Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XXX)
AS TRÊS CHAMADAS AO ARREPENDIMENTO
Foi após 1500 anos de fracasso sob a lei, com o futuro reino messiânico em vista, que Deus dirigiu a Israel as suas três maiores chamadas ao arrependimento.
A primeira foi por João Baptista, de quem o Senhor disse: “Não há maior profeta” (Lucas 7:28).
O ministério de João visava trazer Israel de volta a Deus, e preparar assim o caminho para a vinda do Rei. O clamor era:
“... Preparai o caminho do Senhor; endireitai as suas veredas.
“Todo o vale se encherá, e se abaixará todo o monte e outeiro; e o que é tortuoso se endireitará, e os caminhos escabrosos se aplanarão” (Lucas 3:4-5).
João trabalhou fervorosamente para cumprir a sua missão. O seu ministério atingiu todas as áreas da vida nacional de Israel. Ele lidou com “a multidão”, com os cobradores de impostos, com os soldados (Lucas 3:10-14). Ele ousou mandar embora os orgulhosos Fariseus e Saduceus, chamando-lhes “Raça de víboras”, perguntando-lhes: “Quem vos ensinou a fugir da ira futura?”, e dizendo-lhes: “Produzi pois frutos dignos de arrependimento” (Mat. 3:7-8). Ele até entrou no palácio do Rei Herodes, repreendendo-o por viver com a mulher do irmão “e por todas as maldades que Herodes tinha feito” (Lucas 3:19).
Porém, com tudo isto, Israel, como nação, não se arrependeu. Na realidade, o grande reformador foi “encerrado num cárcere” (Lucas 3:20) e finalmente “degolado” (Mat. 14:10) pelo ímpio e licencioso rei de Israel - um crime que dificilmente seria tolerado, tivesse havido uma reforma real na nação.
Assim, o caminho para nosso Senhor ficou tudo, menos preparado. Ele teve que retomar o clamor onde João o deixara. Porém a resposta à mensagem do Senhor não foi mais satisfatória que a resposta à de João. Eles desprezaram-n’O, importunaram-n’O, conspiraram contra Ele. Quando Ele operou poderosos milagres entre eles, eles tiveram a imprudência de perguntar: “Com que autoridade fazes isto? E quem Te deu tal autoridade?” (Mat. 21:23).
Finalmente trouxeram-n’O a julgamento sob várias acusações falsas. E, enquanto esteve sob exame e julgamento, sujeitaram-n’O ao tratamento mais cruel e desumano. Zombaram d’Ele; açoitaram-n’O; feriram a Sua face. Puxaram-Lhe a barba e o cabelo, vendaram-Lhe os olhos, esbofetearam-n’O, e pediram-lhe para que profetizasse quem o tinha ferido. Coroaram-n’O com espinhos; vestiram-Lhe umas vestes de púrpura e deram-lhe uma vara (em vez dum ceptro) para as Suas mãos, curvando-se diante d’Ele em zombaria. Depois, tirando-Lhe a vara da mão, feriram-n’O na cabeça com ela.
Tão intenso foi o ódio deles contra o Filho de Deus que, quando o governador Romano, Pilatos, não achando n’Ele falta alguma, e O queria castigar e libertar, “toda a multidão clamou à uma, dizendo: Fora daqui com Este ...” (Lucas 23:18). “E eles instavam com grandes gritos, pedindo que fosse crucificado”. (Lucas 23:23).
E assim Israel, em vez de dar ouvidos à chamada de Cristo ao arrependimento, persuadiu Pilatos a crucificá-l’O numa cruz, onde, agonizando em dor, sofreu vergonha e ignomínia pelos pecados deles.
Certamente que tudo isto não surpreendera Deus. Na verdade, Ele previra tudo. O Espírito, por meio dos profetas, tinha “anteriormente testificado os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de SEGUIR” (I Pedro 1:11). Assim, o Messias de Israel, quando se encontrava suspenso na cruz, clamou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34).
E o cenário agora parecia estar a preparar-se para a glória que se havia de seguir. Cinquenta dias após a ressurreição o Espírito Santo foi “derramado” sobre os discípulos e os sinais dos “últimos dias” começavam a aparecer (Actos 2). No meio daqueles sinais miraculosos a Israel (de então) foi dada a terceira e última oportunidade de se arrepender, com a oferta do retorno de Cristo e “os tempos do refrigério” se se arrependesse.
