo cumpridos estes propósitos, os dons sinais foram removidos.
As curas divinamente feitas em ligação à sombra de Pedro e aos lenços que "se levavam do corpo [de Paulo] aos enfermos", eram sinais nos primeiras dias da actual dispensação, realizadas para os propósitos já citados. Sendo cumpridos estes propósitos, os dons sinais foram removidos.
Nas últimas Epístolas de Paulo não é apenas percebível que os dons sinais não são manifestos em nenhum lugar, como uma ordem diferente foi demonstrada pelo Espírito Santo para a correcção do espectáculo e fanatismo prevalecentes. Um remédio é sugerido para o ajudante mais hábil de Paulo; um servo preferido está doente e quase à morte, não por causa do pecado, mas por causa de esforços excessivos com o Evangelho. Outro companheiro viajando com Paulo, precisa ser deixado em Mileto, e o apóstolo, que uma vez tinha o dom de curas, prossegue com sua viagem sem qualquer tentativa de curar o seu companheiro de viagem.
Mas um amado médico é recomendado, a ênfase é colocada sobre o "amado médico", e não sobre o amado irmão.
Não há nenhum fundamento na Palavra de Deus para a doutrina popular prevalecente de "curas divinas".
Não é verdade que a cura seja tanto da vontade de Deus para cada crente como a salvação é para o incrédulo.
Alguns dos santos mais chegados a Deus, por Sua vontade, têm sido sofredores pacientes durante vários anos nos seus leitos de enfermidade. O envelhecimento atinge os melhores servos de Deus e é Sua vontade primária que a maioria deles use os serviços de oculistas e dentistas.
Aqueles que assim fazem, ao acreditarem simultaneamente no ensino popular de "curas divinas", estão a ser inconsistentes.
Podemos citar o exemplo de um missionário pentecostal que quebrou os seus dentes postiços, dizendo: "Se Deus quer que eu tenha dentes, que Ele os faça crescer". Pelo menos ele foi consistente com a doutrina que lhe tinha sido ensinada.
É razoável esperar milagres na família do nosso Pai. Deus realiza-os frequentemente, porém não são soberanos.
O facto de Deus poder curar uma vez ou até várias vezes, isso não é garantia de que Ele curará sempre. Só porque Ele cura uma pessoa, isso não é prova de que Ele curará todos. Existe um óbice, e foi Satanás, e não Deus, que o colocou ali. Estragos incalculáveis estão a ser realizados pelo ensinamento fanático de línguas, curas, visões e sonhos.
Durante um período Paulo ficou atribulado ao saber das condições de uma igreja distante. O Espírito Santo não lhe revelou detalhes, mas sobre a sua preocupação ele escreveu:
"Portanto, não podendo eu também esperar mais, mandei-o saber da vossa fé, temendo que o tentador vos tentasse" (I Ts.3:1-8).
Aqueles que conhecem o elemento sobrenatural do espiritismo, chamado de demonologia no Velho Testamento, não falharão em reconhecer a fonte de tais visões e informações.
Multidões de santos, tão sinceros quanto os anjos, dão-se a espectáculos em que ocupam horas incalculáveis. Eles poderiam parar mas a maioria deles não quer fazer isso pelo método que Deus indicou. Pelos seus próprios métodos, certamente nunca conseguirão. Está escrito na Palavra de Deus: "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente, sereis livres" (Jo.8:36); "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (Jo.8:32).
Um estudo cuidadoso das Epístolas de Paulo, especialmente as últimas Epístolas, as quais descrevem o curso normal da Igreja durante a actual dispensação, faria com que todos parassem com esses espectáculos, eliminaria os últimos vestígios do judaísmo das suas vidas e dos seus ensinos, e ajustaria as coisas de uma maneira geral colocando o que é secundário no seu lugar e aquilo que é primário onde deve estar.
Parece-nos que Hebreus 1:1-2 seria o suficiente para convencer qualquer pessoa que leva em consideração a afirmação de que Deus não está, nestes últimos dias, a falar connosco através de visões, sonhos e transes como Ele fazia antigamente. A revelação escrita do Seu Filho é completa e qualquer coisa que divirja da Palavra é de Satanás, e não de Deus.
A. E. Bishop
(Continua)
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