Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XLIX)
OS SOFRIMENTOS E A GLÓRIA
A promessa do Senhor em Mateus 19:28 não deixara quaisquer dúvidas de que os doze ocupariam tronos com Cristo, no Seu reino, e o que Pedro viu e ouviu “no monte santo” dizia respeito à glória que ele participaria no reino de Cristo.
Porém, o que Paulo viu e ouviu dizia respeito aos sofrimentos do Senhor - e aos seus. O Senhor rejeitado disse a Saulo: “Porque Me persegues?”, mas também disse a Ananias a respeito de Saulo: “Eu te mostrarei quanto deve padecer pelo Meu nome” (Actos 9:16). Cristo, em graça, permaneceria no exílio, rejeitado ainda pelo mundo, contudo Paulo, o pecador salvo pela graça, suportara os seus sofrimentos e a rejeição.
Isto explica Col. 1:24, onde o apóstolo diz:
“Regozijo-me agora no que PADEÇO por vós, e na minha carne CUMPRO O RESTO DA AFLIÇÕES DE CRISTO, pelo Seu corpo que é a Igreja.”
Em que sentido é que Paulo cumpriu o resto das aflições de Cristo? Certamente que ele não podia acrescentar nada à obra consumada da redenção. O ponto é que, apesar do sofrimento vicarial de Cristo ter já passado, Ele ainda era rejeitado, e em graça escolheu continuar assim durante algum tempo em vez de julgar imediatamente os Seus inimigos. Assim, adiando “o dia da Sua ira”, salvou Saulo, o Seu inimigo principal, e enviou-o a proclamar graça e paz aos Seus inimigos em toda a parte. Assim, o grande perseguidor tornava-se agora no perseguido, levando em si as aflições da rejeição contínua de Cristo. E durante o tempo em que o Senhor continuar ausente em graça nós, membros do corpo de Cristo, seguimos Paulo nisto, como está escrito:
“PORQUE A VÓS FOI CONCEDIDO, EM RELAÇÃO A CRISTO, NÃO SOMENTE CRER NELE, COMO TAMBÉM PADACER POR ELE, TENDO O MESMO COMBATE QUE JÁ EM MIM TENDES VISTO E AGORA OUVIS ESTAR EM MIM” (Fil. 1:29-30).
Contudo, tais sofrimentos são doces. O apóstolo denomina-os sofrimentos “com Cristo” (Rom. 8:17), “as aflições de Cristo” (II Cor. 1:5), “a comunhão das Suas aflições”, e suspira por esta comunhão (Fil. 3:10).
Poderá ser perguntado: Os doze também não sofreram por Cristo? Sim, mas sempre na esperança de Israel aceitar ainda Cristo. Quando Paulo, em vez de Pedro, toma o lugar de proeminência no Livro dos Actos, é porque a rejeição de Cristo por parte de Israel é reconhecida e assumida. Certamente que isto não quer dizer que Deus terminou logo os Seus tratos com Israel como nação, pois a sentença oficial sobre Israel não é pronunciada antes de Actos 28:28.
Paulo foi assim chamado a pregar Cristo a um mundo que rejeitava Cristo e a sofrer por isso. Ele foi escolhido para cumprir o que ainda restava dos sofrimentos de Cristo - e assim nós também, pois ele exorta-nos, pelo espírito: “Sede também meus imitadores, irmãos” (Fil. 3:17).
Cristo ainda continua rejeitado e ainda continua ausente, e nós suportar, ou deveríamos suportar, na nossa carne os sofrimentos da Sua rejeição. Num mundo em inimizade contra Deus e o Seu Cristo nós clamamos:
“... SOMOS EMBAIXADORES DA PARTE DE CRISTO, COMO SE DEUS POR NÓS ROGASSE. ROGAMO-VOS POIS DA PARTE DE CRISTO QUE VOS RECONCILIEIS COM DEUS.
“AQUELE QUE NÃO CONHECEU PECADO, O FEZ PECADO POR NÓS; PARA QUE NELE FOSSEMOS FEITOS JUSTIÇA DE DEUS” (II Cor. 5:20-21).
Cristo morreu em nosso lugar, e nós consideramos um alto privilégio erguermo-nos diante dos homens em Seu lugar, ainda que frequentemente isso envolva sofrimento. Como Paulo nós instamos com os homens e dizemos: “Cristo não está aqui; vós não O quisestes, porém nós estamos aqui em Seu lugar para vos dizer que Ele vos ama e morreu por vós para poderdes ser reconciliados com Deus por meio dos Seus méritos”.