Foi principalmente o apóstolo Pedro que Deus usou para, em Pentecostes, chamar Israel ao arrependimento. Aos que foram convencidos pela sua mensagem e inquiriram que deviam fazer, ele respondeu:
“ARREPENDEI-VOS, E CADA UM DE VÓS SEJA BAPTIZADO EM NOME DE JESUS CRISTO, PARA O PERDÃO DOS PECADOS; E RECEBEREIS O DOM DO ESPÍRITO SANTO” (Actos 2:38).
Um pouco mais tarde, às multidões que se ajuntaram junto ao pórtico de Salomão, Pedro clamou:
“ARREPENDEI-VOS, POIS, E CONVERTEI-VOS, PARA QUE SEJAM APAGADOS OS VOSSOS PECADOS, E VENHAM ASSIM OS TEMPOS DO REFRIGÉRIO PELA PRESENÇA DO SENHOR;
“E ENVIE ELE A JESUS CRISTO, QUE JÁ DANTES VOS FOI PREGADO” (Actos 3:19-20).
Porém, todavia, Israel (como nação) continuava a recusar arrepender-se. Em vez disso, os seus dirigentes impediram os apóstolos de falarem no nome de Cristo; ameaçando-os, açoitando-os, aprisionando-os. Finalmente eles não puderam conter-se em não derramar sangue de novo e Estêvão, um homem “cheio de fé e de poder”, foi arrastado para fora da cidade e apedrejado até à morte.
Assim, Israel respondeu às três graciosas chamadas de Deus ao arrependimento com três homicídios brutais: os de João Baptista, Cristo e Estêvão. E notemos bem que a culpa deles aumentou com cada homicídio sucessivo. No caso de João Baptista eles permitiram-no; no caso de Cristo exigiram-no; no caso de Estêvão cometeram-no. Eles fizeram ouvidos moucos ao Pai (por meio de João), ao próprio Filho, quando na terra, e ao Espírito Santo (por meio dos crentes Pentecostais). Eles resistiram ao Pai antes da vinda de Cristo; desprezaram o próprio Cristo quando entre eles; blasfemaram contra o Espírito Santo depois de Cristo ter partido. Agora não havia qualquer desculpa. Eles tinham cometido o pecado imperdoável, do qual o Senhor os tinha avisado (Mat. 12:31-32).
O ministério de João visava trazer Israel de volta a Deus, e preparar assim o caminho para a vinda do Rei. O clamor era:
“... Preparai o caminho do Senhor; endireitai as suas veredas.
“Todo o vale se encherá, e se abaixará todo o monte e outeiro; e o que é tortuoso se endireitará, e os caminhos escabrosos se aplanarão” (Lucas 3:4-5).
João trabalhou fervorosamente para cumprir a sua missão. O seu ministério atingiu todas as áreas da vida nacional de Israel. Ele lidou com “a multidão”, com os cobradores de impostos, com os soldados (Lucas 3:10-14). Ele ousou mandar embora os orgulhosos Fariseus e Saduceus, chamando-lhes “Raça de víboras”, perguntando-lhes: “Quem vos ensinou a fugir da ira futura?”, e dizendo-lhes: “Produzi pois frutos dignos de arrependimento” (Mat. 3:7-8). Ele até entrou no palácio do Rei Herodes, repreendendo-o por viver com a mulher do irmão “e por todas as maldades que Herodes tinha feito” (Lucas 3:19).
Porém, com tudo isto, Israel, como nação, não se arrependeu. Na realidade, o grande reformador foi “encerrado num cárcere” (Lucas 3:20) e finalmente “degolado” (Mat. 14:10) pelo ímpio e licencioso rei de Israel - um crime que dificilmente seria tolerado, tivesse havido uma reforma real na nação.
Assim, o caminho para nosso Senhor ficou tudo, menos preparado. Ele teve que retomar o clamor onde João o deixara. Porém a resposta à mensagem do Senhor não foi mais satisfatória que a resposta à de João. Eles desprezaram-n’O, importunaram-n’O, conspiraram contra Ele. Quando Ele operou poderosos milagres entre eles, eles tiveram a imprudência de perguntar: “Com que autoridade fazes isto? E quem Te deu tal autoridade?” (Mat. 21:23).
