O Evangelho de Paulo: A Resposta Ignorada para as Seitas (I)
Qualquer estudante sincero da Bíblia compreende que as seitas que proliferam hoje estão erradas biblicamente. Uma inspecção breve sobre algumas doutrinas sectárias será suficiente aqui para provar este facto.
As Testemunhas de Jeová negam as doutrinas centrais da fé. A Trindade, a Deidade de Cristo, a Sua ressurreição física e a Sua volta visível, assim como a punição sem fim dos ímpios no inferno são todas negadas por estes sinceros, contudo desencaminhados, seguidores de Charles Tate Russell.
A Igreja Mórmon, a seita que cresce com maior rapidez no mundo, ensina a heresia blasfema de que Deus foi uma vez homem assim como nós somos, que Ele tem um corpo físico como nós e que o homem pode tornar-se sacerdote como Melquisedeque. Além destas e uma porção de outras doutrinas absurdas, ensinam que Jesus Cristo foi concebido através de uma união sexual entre Maria e Deus!
Entre outros falsos ensinamentos, a apóstata Igreja Católica Romana ensina o dogma perverso do purgatório, orações pelos mortos, mariolatria (adoração a Maria) e o pior de todos, o sacrifício da Missa!
Nenhuma destas doutrinas tem qualquer fundamento na Palavra de Deus e todos os crentes procurarão refutá-las com a "espada de dois gumes" que é a Palavra de Deus, a Bíblia (veja Hb.4:12).
Não obstante, enquanto as seitas estão biblicamente erradas, também estão dispensacionalmente erradas! Elas não conseguiram enxergar o ministério distinto do Apóstolo Paulo e a dispensação da graça de Deus comissionados a ele pelo Senhor Jesus Cristo glorificado. Paulo chama esta revelação especial que ele recebeu de "o meu Evangelho" (Rm.2:16), desta forma distinguindo-o do Evangelho pregado pelos Doze Apóstolos (veja Rm.16:25-26).
Para perceber como o Evangelho de Paulo é a resposta ignorada para as seitas, é necessário primeiro entender que Pedro e os outros apóstolos ensinaram algo diferente do que ensinou o Apóstolo Paulo. Não podemos explorar todos os aspectos da questão num estudo deste tamanho, mas podemos de uma maneira abreviada examinar algumas dessas diferenças entre os ministérios de Paulo e o dos Doze.
"O Evangelho do Reino" é o Evangelho (na língua grega: evangelion = "Boas Novas") que foi ensinado por Jesus Cristo e o Evangelho que Ele instruiu para os Doze pregarem (veja Mt.4:23; 9:35; 10:5-7; 24:14). Estas "Boas Novas" foram primeiro dadas a David quando Deus lhe prometeu um reino eterno que seria regido por um dos seus descendentes (veja II Sm.7). Este Evangelho pertence à nação de Israel e terá a sua realização após o período da Tribulação de 7 anos, isto é, no Reino perpétuo. A sua natureza é totalmente terrena, e, contrário ao que muitos acreditam, não pode ser aplicado ao Corpo de Cristo.
Entretanto, "o Evangelho da Graça de Deus" pregado pelo Apóstolo Paulo difere do Evangelho do Reino.
Enquanto o Reino foi predito no Velho Testamento (II Sm.7) e confirmado pelos profetas (Is.9:6-7), o Evangelho de Paulo nunca foi anteriormente revelado nas Escrituras! Através de todas as suas epístolas, encontramos Paulo a afirmar que ele tinha recebido uma dispensação especial de Deus que nunca tinha sido profetizada: "Mas faço-vos saber, irmãos, que o Evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens, porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo" (Gl.1:11-12).
"Se é que tendes ouvido a dispensação da graça de Deus, que para convosco me foi dada; como me foi este mistério manifestado pela revelação... o qual, noutros séculos, não foi manifestado aos filhos dos homens" (Ef.3:2-5).
"Do qual foi feito ministro, pelo dom da graça de Deus, que me foi dado segundo a operação do seu poder... e demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que, desde os séculos, esteve oculto em Deus" (Ef.3:7-9).
Em Actos 2 e 3 encontramos Pedro condenando a nação de Israel por crucificar o seu Rei e por exigir o baptismo para a remissão dos pecados, e não pelo sangue derramado de Jesus Cristo (veja Actos 2:36-38 e Actos 3:14-15). Ele então oferece, mais uma vez, o Reino prometido, se eles se arrependessem dos seus pecados (veja Actos 3:19-20); mas, Israel, como um todo, recusou a oferta e como resultado a nação foi temporariamente posta de lado (Rm.11:25).
Deste modo, começa a mudança dispensacional que tinha estado "oculta em Deus" (Ef.3:9). Saulo, o perseguidor, torna-se Paulo, o Apóstolo da Graça. Ele não condena Israel pela cruz mas ao contrário disso diz: "Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu, para o mundo" (Gl.6:14) e "porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus" (I Co.1:18).
Todos os vestígios da lei de Moisés, que ainda estavam em vigor durante toda a Dispensação do Reino, já estão abolidos; o baptismo, a circuncisão, as leis de dietas e distinções entre Judeus e Gentios estão postos de lado e agora a salvação pela graça, sem qualquer obra, é o programa de Deus para esta dispensação actual (Ef.2:8-9).
(Continua)
A Resposta Ignorada para as Seitas: O Evangelho de Paulo! (I)
A Resposta Ignorada para as Seitas: O Evangelho de Paulo! (II)
A Resposta Ignorada para as Seitas: O Evangelho de Paulo! (III)
A Resposta Ignorada para as Seitas: O Evangelho de Paulo! (IV)
A Resposta Ignorada para as Seitas: O Evangelho de Paulo! (V)
A Resposta Ignorada para as Seitas: O Evangelho de Paulo! (VI)