Porém, o que Paulo viu e ouviu dizia respeito aos sofrimentos do Senhor - e aos seus. O Senhor rejeitado disse a Saulo: “Porque Me persegues?”, mas também disse a Ananias a respeito de Saulo: “Eu te mostrarei quanto deve padecer pelo Meu nome” (Actos 9:16). Cristo, em graça, permaneceria no exílio, rejeitado ainda pelo mundo, contudo Paulo, o pecador salvo pela graça, suportara os seus sofrimentos e a rejeição.
Isto explica Col. 1:24, onde o apóstolo diz:
“Regozijo-me agora no que PADEÇO por vós, e na minha carne CUMPRO O RESTO DA AFLIÇÕES DE CRISTO, pelo Seu corpo que é a Igreja.”
Em que sentido é que Paulo cumpriu o resto das aflições de Cristo? Certamente que ele não podia acrescentar nada à obra consumada da redenção. O ponto é que, apesar do sofrimento vicarial de Cristo ter já passado, Ele ainda era rejeitado, e em graça escolheu continuar assim durante algum tempo em vez de julgar imediatamente os Seus inimigos. Assim, adiando “o dia da Sua ira”, salvou Saulo, o Seu inimigo principal, e enviou-o a proclamar graça e paz aos Seus inimigos em toda a parte. Assim, o grande perseguidor tornava-se agora no perseguido, levando em si as aflições da rejeição contínua de Cristo. E durante o tempo em que o Senhor continuar ausente em graça nós, membros do corpo de Cristo, seguimos Paulo nisto, como está escrito:
“PORQUE A VÓS FOI CONCEDIDO, EM RELAÇÃO A CRISTO, NÃO SOMENTE CRER NELE, COMO TAMBÉM PADACER POR ELE, TENDO O MESMO COMBATE QUE JÁ EM MIM TENDES VISTO E AGORA OUVIS ESTAR EM MIM” (Fil. 1:29-30).
Contudo, tais sofrimentos são doces. O apóstolo denomina-os sofrimentos “com Cristo” (Rom. 8:17), “as aflições de Cristo” (II Cor. 1:5), “a comunhão das Suas aflições”, e suspira por esta comunhão (Fil. 3:10).
Poderá ser perguntado: Os doze também não sofreram por Cristo? Sim, mas sempre na esperança de Israel aceitar ainda Cristo. Quando Paulo, em vez de Pedro, toma o lugar de proeminência no Livro dos Actos, é porque a rejeição de Cristo por parte de Israel é reconhecida e assumida. Certamente que isto não quer dizer que Deus terminou logo os Seus tratos com Israel como nação, pois a sentença oficial sobre Israel não é pronunciada antes de Actos 28:28.
Paulo foi assim chamado a pregar Cristo a um mundo que rejeitava Cristo e a sofrer por isso. Ele foi escolhido para cumprir o que ainda restava dos sofrimentos de Cristo - e assim nós também, pois ele exorta-nos, pelo espírito: “Sede também meus imitadores, irmãos” (Fil. 3:17).
Cristo ainda continua rejeitado e ainda continua ausente, e nós suportar, ou deveríamos suportar, na nossa carne os sofrimentos da Sua rejeição. Num mundo em inimizade contra Deus e o Seu Cristo nós clamamos:
“... SOMOS EMBAIXADORES DA PARTE DE CRISTO, COMO SE DEUS POR NÓS ROGASSE. ROGAMO-VOS POIS DA PARTE DE CRISTO QUE VOS RECONCILIEIS COM DEUS.
“AQUELE QUE NÃO CONHECEU PECADO, O FEZ PECADO POR NÓS; PARA QUE NELE FOSSEMOS FEITOS JUSTIÇA DE DEUS” (II Cor. 5:20-21).
Cristo morreu em nosso lugar, e nós consideramos um alto privilégio erguermo-nos diante dos homens em Seu lugar, ainda que frequentemente isso envolva sofrimento. Como Paulo nós instamos com os homens e dizemos: “Cristo não está aqui; vós não O quisestes, porém nós estamos aqui em Seu lugar para vos dizer que Ele vos ama e morreu por vós para poderdes ser reconciliados com Deus por meio dos Seus méritos”.
CORNELIUS R. STAM
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