Os Últimos Dias (II)

Os Últimos Dias de Pedro

     Antes de podermos entender qualquer parte das Escrituras, devemos conhecer alguma coisa sobre o contexto imediato no qual se encontra tal passagem. Ao seguirmos o assunto dos ÚLTIMOS DIAS referidos por Pedro em Actos 2:17, devemos reconhecer que Pedro estava a falar no Dia de Pentecostes a um grupo de judeus indagantes que se maravilhavam com a habilidade dos discípulos de falarem nas línguas de cada um que estava reunido em Jerusalém para participar daquela festa judaica. Alguns daqueles judeus acusaram os discípulos de estarem bêbados (Actos 2:15). Mas Pedro assegura-lhes que o que eles estavam a testemunhar não era efeito de bebida em excesso. Simplesmente porque, diz Pedro, são apenas 9 horas da manhã e ninguém pode estar embriagado já àquela hora do dia. Ao contrário, em vez de estarem sob a influência de muito vinho, diz ele àqueles judeus, o que vocês estão a testemunhar é exactamente o que o Profeta Joel disse que aconteceria "NOS ÚLTIMOS DIAS" (Act.2:16-17). Qualquer israelita que conhecesse as Escrituras dos profetas saberia que antes da Tribulação Deus derramaria o Seu Santo Espírito sobre o Seu povo. Pedro teve uma rara experiência, na qual era capaz de ter um pé num acontecimento que estava a dar-se durante a sua vida e o outro, numa profecia das Sagradas Escrituras. Então, com toda autoridade diz "ISTO É …". Pedro sabia que ele estava a testemunhar os ÚLTIMOS DIAS daquela época particular em que estava a viver. Em que época Pedro estava a viver e o que havia de tão significante sobre os ÚLTIMOS DIAS neste período?    

     Se tivermos em mente que Pedro viveu na época em que deveria se seguir o Reino do Céu (Mateus 10:7), poderemos prontamente apreciar o significado desta afirmação relativa aos ÚLTIMOS DIAS. Os que ouviam Pedro estavam à espera do dia em que Deus os livraria do domínio romano. Eles esperavam também que o reino de David fosse restabelecido. Portanto, o termo Últimos Dias encontraria eco na mente de todos. Nem todos haviam entendido que Cristo era o prometido para estabelecer aquele tão esperado reino, mas eles entenderam que Pedro estava a falar do fim de um período de tempo que estavam a viver naquela hora e da aproximação de uma época quando a nação de Israel se tornaria independente do domínio romano.

          Para provar a sua afirmação de que os discípulos estavam a falar pelo poder do Espirito Santo, Pedro cita a profecia de Joel (Joel 2:28-32) para mostrar que Deus tinha prometido que antes de restabelecer o Reino de David, Ele daria poder aos Seus servos para que realizassem muitas coisas. Joel profetizou que o Espírito Santo seria derramado sobre toda carne e que o resultado seria: "PROFETIZARÃO", "SONHARÃO SONHOS" e "TERÃO VISÕES" (Actos 2:17). Deus também mostraria sinais de "SANGUE", "FOGO" e "VAPOR DE FUMO" no céu e na terra (v.19). Todos estes SINAIS acontecerão no fim do período que antecederá a chegada do reino. Joel profetizou:

     "O SOL SE CONVERTERÁ EM TREVAS, E A LUA EM SANGUE ANTES DE CHEGAR O GRANDE E O GLORIOSO DIA DO SE¬NHOR"   (Actos 2:20).

          Qualquer judeu que conhecesse as Escrituras Proféticas saberia que um grande julgamento viria sobre a terra neste período (Zacarias 14) que era chamado de "O GRANDE E TERRÍVEL DIA DO SENHOR" (Joel 2:31). Portanto, Joel profetizara que os sinais associados com os "ÚLTIMOS DIAS" viriam antes que o Grande Dia do Senhor chegasse, o que precederia imediatamente o estabelecimento do reino prometido. Sabendo que esta informação fundamental estava nas mentes dos seus ouvintes, Pedro mostrou-lhes que o que eles estavam a testemunhar, ao verem os discípulos capazes de "PROFETIZAR" nas línguas de cada um que estava reunido em Jerusalém, era devido ao facto de Deus ter derramado o Seu Espírito sobre aqueles homens, e não porque eles tinham bebido muito vinho.  

     Uma vez que aqueles judeus reconheciam que estavam a testemunhar os acontecimentos prometidos dos "ÚLTIMOS DIAS" antes que sua nação fosse libertada, deviam ouvir o ministério dos discípulos. Muitos fizeram-no, porque nós lemos sobre os milhares que eram acrescentados ao grupo local de crentes em Jerusalém (Actos 2:41 e 47). Uma vez mais, os líderes políticos da nação rejeitaram o testemunho dos Doze. Eles recusaram-se a reconhecer que a nação estava nos seus "ÚLTIMOS DIAS" daquela época e que o Grande Dia da Ira de Deus estava quase sobre eles. Por causa desta falta de entendimento, os líderes de Israel não se arrependeram de ter matado Cristo (Actos 2:23, 37-38). Em vez de se arrependerem, os líderes daquela nação perseguiram os Doze, tentando impedir o seu ministério (Actos, capítulos 4 a 8).
 
     Por causa da oposição dos lideres de Israel à chamada de arrependimento, ligada à mensagem do reino que estava próximo (que foi oferecido à nação em Actos 3:19-21), Deus suspendeu o Seu programa profético temporariamente, interrompendo o cumprimento daqueles ÚLTIMOS DIAS que levariam à Tribulação.


Marvin Duncan
(Continua)

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