A Salvação Pelo Sangue (III)
OS INCRÉDULOS E O SANGUEMuitas pessoas estão preparadas e contentes por crer que Deus perdoa pecadores "segundo as riquezas da Sua graça", mas poucas aceitam o facto básico e fundamental que:
"temos a redenção pelo Seu (Cristo) sangue", e que é nesta base apenas que Deus confere aos pecadores que crêem "a remissão das ofensas, segundo as riquezas da Sua graça" (Ef.1:7).
Por natureza o homem é muito justo a seus olhos e tem tendência em ofender-se quando lhe dizem que a salvação foi comprada para ele pelo derramamento do sangue de Cristo. Ele protesta, dizendo: "Sou eu tão mau que alguém tivesse que morrer para me salvar de ter de pagar pelos meus pecados?" O derramamento do sangue de Cristo em pagamento da sua dívida devido ao seu pecado é algo profundamente ofensivo para ele. Esta atitude é o que Paulo denomina "o escândalo da cruz" (Gl.5:11).
Esta também é a atitude de muitos clérigos. Há algum tempo atrás um pregador liberal declarou: "A doutrina da salvação através do sangue derramado de Cristo é repugnante às inteligências mais finas". Contudo, é uma das verdades básicas da Palavra de Deus, um dos fundamentos da fé cristã, o facto de "sem derramamento de sangue não há remissão" (Hb.9:22).
Mas, caro amigo, se o pensamento do sangue derramado pelo pecado lhe é repugnante, apressamo-nos a assegurar-lhe que também é repugnante para nós - e para Deus. E é tão repugnante para Deus, que a verdade é que como Juiz Supremo de todos Ele tem de condenar e punir o pecado.
Voltemos então a considerar a validade e importância da doutrina bíblica da salvação através do sangue derramado de Cristo.



