Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XV)
A PALAVRA PROFÉTICA E O CRENTE HOJECertamente que toda a Escritura é igualmente importante, como Palavra de Deus, e toda ela proveitosa para o homem de Deus. Apesar disso o estudante inteligente das Escrituras cedo descobre que certas passagens têm uma aplicação mais directa sobre outros que sobre si mesmo e que nesse sentido são mais importantes para esses directamente envolvidos.
Por exemplo, o mandamento para a guarda da Páscoa, envolvia directamente os Israelitas debaixo da lei e, nesse sentido, revestia-se de importância maior para eles que para nós.
Da mesma forma a profecia (excepto a de Paulo) trata directamente com Israel e as nações, e não com o Corpo de Cristo.
Apesar dum profundo interesse na palavra profética ser recomendável, não nos devemos esquecer, contudo, que existe um outro grande corpo de verdade que nos diz respeito mais directamente.
Quando Deus pôs finalmente de parte a nação de Israel, disse, por meio do Apóstolo Paulo:
“Seja-vos, pois, notório que ESTA SALVAÇÃO DE DEUS É ENVIADA AOS GENTIOS, e eles a ouvirão (Actos 28:28).
Por essa razão Paulo diz, por inspiração:
“...CONVOSCO FALO, GENTIOS, QUE, ENQUANTO FOR APÓSTOLO DOS GENTIOS, GLORIFICAREI O MEU MINISTÉRIO” (Rom. 11:13).
Assim, enquanto Israel e o programa profético são postos de parte temporariamente, a igreja é constituída predominantemente de Gentios na carne, tendo Paulo como seu apóstolo.
É por isso que Paulo fala de “este mistério entre os Gentios” (Col. 1:27) e explica aos crentes Gentios daqueles dias:
“Porque não quero, irmãos, que ignoreis ESTE SEGREDO (MISTÉRIO) (para que não presumais de vós mesmos): QUE O ENDURECIMENTO VEIO EM PARTE SOBRE ISRAEL, ATÉ QUE A PLENITUDE DOS GENTIOS HAJA ENTRADO” (Rom. 11:25).
Quando o período aqui referido tiver corrido o seu curso, Deus retomará de novo os Seus tratos com Israel e trará a um termo o programa profético, como declaram os versículos seguintes:
“E, assim, TODO O ISRAEL SERÁ SALVO, COMO ESTÁ ESCRITO: De Sião virá o Libertador, e desviará de Jacob as impiedades. E ESTE SERÁ O MEU CONCERTO COM ELES ...” (Rom. 11:26.27).
Esta interrupção do programa profético deve sempre ser tida em mente em qualquer consideração da importância da palavra profética. Como Palavra de Deus, a profecia é tão importante como qualquer outra parte das Escrituras, mas, não nos esqueçamos nunca, trata directamente com Israel e as nações, e não com o Corpo de Cristo.
Assim, é Pedro, e não Paulo, que diz: 1
“E temos, mui firme, a palavra dos profetas, 2 à qual bem fazeis em estar atentos, (como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça) nos vossos corações” (II Pedro 1:19).
É de novo João, e não Paulo, que escreve na introdução que faz ao Apocalipse:
“Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas, porque o tempo está próximo” (Apo. 1:3).
Certamente que qualquer pessoa que estude reverentemente qualquer parte da Bíblia bendita, é abençoada, mas esta bênção especial será a porção dos que estudarem o Livro do Apocalipse e guardarem os seus preceitos nos dias quando a revelação de Cristo em glória estiver novamente próxima.
Assim, é importante lembrar que apesar de toda a Bíblia ser na verdade para nós, as epístolas de Paulo constituem a nossa correspondência privada. Foi Paulo que foi especialmente escolhido de Deus como apóstolo dos Gentios e aquele por meio de quem o mistério foi revelado.
Que pena é que, nesta dispensação da graça, a igreja abunde em “peritos na profecia”, quando os “peritos” neste “mistério entre os Gentios” são tão raros!
Da mesma forma a profecia (excepto a de Paulo) trata directamente com Israel e as nações, e não com o Corpo de Cristo.
Apesar dum profundo interesse na palavra profética ser recomendável, não nos devemos esquecer, contudo, que existe um outro grande corpo de verdade que nos diz respeito mais directamente.
