Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XXII)
O MISTÉRIO DO EVANGELHOou
O SEGREDO DAS BOAS NOVAS
Ao terminar a mais sublime de todas as suas cartas, o Apóstolo Paulo escreve:
“E (orai) por mim, para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório O MISTÉRIO DO EVANGELHO,
"Pelo qual sou embaixador em cadeias, para que possa falar dele, livremente, como me convém falar” (Ef. 6:19-20).
A ordem precisa da frase “mistério do evangelho” deve ser cuidadosamente notada. O apóstolo não está aqui a falar das boas novas dum segredo, mas do segredo, ou chave, das boas novas. 1
DESDE A QUEDA TÊM SEMPRE SIDO PROCLAMADAS BOAS NOVAS
Associadamente à ideia de que os santos do Velho Testamento confiaram na morte do Cristo que havia de vir para sua salvação, anda a noção, igualmente contrária às Escrituras, de que nunca houve mais do que um evangelho.
Isto será cuidadosamente discutido num capítulo posterior, mas há a necessidade de salientar aqui o facto simples de que desde a queda que Deus tem sempre proclamado o evangelho, ou boas novas, aos pecadores.
Não foi evangelho, ou boas novas, que Deus anunciou ao Adão e Eva decaídos quando prometeu que a semente de Eva esmagaria a cabeça da Serpente (Gén. 3:15)? Não foram boas novas que Deus proclamou a Abrão, quando lhe disse que nele todas as famílias da terra seriam benditas (Gén. 12:3 cf. Gál. 3:8)? Não foram boas novas que Deus deu a conhecer a David quando lhe prometeu estabelecer a sua casa, trono e reino para sempre (II Sam. 7:16)? Não foram boas novas que Deus revelou por intermédio dos profetas, quando anunciou que a paz e a prosperidade e a bênção prevaleceriam no reino vindouro (Is. 2:2-4; 11:6-9; 35:1-7; Jer.23:5)? Não foram boas novas que João Baptista proclamou quando introduziu Cristo e anunciou o reino como tendo “chegado” (Mat. 3:2-3)? Não foram boas novas que Pedro pregou quando, mais tarde, ofereceu o reino a Israel, clamando: “Arrependei-vos ... para que ... venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor, e envie Ele a Jesus Cristo que já dantes vos foi pregado” (Actos 3:19-20)?
Tudo isto era evangelho, ou boas novas, mas o que era “o mistério do Evangelho”; o que era o segredo das boas novas? Como podia um Deus santo e justo proclamar boas novas a pecadores? Como é que Ele lhes podia oferecer justamente coisas boas futuras quando, como pecadores, mereciam a Sua ira?
A resposta a estas perguntas encontramos nas epístolas de Paulo.
1 O termo evangelho (gr. evangelion) significa simplesmente boas novas (notícias) e deve ser sempre tido deste modo.
"Pelo qual sou embaixador em cadeias, para que possa falar dele, livremente, como me convém falar” (Ef. 6:19-20).
A ordem precisa da frase “mistério do evangelho” deve ser cuidadosamente notada. O apóstolo não está aqui a falar das boas novas dum segredo, mas do segredo, ou chave, das boas novas. 1
DESDE A QUEDA TÊM SEMPRE SIDO PROCLAMADAS BOAS NOVAS
Associadamente à ideia de que os santos do Velho Testamento confiaram na morte do Cristo que havia de vir para sua salvação, anda a noção, igualmente contrária às Escrituras, de que nunca houve mais do que um evangelho.
Isto será cuidadosamente discutido num capítulo posterior, mas há a necessidade de salientar aqui o facto simples de que desde a queda que Deus tem sempre proclamado o evangelho, ou boas novas, aos pecadores.
Não foi evangelho, ou boas novas, que Deus anunciou ao Adão e Eva decaídos quando prometeu que a semente de Eva esmagaria a cabeça da Serpente (Gén. 3:15)? Não foram boas novas que Deus proclamou a Abrão, quando lhe disse que nele todas as famílias da terra seriam benditas (Gén. 12:3 cf. Gál. 3:8)? Não foram boas novas que Deus deu a conhecer a David quando lhe prometeu estabelecer a sua casa, trono e reino para sempre (II Sam. 7:16)? Não foram boas novas que Deus revelou por intermédio dos profetas, quando anunciou que a paz e a prosperidade e a bênção prevaleceriam no reino vindouro (Is. 2:2-4; 11:6-9; 35:1-7; Jer.23:5)? Não foram boas novas que João Baptista proclamou quando introduziu Cristo e anunciou o reino como tendo “chegado” (Mat. 3:2-3)? Não foram boas novas que Pedro pregou quando, mais tarde, ofereceu o reino a Israel, clamando: “Arrependei-vos ... para que ... venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor, e envie Ele a Jesus Cristo que já dantes vos foi pregado” (Actos 3:19-20)?
Tudo isto era evangelho, ou boas novas, mas o que era “o mistério do Evangelho”; o que era o segredo das boas novas? Como podia um Deus santo e justo proclamar boas novas a pecadores? Como é que Ele lhes podia oferecer justamente coisas boas futuras quando, como pecadores, mereciam a Sua ira?
A resposta a estas perguntas encontramos nas epístolas de Paulo.
1 O termo evangelho (gr. evangelion) significa simplesmente boas novas (notícias) e deve ser sempre tido deste modo.
CORNELIUS R. STAM
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (I)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (III)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (IV)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (V)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (VI)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (VII)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (VIII)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (IX)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (X)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XI)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XII)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XIII)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XIV)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XV)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XVI)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XVII)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XVIII)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XIX)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XX)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XXI)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (III)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (IV)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (V)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (VI)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (VII)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (VIII)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (IX)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (X)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XI)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XII)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XIII)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XIV)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XV)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XVI)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XVII)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XVIII)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XIX)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XX)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XXI)



