Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XXXI)
ISRAEL UNE-SE À REBELIÃO DO MUNDO
Não deve ser suposto que a inimizade de Israel contra Cristo terminou com o homicídio de Estêvão. Este não foi senão o começo duma intensa e prolongada perseguição a Cristo e aos Seus seguidores:
“E fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e da Samaria, excepto os apóstolos” (Actos 8:1).
Saulo de Tarso era o líder desta perseguição:
“E Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas: e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão” (Actos 8:3).
Os Gentios já se tinham rebelado há muito tempo contra Deus, na torre de Babel (Gén. 11:3-4), “quando não se importaram de ter o conhecimento de Deus” (Rom. 1:28). Devido a isso Deus “abandonou-os” finalmente (Rom. 1:24, 26, 28) e espalhou-os sobre a face da terra (Gén. 11:9). Agora Israel unia-se à rebelião e Deus também teve que os abandonar e espalhar.
Alguns supõem que a dispersão dos discípulos de Jerusalém para a Judéia e Samaria foi em cumprimento da “grande comissão” registada em Actos 1:8. Contudo, o que se passou foi precisamente o oposto. Os discípulos não deixaram Jerusalém em resposta a qualquer mandamento do Senhor. Eles fugiram pelas suas vidas. E os doze apóstolos, aqueles a quem o Senhor tinha mandado ir de Jerusalém para todo o mundo, continuaram em Jerusalém!
Decerto que era natural que os crentes em Jerusalém fugissem quando a terrível perseguição rebentou, porém como classificaremos a conduta dos doze apóstolos ao ficarem ali?
Estariam a transgredir o seu dever de evangelizar o mundo? As Escrituras respondem claramente que não. A razão dos doze continuarem em Jerusalém era porque o reino, no qual eles teriam doze tronos (Mat. 1928), seria estabelecido em Jerusalém, e porque a bênção e a salvação para os confins da terra fluiriam de lá; assim, a obra deles ali ainda não estava consumada.
Assim a permanência dos apóstolos em Jerusalém e a fuga da multidão de crentes indicavam a mesma coisa - que Israel ainda não se tinha voltado para Cristo. Olhando para trás podemos ver agora que esta grande perseguição foi “a crise secreta na história de Israel”, como Sir Robert Anderson a denominou, e que o reino não seria estabelecido, por agora, a menos que fosse pela força.
Mas, e o que aconteceria ao plano de Deus em enviar salvação e bênção ao mundo? As nações teriam agora de ficar em trevas devido à recusa de Israel em se tornar o canal de bênção?
Segundo a profecia a resposta de Deus à rejeição votada pelo mundo a Cristo seria o derramamento da Sua ira. Ele faria com que Israel (e também os Gentios) quisessem o dia do Seu poder. Israel, juntamente com os Gentios tinham declarado guerra a Ele e ao Seu Ungido; Ele far-lhes-ia uma contradeclaração, como está escrito:
“Porque se amotinam as Gentes, e os povos (DE ISRAEL, ver Actos 4:25-27) imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam, e os príncipes juntos se mancomunam contra o Senhor e contra o Seu Ungido, dizendo:
“Rompamos as Suas ataduras, e sacudamos de nós as Suas cordas. AQUELE QUE HABITA NOS CÉUS SE RIRÁ; O SENHOR ZOMBARÁ DELES. ENTÃO LHES FALARÁ NA SUA IRA, E NO SEU FUROR OS CONFUNDIRÁ (Sal. 2:1-5).
“DISSE O SENHOR AO MEU SENHOR ASSENTA-TE À MINHA MÃO DIREITA, ATÉ QUE PONHA OS TEUS INIMIGOS POR ESCABELO DOS TEUS PÉS. O SENHOR ENVIARÁ O CEPTRO DA TUA FORTALEZA DESDE SIÃO, DIZENDO: DOMINA NO MEIO DOS TEUS INIMIGOS. O TEU POVO SE APRESENTARÁ VOLUNTARIAMENTE NO DIA DO TEU PODER ...” (Sal. 110: 1-3).
Estas palavras de David são o testemunho consistente da profecia do Velho Testamento. O juízo cairia agora?
