Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (L)

crstam.jpgMAIS DUAS VOZES

    
 PEDRO EM JOPE  PAULO EM JERUSALÉM

Actos 10:9-16

“E no dia Seguinte ... subiu Pedro ao terraço para ORAR, quase à hora Sexta.

“E, tendo fome, quis comer; e, enquanto lho preparavam sobreveio-lhe um ARREBATAMENTO DE SENTIDOS,

“E viu o céu aberto, e que descia um vaso, como se fosse um grande lençol atado pelas Quatro pontas, e vindo para a terra.

“No Qual havia de todos os animais quadrúpedes e répteis da terra, e aves do céu.

“E FOI-LHE DIRIGIDA UMA VOZ: Levanta-te, Pedro, mata e come.

“MAS PEDRO DISSE: De modo nenhum, Senhor, porque nunca comi coisa alguma comum e imunda.

“E segunda vez lhe disse a voz: Não falas tu comum ao que Deus purificou.

“E aconteceu isto por três vezes e o vaso tornou a recolher-se no céu” “E EU DISSE: Senhor, eles bem sabem que eu lançava na prisão e açoitava nas sinagogas os que criam em Ti.

 Actos 22:17-21

“E aconteceu que, tornando eu para Jerusalém, quando ORAVA no templo, fui ARREBATADO PARA FORA DE MIM.

“E VI AQUELE QUE ME DIZIA: Dá-te depressa, e sai apressadamente de Jerusalém; porque não receberão o teu testemunho acerca de Mim.

“E EU DISSE: Senhor, eles bem sabem que eu lançava na prisão e açoitava nas sinagogas os que criam em Ti.

 “E quando o sangue de Estêvão, Tua testemunha, se derramava, também eu estava presente, e consentia na sua morte, e guardava os vestidos dos que o matavam.

“E disse-me: Vai, porque hei-de enviar-te aos Gentios de longe”.



     Aqui, uma vez mais, Pedro e Paulo ouviram, cada um, uma voz; cada um num arrebatamento de sentidos e cada um estando a orar na altura.  A experiência de Pedro dizia respeito ao propósito de Deus em se voltar para os Gentios; a de Paulo dizia respeito ao Seu propósito em deixar de tratar com Israel.  Ambos replicaram com Deus.

     Pedro, na sua repulsa pelos animais imundos, objectou dizendo que nunca tinha comido nada comum ou imundo.  Paulo, na sua avidez de ministrar em Jerusalém e de ganhar os seu parentes para Cristo, argumentou dizendo que eles todos o conheciam como ex-perseguidor da igreja.

     Contudo, o Senhor insistiu em levar a cabo o Seu propósito em ambos os casos.  A Pedro Ele disse, “Não faças tu comum ao que Deus purificou”, e mandou-o ir aos Gentios “nada duvidando”.  A Paulo Ele replicou, dizendo, “Vai, porque hei-de enviar-te aos Gentios de longe”.

     Nós estamos bem cientes de que Pedro não proclamou o mistério do propósito de Deus e a Sua graça a estes Gentios.  Ele nem sequer tinha conhecimento dele.  Ele nem sequer sabia porque é que Deus o estava a enviar e, até quando foi chamado para prestar contas da sua acção, explicou simplesmente: “quem era então eu, para que pudesse resistir a Deus?” (Actos 11:17).  Mais, o seu ministério na casa de Cornélio foi acompanhado pelo baptismo na água e por sinais miraculosos.

     Não obstante isso, a missão de Pedro foi um dos primeiros passos dados na introdução do mistério, do plano de Deus em abençoar as nações a despeito da rejeição a que Israel votou Cristo.

     Apesar de reconhecermos o aspecto real da mensagem de Pedro e da conversão de Cornélio muito bem, não nos devemos esquecer dos seguintes factos:

     1.  O incidente ocorreu depois da conversão de Saulo, que foi o primeiro passo na introdução da nova dispensação (I Tim. 1:13-16).

     2.  Pedro não foi enviado a Cornélio sob a chamada “grande comissão”, mas sob uma comissão especial; não porque Israel tivesse aceitado o Messias, mas devido ao facto de O ter rejeitado.  A ida de Pedro não foi o passo seguinte no levar a cabo da “grande comissão”, pois segundo essa comissão Israel teria de primeiro ser trazida aos pés do Messias (ver Lucas 24:47;  Actos 1:8; 3:25-26) e acontece que se tornava cada vez mais evidente que Israel não aceitaria o Messias.

     3.  Aprendemos aqui pela primeira vez que Deus não faz qualquer “diferença” entre Judeus e Gentios (Actos 15:9).  Como já vimos, isso não era assim sob a chamada “grande comissão, nem será assim no dia do Senhor, quando essa comissão for levada a cabo (Mateus 24:14 cf. Isa. 60:1-3).  Porém antes do término do período dos Actos é claramente demonstrado que “Não há diferença”, quer quanto ao pecado do homem (Rom. 3:22-23) quer quanto à graça de Deus (Rom. 10:12).

     4.  Foi na base da experiência de Pedro que o ministério de Paulo para com os Gentios foi reconhecido pela igreja em Jerusalém (ler cuidadosamente Actos 15:7-35).

     A experiência de Paulo no templo, no primeiro regresso que ele fez a Jerusalém após a sua conversão, indica claramente que a rejeição de Cristo por parte de Israel tinha agora sido assumida.  Tendo a mensagem dos doze sido rejeitada, Paulo supunha que eles agora o escutariam, uma vez que ele os tinha conduzido na sua perseguição a Cristo.  Porém o Senhor sabia melhor e disse: “Eles não receberão o teu testemunho acerca de Mim.”

     Recordemos uma vez mais porque é que Deus suspendeu os Seus tratos com Israel como nação:

     “PORQUE DEUS ENCERROU A TODOS DEBAIXO DA DESOBEDIEÊNCIA, PARA COM TODOS USAR DE MISERICÓRDIA.

     “Ó PROFUNDIDADE DA RIQUEZAS, TANTO DA SABEDORIA COMO DA CIÊNCIA DE DEUS!  QUÃO INSONDÁVEIS SÃO OS SEUS JUÍZES, E QUÃO INEXCRUTÁVEIS OS SEUS CAMINHOS!”  (Rom. 11:32-33).


CORNELIUS  R.  STAM
 
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