O uso indevido de 2 Crónicas 7:14 (II)
Um breve exame ao contexto de 2 Crónicas 7:14, juntamente com uma apreciação da sua história até àquele momento, mostrar-nos-á que o desafio e a promessa é para Israel na sua relação de concerto com o Senhor. Não tem nada a ver connosco hoje.
No versículo que precede o versículo 14, o Senhor declarou a Salomão, ...
"Se Eu cerrar os céus, e não houver chuva; ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra; ou se enviar a peste entre o Meu povo;..." (2 Crónicas 7:13).
Que o Senhor poderia muito bem fazer essas coisas é algo que Salomão sabia muito bem pelo contrato da lei invocado por Deus para amaldiçoar a terra de Israel se eles persistissem na sua contrariedade e rebeldia para com Ele. A listagem geral das maldições por incumprimento da lei foi estabelecido em Deuteronómio 28, e a maneira progressiva como as maldições seriam vividas pelo país estava descrito em Levítico 26. Salomão sabia de tudo isso e também sabia que o país já tinha experimentado o primeiro curso dessas maldições por causa da sua desobediência e rebeldia. Ele também sabia que, como o contrato da lei invocava, se a nação rejeitasse a misericórdia e a graça revelada durante o reinado do seu pai David, e agora seu, que o "Se eu cerrar os céus ... etc", não simplesmente seria uma possibilidade, mas seria uma realidade para Israel. Eles iriam começar a experimentar estes castigos adicionais do Senhor que a lei exigia sobre a sua terra.
O toque do Senhor na terra de Israel fazia parte do contrato da lei que eles tinham com Deus. Não era algo que Deus fizesse de forma arbitrária, nem era simplesmente o resultado natural da injustiça da sua parte, como se estivessem a ser tratados por Deus de forma semelhante a qualquer outro povo. Em vez disso, o afligir da sua terra era uma maldição contratada e prevista que eles teriam de suportar por causa dos seus fracassos sob a lei. Era uma maldição que eles sabiam que aconteceria antes de eles entrarem na terra, e era uma maldição que eles começaram a experimentar não muito tempo depois de eles entrarem na terra. A terra de Israel foi ferida de doença por Deus ao amaldiçoá-la em conformidade com os termos da Lei e só podia ser curada se Israel seguisse prescrição para a sua cura estabelecida no contrato mesma Lei.
Assim, as maldições contratadas não eram produto de um capricho de Deus. Elas tinham um desígnio para eles. Como é estabelecido em Levítico 26, Deus estava a castigar o Seu povo com elas. O Seu desejo por meio do uso delas era fazer com que Israel "O ouvisse," para ser "repreendido por Ele," para não "andar mais” obstinadamente. Portanto, Ele esperou, como Deus misericordioso que é, que eles fossem exercitados pelo castigo e se "humilhassem e "O buscassem." Se, e quando eles fizessem isso, como o Senhor estabeleceu na lei, Ele não prosseguiria com as maldições, mas abençoá-los-ia na sua terra, exactamente como o contrato invocava.
É isto que o desafio, a promessa, e o programa de 2 Crónicas 7:14 envolve. O que o Senhor declarou naquela proposição a Israel de “Se-Então" era exactamente o que o concerto da Lei contemplava. Mas nesta presente dispensação da graça de Deus esta não é a forma como Ele lida com a igreja o Corpo de Cristo hoje, nem qualquer nação.
(Continua)



