As ofertas sob a graça (I)

r_b_shiflet.jpg     A crescente ênfase em dinheiro na maioria das igrejas está a levar muitas pessoas a estudar a Palavra de Deus no sentido de obterem a verdade sobre este importante assunto. Anualmente surgem novos esquemas de angariação de dinheiro para sustento de organizações eclesiásticas cada vez mais pesadas, a que estão afiliados muitos filhos de Deus. Um professor de uma grande instituição de ensino superior, foi recentemente ouvido aconselhar várias centenas de jovens pregadores a levarem os novos membros das igrejas a assinarem fichas de dízimo logo que se unam à Igreja, "antes que alguém lhes diga que não estão debaixo da lei, mas debaixo da graça." Uma grande igreja numa cidade no leste do Texas tem avaliado os seus membros de acordo com o montante que contribuem para a igreja anualmente, enquanto outra igreja da mesma denominação noutra cidade do Texas desenvolveu um slogan: "Gostaria que o seu vizinho soubesse quanto dá?" Estes são claramente esforços que exploram o desejo de aprovação social e o desejo de superar o próximo, e utilizar estes desejos para aumentar os fundos que entram na organização eclesiástica. A questão que devemos considerar não é se se deve "dar ou não", mas estudar as ofertas como membros do corpo de Cristo, sob a graça, em contraste com as ofertas dos israelitas sob a lei.

     Em primeiro lugar, a palavra "dízimo" é encontrada em apenas uma porção das Escrituras deste lado do Calvário - Hebreus 7:1-10, que remete para Génesis 14:17-24. Muitos ufanam-se nestas passagens, insistindo que, visto que Abraão pagou o dízimo, o dízimo antedata a Lei Mosaica, e portanto, hoje é obrigatório. Usando este mesmo argumento, teríamos de aceitar a circuncisão (Génesis 17:9-14); sacrifícios de animais, (Génesis 4:4; 8:20), e o sétimo dia, o Sábado (Génesis 2:2-3), etc.  Alguns defendem que Hebreus 7:8, que diz que "tomam dízimos homens que morrem," indica, pelo tempo verbal, que eles ainda estão a ser recebidos. Todavia, no mesmo livro, capítulo 10 e versículo 11, lemos que os sacerdotes ainda estavam a oferecer sacrifícios diários, porém tal não indica que Deus estivesse a exigir tanto os dízimos como os sacrifícios naquela altura.

 

- R. B. Shiflet
(Continua)

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