A parábola tripla de Lucas 15 (V)
A DRACMA PERDIDAQUEM É A MULHER?
Comecemos a interpretação da parábola da dracma perdida por perguntar primeiro quem é a mulher. Será que ela representa a Igreja de hoje, como tem sido dado a entender tantas vezes? Dificilmente, pois nesse tempo a Igreja de hoje ainda era um mistério escondido em Deus, pelo que o nosso Senhor não se poderia ter referido a ela, nem poderiam os Seus seguidores mais espirituais perceber qualquer alusão àquilo que nunca havia sequer sido mencionado.
Deve ser notado que, qualquer que seja a dispensação, o povo de Deus é sempre visto como a mulher, o vaso mais fraco, amado e cuidado por Ele e chamada para ser sujeita a Ele.
É o que acontece com a Igreja de hoje: “Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da Igreja, sendo Ele próprio o Salvador do Corpo... vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a Igreja e a Si mesmo se entregou por ela” (Efésios 5:23, 25).
Mas também acontece com Israel, porque Deus disse, sob a Lei: “… eles invalidaram o meu concerto, apesar de eu os haver desposado” (Jeremias 31:32).
A Israel foi dado um “libelo (carta) de divórcio” (Isaías 50:1), mas um dia ela será restaurada a Jeová, como está escrito: “... como o noivo se alegra com a noiva, assim se alegrará contigo o teu Deus” (Isaías 62:5) e “... ó filha da Sião... o Senhor, o Rei de Israel, está no meio de ti... poderoso para te salvar; Ele se deleitará em ti com alegria; calar-se-á por seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo” (Sofonias 3:14-17).
Em João 3:29, Cristo é apresentado como “Aquele que tem a esposa”, enquanto que em Apocalipse 21:2 vemos a Nova Jerusalém, de Deus descendo do Céu, “como uma esposa ataviada para o seu marido”.
Assim, o povo de Deus é visto de forma consistente como a mulher na sua relação com Ele. Então, a quem se refere a mulher na parábola do Senhor? Aos remidos em Israel, visto que os seus ouvintes eram israelitas. Dizemos aos remidos em Israel e não a todo o Israel, visto que aqui a mulher é apresentada a procurar o que se havia perdido.
É o que acontece com a Igreja de hoje: “Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da Igreja, sendo Ele próprio o Salvador do Corpo... vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a Igreja e a Si mesmo se entregou por ela” (Efésios 5:23, 25).
Mas também acontece com Israel, porque Deus disse, sob a Lei: “… eles invalidaram o meu concerto, apesar de eu os haver desposado” (Jeremias 31:32).
A Israel foi dado um “libelo (carta) de divórcio” (Isaías 50:1), mas um dia ela será restaurada a Jeová, como está escrito: “... como o noivo se alegra com a noiva, assim se alegrará contigo o teu Deus” (Isaías 62:5) e “... ó filha da Sião... o Senhor, o Rei de Israel, está no meio de ti... poderoso para te salvar; Ele se deleitará em ti com alegria; calar-se-á por seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo” (Sofonias 3:14-17).
Em João 3:29, Cristo é apresentado como “Aquele que tem a esposa”, enquanto que em Apocalipse 21:2 vemos a Nova Jerusalém, de Deus descendo do Céu, “como uma esposa ataviada para o seu marido”.
Assim, o povo de Deus é visto de forma consistente como a mulher na sua relação com Ele. Então, a quem se refere a mulher na parábola do Senhor? Aos remidos em Israel, visto que os seus ouvintes eram israelitas. Dizemos aos remidos em Israel e não a todo o Israel, visto que aqui a mulher é apresentada a procurar o que se havia perdido.
- Cornelius R. Stam
(Continua)
(Continua)
A parábola tripla de Lucas 15 (I)
A parábola tripla de Lucas 15 (II)
A parábola tripla de Lucas 15 (III)
A parábola tripla de Lucas 15 (IV)
A parábola tripla de Lucas 15 (V)
A parábola tripla de Lucas 15 (VI)
A parábola tripla de Lucas 15 (VII)
A parábola tripla de Lucas 15 (VIII)
A parábola tripla de Lucas 15 (IX)
A parábola tripla de Lucas 15 (X)
A parábola tripla de Lucas 15 (XI)



