Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (LXVIII)

crstam.jpgUMA COMISSÃO MAIOR

     Depois da Sua morte e ressurreição o Senhor deu aos apóstolos (excepto a Judas Iscariotes) uma comissão maior.  Erroneamente, esta comissão tem sido chamada “a grande comissão”, “os últimos mandamentos do Senhor para nós” e “a nossa guia de marcha”.  Deste erro tem surgido muita discórdia sobre o baptismo na água, sinais físicos e políticos, etc.

     Esta nova comissão não era de modo algum um desvio do programa profético; pelo contrário, era um desenvolvimento do mesmo.

     Se examinarmos as passagens que contêm o mandamento de Nosso Senhor para se ir e pregar “o Evangelho”, não encontramos lá qualquer indicação que Ele tinha em vista um Evangelho diferente daquele que eles tinham estado a pregar.  E, lembrem-nos que esse Evangelho (boas novas) dizia respeito ao Messias e ao Seu reino.  É específica e repetidamente chamado “o Evangelho do reino” (Mateus 4:23; 9:35; 24:14; Lucas 9:2, 6; etc.).

     Assumir que o Senhor os está a enviar a pregar e proclamar “o Evangelho da graça de Deus” não tem qualquer justificação.  De facto, “o Evangelho da graça de Deus” nunca foi pregado nem sequer mencionado antes de Paulo ter sido levantado e enviado a declará-lo (Ver Actos 20:24; cf. Rom. 3:21-28; Ef. 3:1-3).

     Comparemos as comissões pré e pós ressurreição de nosso Senhor, lembrando-nos que ambas foram dadas ao mesmo grupo de homens:

     1.  Assim como os apóstolos tinham sido enviados só a uma nação, eles agora eram enviados a todas as nações, começando por Jerusalém (Lucas 24:47; Actos 1:8).  Isto não era nenhum desvio do primeiro programa, mas um desenvolvimento do mesmo, pois o Senhor tinha tratado com a nação de Israel de tal maneira que eles podiam tornar-se uma bênção para todas as nações.

     Agora era assumido que Israel aceitaria o Seu Messias ressuscitado e que o programa continuaria.

     2.  Sob esta comissão o reino, primeiramente proclamado como “tendo chegado”, era agora oferecido para que Israel o aceitasse (Actos 2:36-39; 3:19-26).  De novo aqui o desenvolvimento do mesmo programa.

     3.  Sob esta comissão foi dado aos discípulos de Cristo maiores poderes miraculosos do que antes (Marcos 16:17-18; João 14:12; cf. princípio dos Actos).  Temos aqui de novo um desenvolvimento do mesmo programa.

     4.  Sob esta comissão toda a igreja Pentecostal tinha, agora, todas as coisas em comum.  Ler cuidadosamente Actos 2:44-45; 4:32-37 vejamos como isto também é um desenvolvimento do mesmo programa.

     5.  Sob esta comissão o arrependimento e o baptismo eram requeridos para a remissão de pecados e em consequência disto o Espírito Santo dado imediatamente (Marcos 16:16-18: cf. Actos 2:38).  Temos uma vez mais, aqui, um desenvolvimento do mesmo programa.

     Que erro chamar a isto “a grande comissão” e “a nossa guia de marcha”!  Quão patético é vermos crentes sinceros tentarem levar a cabo inutilmente esta comissão e estas ordens!  Mas ... pior que isso: Que confusão, divisão e pesar tem este erro trazido à igreja; isto, ... para não mencionar os efeitos sobre os perdidos que contemplam estupefactos este triste quadro.

     Se esta comissão incorpora o programa de Deus para os nossos dias, como responderemos aos Adventistas do Sétimo Dia quando ensinam legalismo baseando-se em Mateus 28:20 e 23:23, ou à chamada “Igreja de Cristo” quando ensina que o baptismo é requerido para a salvação, tomando por base Marcos 16:16, ou aos Pentecostais, quando eles insistem que os milagres poderosas de Marcos 16:17-18 são os sinais de verdadeira fé, ou aos Católicos Romanos quando eles citam João 20:22-23 e insistem no direito de perdoar pecados?

CORNELIUS  R.  STAM
 
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