A Salvação Pelo Sangue (IX)

crstam.jpgNÃO HÁ OUTRO CAMINHO

     Caim era evidentemente um homem religioso.  Ele foi o primeiro a trazer um sacrifício para Deus.  Entretanto, ao invés de trazer o sacrifício de sangue que Deus exigiu, ele providenciou uma linda oferta da sua própria criação, o fruto do seu esforço, o fruto do solo (que Deus tinha amaldiçoado).  Sem dúvida que era uma bela criação de hortaliças, com alguns tomates, algumas cenouras, um pouco de milho, etc.  Mas o que dizem as Escrituras?
 
     "...e atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta.  Mas para Caim e para a sua oferta não atentou" (Gn.4:4-5).
 
     E em Hebreus 11:4 encontramos este comentário:
 
     "Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons".
 
     As palavras "pela fé" nesta passagem, indicam que Deus tinha instruído estes irmãos a trazer um sacrifício de sangue, pois "a fé vem pelo ouvir" (Rm.10:17).  Nós acreditamos – ou não acreditamos – naquilo que ouvimos, e ouvimos o que foi dito.  O sacrifício de Abel foi "maior" do que o de Caim porque foi trazido com fé.  Ele ofereceu o sacrifício que Deus tinha lhe dito para trazer, enquanto que Caim ofereceu um sacrifício que ele pensou que fosse melhor, um sacrifício que expressava a sua vontade e justiça própria ao invés de submissão a Deus e fé Nele.  Deus recusa-se a aceitar qualquer oferta deste tipo.
 
     Quando Deus rejeitou assim a oferta de Caim, lemos que "irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o seu semblante" (Gn.4:5).
 
     "E o Senhor disse a Caim: Por que te iraste?  E por que descaiu o teu semblante? 

     “Se bem fizeres, não é certo que serás aceito?  E se não fizeres bem, o pecado   jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar" (Gn.4:6-7).
 
     Caim, como Abel, poderia ter trazido a Deus um sacrifício de sangue. Se ele tivesse praticado "a obediência da fé", ele teria feito isso. De facto, mesmo depois, Deus deu-lhe uma oportunidade, advertindo-o por causa da sua atitude, e instou com ele: "Se bem fizeres, não te aceitarei?  E mesmo se não fizeres bem, isto é, se tiveres pecado, poderás também trazer uma oferta pelo pecado."
 
     A lição a ser aprendida é a seguinte: Há só um caminho para se chegar a Deus - o caminho da cruz.  Nenhum de nós tem qualquer direito intrínseco ao céu ou a ser aceito por Deus. O céu é de Deus, não nosso.  Cabe a Ele dizer se podemos ou não entrar. E uma vez que o pecado nunca pode entrar no céu, Deus tem sido mais do que gracioso em pagar Ele próprio a punição pelos nossos pecadosa fim de podermos ser "justificados gratuitamente pela Sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus" (Rm.3:24).
 
     Talvez o leitor se considera justo há muito tempo, pensando que a sua justiça pessoal ou as suas "boas" obras lhe granjearão uma entrada para a presença de Deus.  Se assim for, é preciso mudar o seu modo de pensar agora, antes que seja tarde demais.  Ouça o que Deus disse a Caim e aprenda a lição.  Se o leitor fosse perfeito, Deus não aceitá-lo-ia?  Mas uma vez que não é perfeito, e de facto está bem longe de ser perfeito, há apenas uma maneira para encontrar a salvação e o perdão – a Sua maneira.  Aproxime-se de Deus reconhecendo o seu pecado e a sua desesperada necessidade.  Chegue-se a Ele apenas com a súplica de que Cristo derramou o Seu sangue e morreu por si no Calvário.  Venha como estiver, com todo o seu pecado, venha com o seu desespero e a sua necessidade e Ele graciosamente o aceitará, mas se vier defendendo a sua própria "bondade", Ele certamente o rejeitará.  Ele não aceitará no céu ninguém que se vanglorie (Ef.2:8-9).
 
     Como este escritor destacou num folheto evangelístico, escrito há muitos anos:
 
     "Se o leitor quiser ser salvo da justa punição do pecado, lembre-se disto: há apenas uma coisa que Deus, o Juiz de todos, espera de si.  Ele espera que deixe de dizer coisas em sua própria defesa.  Não é o pecado que mantém o homem fora do céu, é a sua atitude.  Deus, no Seu amor, fez a provisão completa para o pecado para o pecado, pagando Ele mesmo a punição.  Porém Ele não fez nenhuma provisão para uma atitude de justiça própria.
 
     “Às vezes, como sabe, o réu chega ao ponto em que o seu advogado lhe diz: 'Seria vantajoso para si declarar-se culpado e ficar à mercê do tribunal!'
 
     “Esta é exactamente a nossa posição.  Como podemos falar que cumprimos a Lei quando somos tão culpados de a transgredir?  Continue a defender-se e Deus nunca o salvará, pois Ele não permitirá que alguém se glorie no céu – especialmente falsamente.  Mas confesse a sua culpa, lance-se na misericórdia de Deus e Ele perdoá-lo-á graciosamente e justificá-lo-á através de Cristo e a Sua obra completa da redenção."
 
     É por isso que Paulo exclamou aos seus ouvintes:
 
     "Seja-vos pois notório, varões irmãos, que por Este se vos anuncia A REMISSÃO DOS PECADOS. E de tudo o que, pela lei de Moisés, não pudestes ser JUSTIFICADOS por ele é justificado todo aquele que crê" (Actos 13:38-39).
 
     Não continue no "caminho de Caim", pois é interessante observar que, enquanto que ele ter sido culto demais, refinado demais para matar um cordeiro para o sacrifício, ele não foi refinado demais para espancar o seu próprio irmão até à morte num acesso de ciúmes.  Este incidente tem a sua contrapartida entre os liberais dos nossos dias que proclamam que a salvação pelas boas obras é um caminho melhor do que a salvação pelo sangue.  Os resultados com estes também serve apenas para salientar o seu erro doutrinal, pois são grandemente responsáveis pela impiedade e imoralidade que tem grassado tanto o mundo actual.
 
     Caro leitor não salvo, ponha de lado a sua justiça própria, renuncie ao "caminho de Caim" e com o coração humilde reconheça-se como um pecador por quem Cristo morreu, confiando n’Ele como seu Salvador e Senhor.
 
     "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé (no sangue derramado de Cristo); e isto não vem de vós; é dom de Deus.  Não vem das obras, para que ninguém se glorie" (Ef.2:8-9).

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