As ofertas sob a graça (IV)

r_b_shiflet.jpg     Muito pode ser respigado em 2 Coríntios capítulos 8 e 9.

     O ofertante deve ter um espírito voluntário (2 Coríntios 8:12), isto é, o desejo de dar sem coerção. Quando alguém dá nessa base, a oferta é aceite segundo o que o homem tem, e não segundo o que ele não tem. Será que isso não elimina a penhora, que na verdade é dar do que não se tem?

     Além de devermos dar com um espírito voluntário, devemos dar com alegria (2 Coríntios 9:7). A palavra grega para "alegre" é "hilarious", da qual vem a nossa palavra "hilariante (ou, contente)". Deus ama o ofertante satisfeito – aquele que dá com alegria -, o ofertante feliz.

     Este mesmo versículo (2 Coríntios 9:7) ensina-nos que devemos dar livremente. Os nossos dons devem ser feitos sem compulsão, "não … por necessidade." Contraste uma lei rigorosa que exige que demos, com o dar com alegria, não por sermos obrigados, mas por ser nosso desejo! O crente debaixo da graça deve dar generosamente e abundantemente (2 Coríntios 9:6, 8:7). Muitos têm sido capazes de dar muito mais do que o dízimo legal, e têm-no feito. Um homem de negócios Cristão bem conhecido deu sempre 90% dos seus rendimentos para a obra do Senhor, e usava os outros 10% para as suas necessidades pessoais, e Deus fê-lo prosperar. Por outro lado, Deus tem muitos santos escolhidos, com rendimentos insuficientes, com dificuldades para satisfazer as necessidades da vida, cujas contribuições financeiras não são muito avultadas, mas são aceitáveis aos olhos de Deus com base nas normas acima. Muitos que não têm podido contribuir financeiramente para o sustento do Evangelho têm despendido muito tempo em oração e testemunho, e são aceites de acordo com o que têm, e não o que não têm. Sob a lei, um dia de sete e um décimo do rendimento eram postos de parte para Deus. Sob a graça, tudo o que somos e tudo o que temos pertencem-Lhe. "… não sois de vós mesmos … fostes comprados por bom preço." (1 Coríntios 6:19-20). O ofertar pode e deve ser um meio de adoração. Mas o ofertar é uma questão que deve ser estritamente entre o crente e o seu Senhor; nenhum homem ou homens têm autoridade bíblica para impor ao mais humilde crente quanto ou como deve dar. Quando os crentes são ensinados pela Palavra de Deus, que inclui não somente o Evangelho da graça, mas a verdade a respeito da nossa posição em Cristo e o nosso andar, eles têm alegria em dar, e os esquemas de pressão são desnecessários.

 

- R. B. Shiflet
(Continua)

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