Quando Deus pôs finalmente de parte a nação de Israel, disse, por meio do Apóstolo Paulo:
“Seja-vos, pois, notório que ESTA SALVAÇÃO DE DEUS É ENVIADA AOS GENTIOS, e eles a ouvirão (Actos 28:28).
Por essa razão Paulo diz, por inspiração:
“...CONVOSCO FALO, GENTIOS, QUE, ENQUANTO FOR APÓSTOLO DOS GENTIOS, GLORIFICAREI O MEU MINISTÉRIO” (Rom. 11:13).
Assim, enquanto Israel e o programa profético são postos de parte temporariamente, a igreja é constituída predominantemente de Gentios na carne, tendo Paulo como seu apóstolo.
É por isso que Paulo fala de “este mistério entre os Gentios” (Col. 1:27) e explica aos crentes Gentios daqueles dias:
“Porque não quero, irmãos, que ignoreis ESTE SEGREDO (MISTÉRIO) (para que não presumais de vós mesmos): QUE O ENDURECIMENTO VEIO EM PARTE SOBRE ISRAEL, ATÉ QUE A PLENITUDE DOS GENTIOS HAJA ENTRADO” (Rom. 11:25).
Quando o período aqui referido tiver corrido o seu curso, Deus retomará de novo os Seus tratos com Israel e trará a um termo o programa profético, como declaram os versículos seguintes:
“E, assim, TODO O ISRAEL SERÁ SALVO, COMO ESTÁ ESCRITO: De Sião virá o Libertador, e desviará de Jacob as impiedades. E ESTE SERÁ O MEU CONCERTO COM ELES ...” (Rom. 11:26.27).
Esta interrupção do programa profético deve sempre ser tida em mente em qualquer consideração da importância da palavra profética. Como Palavra de Deus, a profecia é tão importante como qualquer outra parte das Escrituras, mas, não nos esqueçamos nunca, trata directamente com Israel e as nações, e não com o Corpo de Cristo.
Assim, é Pedro, e não Paulo, que diz: 1
“E temos, mui firme, a palavra dos profetas, 2 à qual bem fazeis em estar atentos, (como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça) nos vossos corações” (II Pedro 1:19).
É de novo João, e não Paulo, que escreve na introdução que faz ao Apocalipse:
“Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas, porque o tempo está próximo” (Apo. 1:3).
Certamente que qualquer pessoa que estude reverentemente qualquer parte da Bíblia bendita, é abençoada, mas esta bênção especial será a porção dos que estudarem o Livro do Apocalipse e guardarem os seus preceitos nos dias quando a revelação de Cristo em glória estiver novamente próxima.
Assim, é importante lembrar que apesar de toda a Bíblia ser na verdade para nós, as epístolas de Paulo constituem a nossa correspondência privada. Foi Paulo que foi especialmente escolhido de Deus como apóstolo dos Gentios e aquele por meio de quem o mistério foi revelado.
Que pena é que, nesta dispensação da graça, a igreja abunde em “peritos na profecia”, quando os “peritos” neste “mistério entre os Gentios” são tão raros!
1 Nós cremos que os apóstolos da circuncisão foram inspirados a escreverem particularmente a respeito dum dia ainda futuro. Quando o Corpo de Cristo for arrebatado e a grande tribulação começar, Israel será “dispersa” (I Pedro 1:1; Tiago 1:1) e “o fim de todas as coisas” estará de novo “próximo” (I Pedro 4:7; I João 2:18).
2 Isto é, pela visão pessoal que Pedro teve do Cristo transfigurado. Como é que alguma outra coisa poderia firmar melhor a Palavra de Deus?
2 Isto é, pela visão pessoal que Pedro teve do Cristo transfigurado. Como é que alguma outra coisa poderia firmar melhor a Palavra de Deus?
CORNELIUS R. STAM
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (I)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (III)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (IV)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (V)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (VI)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (VII)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (VIII)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (IX)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (X)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XI)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XII)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XIII)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XIV)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (III)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (IV)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (V)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (VI)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (VII)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (VIII)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (IX)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (X)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XI)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XII)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XIII)
Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XIV)



