João 16:13 é uma promessa para hoje?

ricky_kurth1.jpg     “Mas, quando vier Aquele Espírito de verdade, Ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir” (João 16:13).

     O apóstolo Paulo descreve a presente "dispensação" em que vivemos como um "mistério" (Col. 1:25,26), “o qual noutros séculos não foi manifestado"(Ef 3:5) antes de ter sido "manifestado" a Paulo (Ef 3:3). Assim, em João 16:13, o Senhor não pode estar a predizer a actividade do Espírito durante o presente século, porque Ele viveu durante um dos "outros séculos" em que o presente século, “não foi manifestado.” Se ele falasse da actividade do Espírito hoje, Ele teria estado a tornar conhecido um aspecto do mistério que Paulo diz que não foi dado a conhecer até lhe ter sido revelado a ele. Pelo contrário, quando João 16:13 fala da vinda do Espírito, está a falar da vinda do Espírito em Pentecostes. Quando o Senhor predisse que o Espírito Santo "vos guiará a toda a verdade", lembramo-nos a anterior descrição que o Senhor fez do ministério do Espírito quando disse: "Esse vos ensinará todas as coisas" (João 14:26). Todavia o Senhor continua a dizer aqui que o Espírito "vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito." Assim, o "todas as coisas" e “tudo” de João 14:26 e o "toda a verdade" de João 16:13 são limitados pelo nosso Senhor ao espaço das coisas anteriormente reveladas, não se estendendo às novas verdades do programa do mistério. Nós vemos o cumprimento da profecia de João 16:13 em I João 2:20,27:

     “E vós tendes a unção do Santo, e sabeis tudo.”

     “E a unção, que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira …”

     Estas palavras, escritas aos crentes Pentecostais, indicam que o Espírito havia de facto vindo e tinha sido seu guia em toda a verdade, tendo-lhes realmente ensinado todas as coisas. Mas o "tudo" e “todas as coisas” de que fala limitam-se ao espaço "do que respeita ao reino de Deus" (Actos 1:3), de que o Senhor já tinha falado (João 14:26). Isto é semelhante às parábolas que o Senhor ensinou quando esteve na Terra, que eram apenas extensões da verdade profética do Antigo Testamento, e não introduções das verdades do mistério que se mantiveram em segredo até ao ministério do Apóstolo Paulo.
Ricky Kurth

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