Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (LIV)
AS DUAS IGREJAS NÃO DEVEM SER CONFUNDIDAS
Nós devemos ter cuidado em não confundir esta igreja descrita em Efésios com a que o Senhor falou a Pedro. Esta, a que o Senhor falou a Pedro, era uma igreja profetizada. Aquela era um mistério. Os planos e especificações para a igreja profetizada encontram-se nas Escrituras do Velho Testamento. Os planos e especificações para a igreja do mistério “estiveram ocultos desde os tempos eternos” (Rom. 16:25), “ocultos desde todos os séculos e em todas as gerações” (Col. 1:26), “noutros séculos ... não manifestados” (Ef. 3:5), porém foram revelados ao Apóstolo Paulo e por seu intermédio.
Resumindo, tanto Pedro como Paulo edificaram sobre o mesmo fundamento, porém, enquanto a igreja milénial há-de ser edificada sobre nosso Senhor como Messias de Israel, a igreja da presente dispensação é edificada sobre Ele como Cabeça glorificada do corpo, rejeitado na terra, mas exaltado acima de tudo, à mão direita de Deus, no céu.
A distinção é claramente vista numa comparação de Actos 2 com II Timóteo 2.
Na primeira passagem Pedro declara que Deus ressuscitou Cristo de entre os mortos para O assentar no trono de David (Actos 2:29-36). Na outra passagem Paulo exorta Timóteo:
“Considera o que digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo.
“LEMBRA-TE DE QUE JESUS CRISTO, QUE É DA DESCENDÊNCIA DE DAVID, RESSUSCITOU DOS MORTOS, SEGUNDO O MEU EVANGELHO;
“Pelo que sofro trabalhos e até prisões, como um malfeitor; mas a Palavra de Deus não está presa” (II Tim. 2:7-9).
Para se compreender o que o apóstolo quer dizer quando diz que Jesus Cristo, da semente de David, (também) ressuscitou dos mortos segundo o seu Evangelho, temo-nos de voltar para Efésios 1 e 2, onde o encontramos a orar para que aos crentes lhes possa ser dada a percepção espiritual que lhes permita verem
“... qual seja a esperança da Sua vocação, e quais as riquezas da glória da Sua herança nos santos;
“E QUAL A SOBRE-EXCELENTE GRANDEZA DO SEU PODER SOBRE NÓS, OS QUE CREMOS, SEGUNDO A OPERAÇÃO DA FORÇA DO SEU PODER,
“QUE MANIFESTOU EM CRISTO, RESSUSCITANDO-O DOS MORTOS, E PONDO-O À SUA DIREITA NOS CÉUS” (Ef. 1:18-20).
“MAS DEUS, QUE É RIQUÍSSIMO EM MISERICÓRDIA, PELO SEU MUITO AMOR COM QUE NOS AMOU,
“ESTANDO NÓS AINDA MORTOS EM NOSSAS OFENSAS, NOS VIVIFICOU JUNTAMENTE COM CRISTO (PELA GRAÇA SOIS SALVOS),
“E NOS RESSUSCITOU JUNTAMENTE COM ELE E NOS FEZ ASSENTAR NOS LUGARES CELESTIAIS, EM CRISTO JESUS” (Ef. 2:4-6).
Certamente que se Pedro conhecesse tal mensagem, tê-la-ia pregado em Pentecostes. Porém não a conhecia. Em Pentecostes ele apenas proclamou Cristo como o Salvador-Rei que Deus ressuscitara de entre os mortos para O assentar no trono de David. Ele chamou Israel ao arrependimento e ao baptismo para a remissão de pecados a fim de que os tempos do refrigério viessem e Deus enviasse Jesus, que eles tinham rejeitado e crucificado. (Actos 3:19-21).
Na verdade o ministério de Pedro foi acompanhado de sinais miraculosos que “se desvaneceram” durante o ministério de Paulo, mas quem é que conhecendo o poder da ressurreição de Cristo quererá o “poder Pentecostal”? (Ef. 1:19-20; Fil. 3:10).
É esta mensagem, que Satanás odeia tão severamente e se opõe tão furiosamente, que levou Paulo a padecer como um malfeitor em cadeias. Não é de admirar! Com a rejeição a que Israel votou Cristo parecia que toda a esperança para o mundo se tinha esfumado; que o homem tornara a sua salvação impossível; que as promessas de Deus tinham falhado; quando vem então a revelação do mistério! O principal dos pecadores foi salvo e enviado a proclamar “o Evangelho da graça de Deus”. A própria cruz que soletrara a condenação do homem era agora revelada como o meio eficaz da sua salvação, e todos os que confiassem no sangue derramado de Cristo receberiam gratuitamente a remissão dos pecados e uma posição em Cristo à mão direita de Deus, nos céus!