Não, era contra o fundo negro do fracasso e pecado do homem que Deus iria agora revelar as riquezas da Sua graça.
Saulo de Tarso era o líder desta perseguição:
“E Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas: e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão” (Actos 8:3).
Os Gentios já se tinham rebelado há muito tempo contra Deus, na torre de Babel (Gén. 11:3-4), “quando não se importaram de ter o conhecimento de Deus” (Rom. 1:28). Devido a isso Deus “abandonou-os” finalmente (Rom. 1:24, 26, 28) e espalhou-os sobre a face da terra (Gén. 11:9). Agora Israel unia-se à rebelião e Deus também teve que os abandonar e espalhar.
Alguns supõem que a dispersão dos discípulos de Jerusalém para a Judéia e Samaria foi em cumprimento da “grande comissão” registada em Actos 1:8. Contudo, o que se passou foi precisamente o oposto. Os discípulos não deixaram Jerusalém em resposta a qualquer mandamento do Senhor. Eles fugiram pelas suas vidas. E os doze apóstolos, aqueles a quem o Senhor tinha mandado ir de Jerusalém para todo o mundo, continuaram em Jerusalém!
Decerto que era natural que os crentes em Jerusalém fugissem quando a terrível perseguição rebentou, porém como classificaremos a conduta dos doze apóstolos ao ficarem ali?
Estariam a transgredir o seu dever de evangelizar o mundo? As Escrituras respondem claramente que não. A razão dos doze continuarem em Jerusalém era porque o reino, no qual eles teriam doze tronos (Mat. 1928), seria estabelecido em Jerusalém, e porque a bênção e a salvação para os confins da terra fluiriam de lá; assim, a obra deles ali ainda não estava consumada.
Assim a permanência dos apóstolos em Jerusalém e a fuga da multidão de crentes indicavam a mesma coisa - que Israel ainda não se tinha voltado para Cristo. Olhando para trás podemos ver agora que esta grande perseguição foi “a crise secreta na história de Israel”, como Sir Robert Anderson a denominou, e que o reino não seria estabelecido, por agora, a menos que fosse pela força.
Mas, e o que aconteceria ao plano de Deus em enviar salvação e bênção ao mundo? As nações teriam agora de ficar em trevas devido à recusa de Israel em se tornar o canal de bênção?
Segundo a profecia a resposta de Deus à rejeição votada pelo mundo a Cristo seria o derramamento da Sua ira. Ele faria com que Israel (e também os Gentios) quisessem o dia do Seu poder. Israel, juntamente com os Gentios tinham declarado guerra a Ele e ao Seu Ungido; Ele far-lhes-ia uma contradeclaração, como está escrito:
“Porque se amotinam as Gentes, e os povos (DE ISRAEL, ver Actos 4:25-27) imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam, e os príncipes juntos se mancomunam contra o Senhor e contra o Seu Ungido, dizendo:
“Rompamos as Suas ataduras, e sacudamos de nós as Suas cordas. AQUELE QUE HABITA NOS CÉUS SE RIRÁ; O SENHOR ZOMBARÁ DELES. ENTÃO LHES FALARÁ NA SUA IRA, E NO SEU FUROR OS CONFUNDIRÁ (Sal. 2:1-5).
“DISSE O SENHOR AO MEU SENHOR ASSENTA-TE À MINHA MÃO DIREITA, ATÉ QUE PONHA OS TEUS INIMIGOS POR ESCABELO DOS TEUS PÉS. O SENHOR ENVIARÁ O CEPTRO DA TUA FORTALEZA DESDE SIÃO, DIZENDO: DOMINA NO MEIO DOS TEUS INIMIGOS. O TEU POVO SE APRESENTARÁ VOLUNTARIAMENTE NO DIA DO TEU PODER ...” (Sal. 110: 1-3).
Estas palavras de David são o testemunho consistente da profecia do Velho Testamento. O juízo cairia agora?
Não, era contra o fundo negro do fracasso e pecado do homem que Deus iria agora revelar as riquezas da Sua graça.
CORNELIUS R. STAM
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