Isto requereu coragem (I)


Cornelius R. Stam     O nosso velho amigo, Sr. Clarence S. Smith, de Lebanon, Ohio, enviou-nos gentilmente um livro que procurávamos localizar há cerca de 40 anos! Intitula-se The Great Heresy Exposed (A Grande Hersia Exposta), e foi escrito em 1896 por J. S. Nelson, um pastor Luterano, que havia sido deposto pela Igreja Luterana por crer e ensinar que o baptismo na água  não tem qualquer ligação legítima com a Igreja, o Corpo de Cristo.

     Havia muita coisa que Nelson ainda não via quando ele escreveu o seu livro. Por exemplo, ele não via a distinção entre a obra regeneradora do Espírito Santo e o baptismo do Espírito Santo em Pentecostes. Assim, também lhe escapou o facto de que o mistério revelado a Paulo pelo Senhor glorificado é a resposta simples e completa para toda a questão do baptismo.

     Havia muita coisa, porém, que ele via, e certamente ele via que o baptismo na água, tal como é praticado hoje - e nos seus dias - é uma heresia que tem contribuído grandemente para a confusão e a divisão que tem avassalado a Igreja durante séculos.

     Mas, se nos nossos dias custa crer e ensinar que o baptismo na água não está incluído no programa de Deus para o Corpo de Cristo, pense no que terá custado nos dias de Nelson, quando a maioria das denominações ainda ensinava que o baptismo na água era um requisito para a salvação. Tal posição exigia coragem rara.

     Citamos a seguir trechos do livro de Nelson, para mostrar que, mesmo antes da viragem do século (XIX para o XX), a verdade abençoado do "Um Só Baptismo" estava a ser corajosamente ensinada por homens de convicção, que estavam dispostos a pagar o custo de serem fiéis à Palavra de Deus.


CITAÇÕES DO LIVRO DE NELSON

     "Imaginemos, se pudermos, a poderosa elevação espiritual que viria ao mundo se todos os ministros da Igreja, de todas as denominações, em toda parte, rejeitassem o baptismo na água ... E voltassem a sua atenção indivisa para a obra redentora de Cristo e para o "baptismo do Espírito Santo”1  através do Evangelho como a única coisa indispensável da salvação, até o mundo se esquecer que ‘o baptismo na água’ alguma vez foi ensinado pela Igreja." (P. 12).

     "Será facilmente admitido que esta questão do baptismo tem sido discutida mais com vista a determinar a forma correcta de administração da água do que a de determinar se é, ou não é, uma ordenança dada pela autoridade de Cristo ou dos Seus apóstolos, perpetuada sob a dispensação Cristã. Esta última fase da questão parece nunca ter sido considerada seriamente ... Que isto [a perpetuação do baptismo na água] é um inteiro mal-entendido da verdade de Deus sobre este assunto, nós esperamos provar plenamente para contento de todos, excepto para aqueles que se tornaram tão cegos pelo preconceito e fanatismo que se tornam incapazes de ver a verdade." (P. 27).

     "... Quando levantamos a questão do baptismo de água, entramos logo num mar encrespado de correntes contrárias, e os homens vêem-se levados para cá e para lá sem carta nem bússola, e o navio de Sião é rasgado e partido por furiosa arrebentação, até haver grande risco de ficar completamente submerso - imerso, de facto - nessas águas furiosas da controvérsia e disputa, no redemoinho e rodopio em que muitos, muitos mesmo, fazem naufrágio na fé? Será esta imagem exagerada? Não, por toda a experiência tida, não, e poderiam ser escritos volumes ilustrativos da sua veracidade." (P. 34).

     "... Como é improvável que Cristo tenha instituído, por ordenança a ser aplicada a todo o mundo, a imersão na água, quando os rigores do inverno e as altas latitudes tornariam a imersão na água extremamente inconveniente, e em alguns lugares absolutamente impossível." (P. 112).

     "Nenhum interesse, quer de Deus, quer da humanidade, é servido pela sua observância [a observância do baptismo na água] .... Pelo contrário, eu tenho mostrado que os mais elevados e mais sagrados interesses da humanidade são postos em perigo por meio dela, na medida em que muitos milhares são e têm sido levados a basear a sua esperança de salvação no facto de terem sido baptizados com água ..." (P. 156).
1 Ele refere-se ao baptismo pelo Espírito Santo no um só corpo (I Cor. 12:13).
(Continua)
CORNELIUS  R.  STAM
 

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