Resumindo, tanto Pedro como Paulo edificaram sobre o mesmo fundamento, porém, enquanto a igreja milénial há-de ser edificada sobre nosso Senhor como Messias de Israel, a igreja da presente dispensação é edificada sobre Ele como Cabeça glorificada do corpo, rejeitado na terra, mas exaltado acima de tudo, à mão direita de Deus, no céu.
A distinção é claramente vista numa comparação de Actos 2 com II Timóteo 2.
Na primeira passagem Pedro declara que Deus ressuscitou Cristo de entre os mortos para O assentar no trono de David (Actos 2:29-36). Na outra passagem Paulo exorta Timóteo:
“Considera o que digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo.
“LEMBRA-TE DE QUE JESUS CRISTO, QUE É DA DESCENDÊNCIA DE DAVID, RESSUSCITOU DOS MORTOS, SEGUNDO O MEU EVANGELHO;
“Pelo que sofro trabalhos e até prisões, como um malfeitor; mas a Palavra de Deus não está presa” (II Tim. 2:7-9).
Para se compreender o que o apóstolo quer dizer quando diz que Jesus Cristo, da semente de David, (também) ressuscitou dos mortos segundo o seu Evangelho, temo-nos de voltar para Efésios 1 e 2, onde o encontramos a orar para que aos crentes lhes possa ser dada a percepção espiritual que lhes permita verem
“... qual seja a esperança da Sua vocação, e quais as riquezas da glória da Sua herança nos santos;
“E QUAL A SOBRE-EXCELENTE GRANDEZA DO SEU PODER SOBRE NÓS, OS QUE CREMOS, SEGUNDO A OPERAÇÃO DA FORÇA DO SEU PODER,
“QUE MANIFESTOU EM CRISTO, RESSUSCITANDO-O DOS MORTOS, E PONDO-O À SUA DIREITA NOS CÉUS” (Ef. 1:18-20).
“MAS DEUS, QUE É RIQUÍSSIMO EM MISERICÓRDIA, PELO SEU MUITO AMOR COM QUE NOS AMOU,
“ESTANDO NÓS AINDA MORTOS EM NOSSAS OFENSAS, NOS VIVIFICOU JUNTAMENTE COM CRISTO (PELA GRAÇA SOIS SALVOS),
“E NOS RESSUSCITOU JUNTAMENTE COM ELE E NOS FEZ ASSENTAR NOS LUGARES CELESTIAIS, EM CRISTO JESUS” (Ef. 2:4-6).
Certamente que se Pedro conhecesse tal mensagem, tê-la-ia pregado em Pentecostes. Porém não a conhecia. Em Pentecostes ele apenas proclamou Cristo como o Salvador-Rei que Deus ressuscitara de entre os mortos para O assentar no trono de David. Ele chamou Israel ao arrependimento e ao baptismo para a remissão de pecados a fim de que os tempos do refrigério viessem e Deus enviasse Jesus, que eles tinham rejeitado e crucificado. (Actos 3:19-21).
Na verdade o ministério de Pedro foi acompanhado de sinais miraculosos que “se desvaneceram” durante o ministério de Paulo, mas quem é que conhecendo o poder da ressurreição de Cristo quererá o “poder Pentecostal”? (Ef. 1:19-20; Fil. 3:10).
É esta mensagem, que Satanás odeia tão severamente e se opõe tão furiosamente, que levou Paulo a padecer como um malfeitor em cadeias. Não é de admirar! Com a rejeição a que Israel votou Cristo parecia que toda a esperança para o mundo se tinha esfumado; que o homem tornara a sua salvação impossível; que as promessas de Deus tinham falhado; quando vem então a revelação do mistério! O principal dos pecadores foi salvo e enviado a proclamar “o Evangelho da graça de Deus”. A própria cruz que soletrara a condenação do homem era agora revelada como o meio eficaz da sua salvação, e todos os que confiassem no sangue derramado de Cristo receberiam gratuitamente a remissão dos pecados e uma posição em Cristo à mão direita de Deus, nos céus!
CORNELIUS R. STAM
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