Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XXVIII)
CAPÍTULO 4A INTRODUÇÃO DO MISTÉRIO
A PASSADA GLÓRIA DE ISRAEL
A nação de Israel, com todas as suas falhas, foi outrora o único ponto brilhante num mundo em trevas. Deus tinha prometido que por meio dela, como semente multiplicada de Abraão, as outras nações seriam abençoadas (Gen. 22:17-18). Rute, a Moabita, e outros como ela, encontraram refúgio sob as asas de Deus ao virem a Israel (Rute 2:12).
Nosso Senhor disse à mulher Samaritana:
“Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque A SALVAÇÃO VEM DOS JUDEUS” (João 4:22).
Paulo, em Rom. 3:1-2, formula a questão: “Qual é logo a vantagem do Judeu?” e responde:
“Muita, em toda a maneira, PORQUE, PRIMEIRAMENTE, AS PALAVRAS DE DEUS LHE FORAM CONFIADAS”
Em Rom. 9:4-5, ele diz:
“...(A ISRAEL) PERTENCE A ADOPÇÃO DE FILHOS, E A GLÓRIA, E OS CONCERTOS, E A LEI, E O CULTO, E AS PROMESSAS;
"DOS QUAIS SÃO OS PAIS, E DOS QUAIS É CRISTO SEGUNDO A CARNE, O QUAL É SOBRE TODOS, DEUS BENDITO ETERNAMENTE. AMÉM.”
O CORAÇÃO DA RELIGIÃO DE ISRAEL
Contudo esta honra não foi conferida a Israel por ela ter sido melhor ou mais merecedora que as outras nações. O próprio Rei David de Israel escreveu por inspiração:
“O Senhor olhou desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus.
“Desviaram-se TODOS e juntamente se fizeram imundos: NÃO HÁ QUEM FAÇA O BEM, NÃO HÁ SEQUER UM!” (Sal. 142-3).
Esta é a razão por no âmago da religião de Israel encontrarmos sacrifícios cruentos. Nós sabemos que “é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados” (Heb. 10:4), mas tais sacrifícios expiavam 1 os pecados até Cristo vir “aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo” (Heb. 9:26).
Os sacrifícios cruentos de Israel eram provisoriamente uma confissão de pecado, um testemunho do facto do “salário do pecado ser a morte” e um reconhecimento de que não fora a graça de Deus também a nação de Israel se encontraria fora do Seu favor. Assim está escrito:
“Porque a alma da carne está no sangue; pelo que vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas: porquanto é o sangue que fará expiação pela alma” (Lev. 17:11).
“E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; E SEM DERRAMAMENTO DE SANGUE NÃO HÁ REMISSÃO” (Heb. 9:22).
Estes meios de aproximação a Deus, embora indicassem que Israel não era melhor que os Gentios, concedia-lhe, ao mesmo tempo, uma vantagem distinta sobre os Gentios - e uma grande responsabilidade para com eles.
Israel não devia guardar estas bênçãos para si, pois Deus tinha dito a Abraão: “E na tua semente todas as nações da terra serão benditas” (Gén. 22:18) 2. Eles deviam ser os agentes, e não meramente os objectos da benção de Deus.
1 A palavra expiar (Hebreu: kapher) significa cobrir.
2 Deve ser notado que nas promessas do concerto com Israel, para além do aspecto futuro, há geralmente o desafio do cumprimento presente (Deut. 1:8; Heb. 3:19; etc.).
“Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque A SALVAÇÃO VEM DOS JUDEUS” (João 4:22).
Paulo, em Rom. 3:1-2, formula a questão: “Qual é logo a vantagem do Judeu?” e responde:
“Muita, em toda a maneira, PORQUE, PRIMEIRAMENTE, AS PALAVRAS DE DEUS LHE FORAM CONFIADAS”
Em Rom. 9:4-5, ele diz:
“...(A ISRAEL) PERTENCE A ADOPÇÃO DE FILHOS, E A GLÓRIA, E OS CONCERTOS, E A LEI, E O CULTO, E AS PROMESSAS;
"DOS QUAIS SÃO OS PAIS, E DOS QUAIS É CRISTO SEGUNDO A CARNE, O QUAL É SOBRE TODOS, DEUS BENDITO ETERNAMENTE. AMÉM.”
O CORAÇÃO DA RELIGIÃO DE ISRAEL
Contudo esta honra não foi conferida a Israel por ela ter sido melhor ou mais merecedora que as outras nações. O próprio Rei David de Israel escreveu por inspiração:
“O Senhor olhou desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus.
“Desviaram-se TODOS e juntamente se fizeram imundos: NÃO HÁ QUEM FAÇA O BEM, NÃO HÁ SEQUER UM!” (Sal. 142-3).
Esta é a razão por no âmago da religião de Israel encontrarmos sacrifícios cruentos. Nós sabemos que “é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados” (Heb. 10:4), mas tais sacrifícios expiavam 1 os pecados até Cristo vir “aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo” (Heb. 9:26).
Os sacrifícios cruentos de Israel eram provisoriamente uma confissão de pecado, um testemunho do facto do “salário do pecado ser a morte” e um reconhecimento de que não fora a graça de Deus também a nação de Israel se encontraria fora do Seu favor. Assim está escrito:
“Porque a alma da carne está no sangue; pelo que vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas: porquanto é o sangue que fará expiação pela alma” (Lev. 17:11).
“E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; E SEM DERRAMAMENTO DE SANGUE NÃO HÁ REMISSÃO” (Heb. 9:22).
Estes meios de aproximação a Deus, embora indicassem que Israel não era melhor que os Gentios, concedia-lhe, ao mesmo tempo, uma vantagem distinta sobre os Gentios - e uma grande responsabilidade para com eles.
Israel não devia guardar estas bênçãos para si, pois Deus tinha dito a Abraão: “E na tua semente todas as nações da terra serão benditas” (Gén. 22:18) 2. Eles deviam ser os agentes, e não meramente os objectos da benção de Deus.
1 A palavra expiar (Hebreu: kapher) significa cobrir.
2 Deve ser notado que nas promessas do concerto com Israel, para além do aspecto futuro, há geralmente o desafio do cumprimento presente (Deut. 1:8; Heb. 3:19; etc.).
CORNELIUS R. STAM
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