Finalmente trouxeram-n’O a julgamento sob várias acusações falsas. E, enquanto esteve sob exame e julgamento, sujeitaram-n’O ao tratamento mais cruel e desumano. Zombaram d’Ele; açoitaram-n’O; feriram a Sua face. Puxaram-Lhe a barba e o cabelo, vendaram-Lhe os olhos, esbofetearam-n’O, e pediram-lhe para que profetizasse quem o tinha ferido. Coroaram-n’O com espinhos; vestiram-Lhe umas vestes de púrpura e deram-lhe uma vara (em vez dum ceptro) para as Suas mãos, curvando-se diante d’Ele em zombaria. Depois, tirando-Lhe a vara da mão, feriram-n’O na cabeça com ela.
Tão intenso foi o ódio deles contra o Filho de Deus que, quando o governador Romano, Pilatos, não achando n’Ele falta alguma, e O queria castigar e libertar, “toda a multidão clamou à uma, dizendo: Fora daqui com Este ...” (Lucas 23:18). “E eles instavam com grandes gritos, pedindo que fosse crucificado”. (Lucas 23:23).
E assim Israel, em vez de dar ouvidos à chamada de Cristo ao arrependimento, persuadiu Pilatos a crucificá-l’O numa cruz, onde, agonizando em dor, sofreu vergonha e ignomínia pelos pecados deles.
Certamente que tudo isto não surpreendera Deus. Na verdade, Ele previra tudo. O Espírito, por meio dos profetas, tinha “anteriormente testificado os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de SEGUIR” (I Pedro 1:11). Assim, o Messias de Israel, quando se encontrava suspenso na cruz, clamou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34).
E o cenário agora parecia estar a preparar-se para a glória que se havia de seguir. Cinquenta dias após a ressurreição o Espírito Santo foi “derramado” sobre os discípulos e os sinais dos “últimos dias” começavam a aparecer (Actos 2). No meio daqueles sinais miraculosos a Israel (de então) foi dada a terceira e última oportunidade de se arrepender, com a oferta do retorno de Cristo e “os tempos do refrigério” se se arrependesse.
Foi principalmente o apóstolo Pedro que Deus usou para, em Pentecostes, chamar Israel ao arrependimento. Aos que foram convencidos pela sua mensagem e inquiriram que deviam fazer, ele respondeu:
“ARREPENDEI-VOS, E CADA UM DE VÓS SEJA BAPTIZADO EM NOME DE JESUS CRISTO, PARA O PERDÃO DOS PECADOS; E RECEBEREIS O DOM DO ESPÍRITO SANTO” (Actos 2:38).
Um pouco mais tarde, às multidões que se ajuntaram junto ao pórtico de Salomão, Pedro clamou:
“ARREPENDEI-VOS, POIS, E CONVERTEI-VOS, PARA QUE SEJAM APAGADOS OS VOSSOS PECADOS, E VENHAM ASSIM OS TEMPOS DO REFRIGÉRIO PELA PRESENÇA DO SENHOR;
“E ENVIE ELE A JESUS CRISTO, QUE JÁ DANTES VOS FOI PREGADO” (Actos 3:19-20).
Porém, todavia, Israel (como nação) continuava a recusar arrepender-se. Em vez disso, os seus dirigentes impediram os apóstolos de falarem no nome de Cristo; ameaçando-os, açoitando-os, aprisionando-os. Finalmente eles não puderam conter-se em não derramar sangue de novo e Estêvão, um homem “cheio de fé e de poder”, foi arrastado para fora da cidade e apedrejado até à morte.
Assim, Israel respondeu às três graciosas chamadas de Deus ao arrependimento com três homicídios brutais: os de João Baptista, Cristo e Estêvão. E notemos bem que a culpa deles aumentou com cada homicídio sucessivo. No caso de João Baptista eles permitiram-no; no caso de Cristo exigiram-no; no caso de Estêvão cometeram-no. Eles fizeram ouvidos moucos ao Pai (por meio de João), ao próprio Filho, quando na terra, e ao Espírito Santo (por meio dos crentes Pentecostais). Eles resistiram ao Pai antes da vinda de Cristo; desprezaram o próprio Cristo quando entre eles; blasfemaram contra o Espírito Santo depois de Cristo ter partido. Agora não havia qualquer desculpa. Eles tinham cometido o pecado imperdoável, do qual o Senhor os tinha avisado (Mat. 12:31-32).
CORNELIUS R. STAM
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